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Como encontrar o equilíbrio? Os caminhos para uma vida saudável

Conteúdo original Revista Suplementação

Não é de hoje que as pessoas procuram por soluções rápidas e fáceis para emagrecer. Seja excluindo algum alimento, comprando o produto do momento ou apostando em dietas milagrosas. Porém, é necessário entender que manter-se saudável depende de diversos fatores.

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“O segredo para obter resultado é permanecer na dieta por mais tempo, então a dica é encontrar maneiras que você goste, experimente novos temperos, novas maneiras de preparar os alimentos, ou então sobremesas que possam matar a sua vontade de comer doces, como essa que eu adoro, que está 100% dentro da dieta” – Carol Saraiva.

Segundo o endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Marcio Mancini é fácil culpar determinados alimentos por problemas de saúde, como é o caso do açúcar e a obesidade.

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Outros mitos sobre o ingrediente e sobre alimentação saudável circulam em diversos canais, porém, é necessário ter em mente a importância do equilíbrio. “Muita gente perdeu o contato com o ato de comer, pois vigora um olhar ‘funcional’ que desumaniza a comida e enxerga os alimentos somente como fonte de nutrientes. A alimentação é muito mais que isso”, explica o médico.

De acordo com o especialista “sem os carboidratos, o corpo fica mais cansado, pois não está recebendo sua principal fonte de energia, a glicose, responsável também pela liberação do neurotransmissor serotonina que traz a sensação de bem-estar. Já a restrição da ingestão de gorduras pode interferir na reserva energética que protege o corpo das alterações de temperatura, na produção hormonal e das membranas celulares”.

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Para manter o corpo e a mente saudáveis o ideal, seja para emagrecer ou manter o peso é a reeducação e o equilíbrio alimentar, junto à prática de exercícios físicos e um sono adequado. Segundo o Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, é possível abarcar tudo dentro de uma dieta saudável, seja um doce, uma batata frita ou uma cerveja.

O importante é não sentir culpa e lembrar de manter o equilíbrio e se exercitar sempre. “As pessoas precisam resgatar o prazer de comer. Mais importante do que seguir dietas da moda é conhecer o próprio corpo e suas necessidades, suprindo-as de maneira adequada e equilibrando sempre as calorias ingeridas e as gastas”, indica o nutrólogo.

Salada, salada e mais salada, sem sofrimento

Conteúdo original de M de Mulher

Puxa, mas alface de novo?” Que atire a primeira pedra quem nunca se cansou de comer a mesma salada chata e sem graça todos os dias! Apesar de legumes, folhas e vegetais serem muito importantes para manter uma alimentação saudável, existem momentos que você tem vontade de desistir e pedir um belo X-Tudo – muito mais saboroso, vamos combinar. O segredo para fazer a salada perfeita é não ter medo de desbravar novos ingredientes e combinações!

1. Com apenas três ingredientes

  • 1 maço de agrião
  • 2 figos
  • 200 g de presunto cru
  • um punhadinho de nozes

Para o molho

  • 1/2 xícara de azeite
  • 1/2 xícara de vinagre balsâmico
  • 1/2 xícara de geleia de morango (de preferência uma não muito doce)

Pique os figos em fatias. Distribua em pratos as folhas lavadas de agrião (se quiser pode usar outras folhas junto, como alface). Cubra com o figo e fatias de presunto cru.

Para o molho: misture muito bem tudo. A quantidade indicada vai dar pra mais que essa salada, é só lembrar que a proporção é de 1/3 de cada ingrediente. Você pode colocar tudo numa garrafinha de vidro com tampa e chacoalhar até que esteja bem misturado. Guarde essa garrafa na geladeira com o molho por até duas semanas e use nas saladas do dia a dia. Quem quiser pode colocar sal na mistura também. Regue com molho e nozes destroçadas com a mão. Sirva a seguir.

2. Com batata doce

  • 2 batatas-doce orgânicas com a casca e cortada em cubos
  • Sal
  • 1 col. (chá) pimenta dedo-de-moça
  • 1 col. (sopa) de azeite extravirgem
  • Suco de 1 laranja
  • 2 col. (sopa) de cebolinha picada
  • 2 col. (sopa) de salsa

Cozinhe a batata-doce com um pouco de sal até ficar macia. Escorra e tempere ainda quente com sal, pimenta dedo-de-moça picadinha, azeite extravirgem, suco de laranja coado, cebolinha picada e salsa.

