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Adapte a sua dieta ao horário de treino

Conteúdo original Minha Vida

Quem começa só quer saber de resultados e, quanto mais rápidos eles vierem, melhor. O problema é que, nessa pressa toda, muita gente se esquece de um ponto fundamental nessa história: a importância da dieta para eliminar gordura e tonificar os músculos. O corpo pede nutrientes específicos e em quantidades certas – tanto antes quanto depois do treino.

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“Treinar com o estômago cheio demais ou com falta de carboidratos e proteínas, por exemplo, pode prejudicar o seu desempenho e a própria recuperação do organismo, atrapalhando os resultados desejados”, afirma a nutricionista funcional Camila Borduqui, do Centro de Estética da Clínica Alan Landecker. Para ajustar o cardápio, há alguns cuidados que variam de acordo com o período do dia escolhido para a atividade física.

Treino de manhã, logo ao acordar

Deixe o café da manhã reforçado para depois do treino. Antes do exercício, prefira alimentos ricos em amido: pães, barra de cereal, bolo, biscoito simples e frutas pobres em fibras, como pêssego e melão. “Eles são fontes de carboidratos simples, que tem absorção rápida e energia imediata para o treino, poupando a reserva de proteína que alimenta os músculos”, afirma a nutricionista Graça Albuquerque, especialista em nutrição esportiva.

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Evite o consumo de opções ricas em açúcar, como mel e doces, ou alimentos com alto índice glicêmico, como melancia e açúcar refinado. “Esses alimentos podem gerar um aumento rápido da glicose no sangue, o que provoca descarga imediata de insulina no sangue e, como consequência, uma possível hipoglicemia ou sensação de fraqueza durante o treino”, diz a nutricionista Camila Borduqui.

Exercício no meio da manhã

Três horas antes de treinar, tome um café da manhã completo, com alimentos fontes de fibras – cereais, pão integral, entre outros. Quando faltar meia hora para a atividade física, faça outra refeição mais leve, mas sem opções integrais dessa vez. “O alimento integral é digerido lentamente, ou seja, não promove um esvaziamento gástrico rápido, o que pode causar desconforto no meio do exercício”, afirma Graça Albuquerque. Além disso, Camila Borduqui conta que as fibras reduzem a absorção de glicose do alimento, diminuindo o fornecimento de energia para o músculo.

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Prática na hora do almoço

Prefira os alimentos de baixo índice glicêmico para manter os níveis de glicose no sangue durante o treino. Biscoitos de água e sal, ameixa, pera, kiwi, pêssego, maçã, banana, oleaginosas e passas são algumas opções recomendadas pelas especialistas. “É melhor deixar o almoço para depois do treino, já que é uma refeição que apresenta uma grande variedade de alimentos e pode sobrecarregar o estômago durante a atividade física”, afirma Camila Borduqui. Depois de almoçar, é preciso esperar de uma a duas horas para fazer exercícios, dependendo do tipo de comida que foi consumida – quanto mais gordura ou difícil de digerir, maior o tempo de repouso.

Treino no final da tarde

 

Antes de se exercitar, consuma carboidratos simples: torradas ou pão branco com geléia, castanhas, suco de frutas natural, ameixa seca, entre outras opções. O consumo de leite e derivados deve ser evitado. “Esses alimentos costumam ser de difícil digestão e podem provocar desconfortos gástricos durante o exercício”, afirma Camila. Também não é recomendável ingerir alimentos fontes de fibras, já que elas possuem um índice glicêmico menor, ou seja, demoram a fornecer energia necessária para o treino.

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Exercício à noite

Nada de jantar antes da atividade física. A lógica é a mesma de quem treina na hora do almoço: uma refeição pesada pode sobrecarregar demais o organismo e prejudicar o desempenho. “Em casos de treinamento mais leve, o ideal é consumir uma fruta como maçã, pera, pêssego, maçã ou laranja ou alimentos fonte de energia (principalmente carboidratos), para preservar as reservas de energia e aproveitar o aumento do fluxo sanguíneo no tecido muscular”, afirma Camila Borduqui. Se seu o treino costuma durar mais de uma hora, é melhor aprimorar ainda mais o estoque de energia: faça um sanduíche de pão com queijo branco e peito de peru.

Cuidados durante o treino

Além de muita hidratação, as nutricionistas aconselham repor carboidratos se o treino passar de uma hora. A proporção é de 30 a 60 gramas por hora – um profissional poderá indicar a quantidade ideal ao seu organismo. “Isso é necessário para evitar a fadiga e o cansaço, já que as reservas nos músculos (glicogênio) e a glicose do sangue começam a ficar muito escassas”, justifica Camila Borduqui. Barra de cereais, isotônicos (suplementos à base de maltodextrina), carboidrato em gel dissolvido em água, banana e água de coco são opções práticas que podem ser consumidas durante a atividade física.

Depois do treino, não esqueça!

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Independentemente do período do dia escolhido, é preciso reforçar a alimentação após os exercícios. “Os melhores alimentos são os ricos em carboidratos complexos e proteínas, como peixe, carne, frango, ovos, queijo, pão integral e batata doce”, recomenda Graça. Antioxidantes também são importantes, pois bloqueiam a ação dos radicais livres formados durante o exercício. Exemplos: azeite, castanhas, frutas, verduras e legumes.

A ingestão de alimentos deve ser feita logo após o término do treino: entre 30 minutos e duas horas depois. “É importante respeitar essa urgência para garantir uma boa recuperação do organismo, evitando o catabolismo, ou seja, o uso de proteínas do músculo para gerar energia”, explica Camila.