3. Vinagretes diferentes

Para a salada
  • Alface americana picada grosseiramente
  • Folhas de espinafre baby
  • Repolho roxo picado finamente
  • ½ manga cortada em julienne (fatias finas)
  • folhas de coentro (opcional, pode substituir por salsinha)
Para o vinagrete
  • 2 colheres (sopa) suco de laranja
  • 4 colheres (sopa) azeite
  • sal e pimenta a gosto
Modo de Preparo
Para o Vinagrete
  1. Misture o suco da laranja, o azeite e misture bem com o auxílio de um garfo.
  2. Tempere com sal e pimenta a gosto. Reserve.
Para a salada
  1. Lave, higienize e pique os ingredientes.
  2. Disponha os ingrediente em uma travessa, misture bem.
  3. Regue com o vinagrete e misture até temperar bem. *Se preferir servir o vinagrete separado

4. Com macarrão

  • 6 cebolas roxas, cortadas em gomos finos
  • 1/2 xícara de azeite
  • 4 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
  • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
  • 5 litros de água fervente
  • 1 kg de massa curta do tipo penne
  • 250 g de queijo gorgonzola esmigalhado
  • 1/2 xícara de amêndoa com pele, tostada
  • 6 colheres (sopa) de salsinha picada

1. Em uma frigideira, leve ao fogo a cebola, 6 colheres (sopa) de azeite, o vinagre, sal e pimenta e refogue de 10 a 15 minutos ou até a cebola começar a dourar. Reserve.

2. Em uma panela grande com a água fervente e sal, cozinhe a massa até ficar al dente. Escorra e volte à panela.

3. Junte a cebola, o queijo, a amêndoa e a salsinha (reserve um pouco para decorar). Sirva em temperatura ambiente, decorada com a salsinha reservada e regada com o azeite restante.

5. Duo de cores + castanhas = sucesso

Beterrabas, assim como todo legume, absorvem melhor os sabores se você tempera-las ainda quentes. Por isso o ideal é despejar o molho sobre os cubos de beterrabas quentes, deixar esfriar e só então juntar os outros ingredientes. O sal com salsão, ou qualquer outro sal com ervas, deixa essa salada ainda mais saborosa. Pra quem não sabe como cozinhar beterraba: coloque as beterrabas inteiras e com casca em uma panela de pressão, cubra com água e cozinhe entre 20-40 minutos (a partir do momento em que a panela pegar pressão), dependendo do tamanho das suas beterrabas.

  • 2 beterrabas médias cozidas, descascadas e cortadas em cubos pequenos
  • 1/2x de nozes
  • 1 punhado generoso de salsinha, picada

Molho:

  • 3cs de azeite
  • 2cs de vinagre balsâmico
  • 1cc de mostarda de Dijon (opcional)
  • 1/2 dente de alho, ralado
  • 1cs de chalota* ou 1/2cs de cebola roxa, picadinha
  • Sal com salsão (receita aqui) ou sal marinho
  • Pimenta do reino

Misture o azeite, vinagre, mostarda de Dijon, alho e chalota (ou cebola roxa) e despeje sobre os cubos de beterraba quentes (leia explicações acima). Tempere com sal de salsão (ou outro) e pimenta do reino a gosto.

Enquanto a beterraba esfria, toste as nozes a seco em uma frigideira grande. Sacuda a frigideira algumas vezes pras nozes tostar dos dois lados. Quando as nozes estiverem bem douradas e perfumadas, retire do fogo, deixe esfriar um pouco e pique grosseiramente.  Junte as nozes e a salsinha à beterraba e misture bem. Prove e corrija o tempero. Sirva em temperatura ambiente. Rende 4 porções como acompanhamento.

*Chalota é um tipo de cebola mais suave e menor do que cebolas comuns. A casca é dourada, mas o interior é lilás, elas são alongadas e geralmente têm dois gomos. Gosto muito de chalotas, pois elas têm um sabor mais delicado mesmo quando consumidas cruas. Se usar cebola roxa, que é mais intensa, use só 1/2cs.

Comer sem sofrer

Conteúdo original El País

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“Comer de forma compulsiva pode ser um comportamento substitutivo. Nem sempre é algo que se faz pelo próprio prazer de comer, e sim para mascarar emoções como a frustração, a raiva, a tristeza e a ansiedade, provocadas pelo estilo de vida, as circunstâncias de cada um ou a forma de interpretar o ambiente onde se vive.

Comer, além de ser vital para a sobrevivência, também pode ser um prazer. Não apenas o ato em si, mas tudo o que o cerca: a arte de cozinhar, compartilhar uma noitada com alguém, o que se conversa durante e depois da refeição. Mas o ato de comer também pode virar um inimigo; a geladeira, o rival a derrotar; um cálculo matemático contando calorias e desencadeando um sentimento de culpa por consumir o que é proibido, numa verdadeira luta contra você mesmo.