Receita: Muffin de Batata Doce e Cacau

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A adaptação é um dos melhores métodos na resolução de problemas na vida. Isso porque nem sempre é preciso abrir mão de alguma coisa para se alcançar um objetivo. Você pode adaptar o que for preciso para as suas necessidades e resolver o que tiver que ser. E vale para tudo, gente! Nesse caso, em especial, vale para colocarmos a batata doce na nossa rotina de uma forma gostosa, prática e que faz bem. Estamos falando de um muffin com cacau e gotas de chocolate, que, de tão maravilhoso, nem parece que é saudável.

 Já a questão da adaptação é um macete para quem tem dificuldade em consumir determinados alimentos, seja pelo sabor natural ou mesmo pela textura. Meu problema é com a batata doce. Já tentei comer de todas as formas: purê salgado com frango, amassadinha com canela, panqueca… e todas não me desceram muito bem. Não que me faça mal. Não. Mas eu como pensando em outra coisa, porque o sabor me incomoda. Tenho a impressão de que mastigo, mastigo, mastigo e a batata não se desfaz. É uma sensação bem ruim!

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E, como tinha algumas batatinhas por aqui dando sopa, resolvi testar uma receita de bolinho que achei na internet. Sucesso! Ficou uma delícia, fofinho, docinho e é uma ótima opção para os lanchinhos da manhã ou da tarde, como pré ou pós-treino e até para a merenda das crianças.

Muffin de Batata Doce e Cacau

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  • 150 gramas de batata doce cozida
  • 2 claras
  • 1 colher de leite desnatado
  • 1 colher de cacau em pó
  • ½ colher de fermento
  • ½ colher de margarina light
  • 1 colher de adoçante forno e fogão
  • Gotas de chocolate a gosto

Esprema bem as batatas doces (ou masse com um garfo) para facilitar o processamento. Misture todos os ingredientes (menos as gotas de chocolate) no liquificador até que vire uma massa uniforme. Despeje a mistura em um recipiente que possa ser levado ao micro-ondas, espalhe as gotas de chocolate, e programe por três minutos, em potência alta.

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Eu fiz a receita duplicada e assei em forminhas individuais, tipo de cupcake, em forno a 180°C, por 25 minutos. Rendeu 12 bolinhos.

E não recomendo ninguém a usar raspas de chocolate como eu fiz. Usem gotas mesmo ou até uva passa também, pode incrementar do jeito que quiser. Digo isso porque o chocolate derreteu todo e pesou no meu bolinho, fazendo-o afundar no centro. Sabe quando o suflê dá errado e murcha todo?! A mesma coisa! Então, usem gotas, que são feitas para isso mesmo, ou algum outro topping que não altere a textura final do muffin. #ficaadica 😉

Se você também tem problemas com os sabores e texturas naturais dos alimentos, clique AQUI para aprender uma mousse de abacate (sem gosto de abacate) com alfarroba.

Receita: Sopa creme de abóbora

Se você é adepto de refeições rápidas, práticas, nutritivas e gostosas, essa é a receita pra você! Essa sopa creme de abóbora leva pouquíssimos ingredientes (quatro!), entrega um sabor maravilhoso e a saciedade é garantida.

A abóbora é um legume super nutritivo e versátil. Pode ser consumida doce, salgada, em recheios e diversos pratos. É um alimento de baixa caloria, sem gordura, rica em carboidrato e fibras, o que aumenta a satisfação, segurando a fome por mais tempo.

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Além disso, é fonte das vitaminas A, B, C, E e K, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, manganês e zinco. Também auxilia na redução do colesterol, faz bem aos ossos, visão e coração. Não tem porque não gostar da abóbora!

Particularmente, eu não era fã de abóbora, não como o doce e nem nenhuma outra forma em que ela se apresente, mas sou apaixonada por essa sopa creme, que é total zero gordura, leve e deliciosa.

Vamos à receita?!

Não tem muita exatidão da quantidade dos ingredientes, vai do paladar de cada um e de quanta abóbora tem disponível para usar. A receita pode ser feita com uma abóbora inteira, a metade, um quarto, enfim… é só dosar a quantidade de tempero e incrementos respeitando uma proporção em que você não perca o sabor da abóbora, que é a protagonista da história.

  • Meia abóbora (pode ser qualquer uma, prefiro a japonesa (da foto acima), por ser menos doce e não exigir muito sal)
  • 1 dente de alho grande (se você gostar de alho, pode colocar 2)
  • Sal a gosto
  • Salsinha a gosto (opcional)

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Cozinhe a abóbora com casca na panela de pressão por no máximo 8 minutos (depende da panela de cada um). O tempo necessário é só para amolecer a polpa. Depois de cozida, é super fácil “descolar” a polpa da casca, faça isso e reserve. Não jogue a água do cozimento fora, ela também tem nutrientes e vai ajudar a dar o ponto do creme.

Com a abóbora cozidinha, junte-a com o alho e um pouco da água do cozimento no liquidificador e bata. Vá acrescentando água até que o liquidificador consiga bater sem engasgar. Quando formar um creme uniforme (como na foto), pode parar de bater.

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Aí é só esse creminho batido numa panela em fogo baixo, acertar o sal e terminar com a salsinha a gosto. Está pronta a sua sopa creme de abóbora.

Essa é uma receita bem básica, que pode ser incrementada com outros ingredientes, como um franguinho ou carninha desfiada, brócolis, batata, cenoura e outras verduras e legumes. Só tenha cuidado com as escolhas para não tornar a receita leve numa bomba calórica.

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Eu fiz essa com um quarto pequeno de abóbora acrescentando uma batata média cozida, um punhado de macarrão e frango desfiado. Como tinha pouca abóbora e seria a janta para duas pessoas, turbinei com a batata e o macarrão (carboidratos, tal qual a abóbora) e bastante frango (proteína), para uma refeição completa.