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Por que a ansiedade e a tristeza induzem ao consumo de alimentos calóricos, ricos em gorduras e carboidratos? São muitos os estudos demonstrando que alimentos como o chocolate reduzem a fome, melhoram o estado de espírito e estimulam a atividade. O consumo de carboidratos leva a estados de bem-estar e tranquilidade, e o açúcar influi na liberação de serotonina e endorfinas. Mas nem tudo o que reluz é ouro, pois um artigo da revista British Journal of Clinical Psychology informou que o prazer proporcionado pelo chocolate é de curta duração e costuma vir acompanhado de sentimentos de culpa para quem considera que não deveria consumi-lo.

A serotonina e as endorfinas desempenham um papel fundamental na regulação do bem-estar. As pessoas que não se realizam com o trabalho, que se sentem sozinhas, que se apegam a dietas impossíveis de seguir ou que vivem outras situações frustrantes acabam procurando consolo na comida, em lugar de solucionar o problema de origem. Afogar as mágoas abrindo a porta da geladeira e mantendo uma luta interna entre “quero comer, mas não devo” são atitudes que servem apenas como remendos para as emoções. Se isso realmente fosse eficaz, o sorriso e a tranquilidade ressurgiriam. Mas a verdade é que logo a pessoa volta a estar tão triste e ansiosa como antes de comer o que não foi uma escolha, e sim um impulso de saciar sua ansiedade.

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A relação entre emoções e alimentação é bidirecional. O que se ingere provoca mudanças na conduta: a cafeína do café excita e desperta, o açúcar e a glicose dão energia, e o consumo de álcool desinibe. Os estados de humor também interferem nos hábitos alimentares. Uma vida equilibrada favorece condutas saudáveis. Se alguém pratica esporte, descansa de forma apropriada, gosta do seu trabalho, aproveita o tempo livre e dispõe de tempo para cozinhar de forma saudável e comer pausadamente, tenderá a se alimentar melhor. Uma pessoa que se esforça em fazer exercícios também se esforçará em escolher alimentos saudáveis.

Outra das variáveis que causam angústia com a comida é a necessidade absurda de responder a um cânone de beleza relacionado à perfeição. Perder peso de forma saudável, como aconselham os nutricionistas, é mais uma questão de bom senso do que de experiências que provocam privações e depois geram um efeito rebote, alterando o seu humor.

Viver em paz para comer com tranquilidade

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Se você é dessas pessoas angustiadas com seu peso e com dietas e se deseja desfrutar da alimentação de forma tranquila e harmoniosa, experimente seguir os seguintes conselhos:

Tenha paciência e consiga um ritmo no qual tudo flua

Perder peso não é algo que se consiga da noite para o dia. Quanto mais exigente você for com seu objetivo, maior será a pressão. Seja sensato: é melhor um objetivo de longo prazo, que permita conciliar sua vida com as relações pessoais e o trabalho.

Não se trata de tudo ou nada

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O que se tenta conseguir de forma imediata pode gerar um efeito rebote. Não faça tolices com a dieta. Consulte um profissional para orientá-lo. Não há milagres na perda de peso.

Não abuse do autocontrole

As pesquisas sobre a força de vontade e o autocontrole indicam que o sucesso depende da sua capacidade de dizer não e de decidir o que é certo. Mas, se você estica a corda e não se permite uma escorregada de vez em quando, isso também poderá levar você a um fracasso maior.

Planeje-se

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Se você não quer comer o que não está nos seus planos, tenha a despensa cheia de coisas que esses planos permitem. Facilite. É muito difícil ter fome e não saber o que comer porque lhe faltam os alimentos permitidos. Não vá ao supermercado quando tiver fome.

Visualize aonde você quer chegar e como será sua vida quando conseguir o objetivo

Imagine o tipo de roupa que poderá vestir ou como se sentirá bem ao caminhar. Poderá começar a praticar esportes que agora cansam demais, e deixará de ter dores em articulações e complicações decorrentes do sobrepeso.

Seja flexível com você mesmo

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Não há por que ser perfeito. Exigir-se demais e não se permitir uma margem de erro elevará seu nível de ansiedade e insatisfação. De vez em quando, e de forma planejada, decida em que vai transgredir a dieta: um almoço com amigos, uns petiscos na noite de sexta-feira ou alguma comemoração. Agora, não use esse “capricho” para comer descontroladamente, valendo-se da mítica frase “amanhã começo outra vez”.

Procure argumentos

As pessoas geralmente não sentem empatia por quem é capaz de controlar uma situação à base de sacrifício e renúncias. Em muitos casos, seu sucesso é o fracasso de outros. Haverá muita gente que ira incitá-lo a fugir da dieta, porque fracassar e cair nas tentações fará de você “um dos nossos”. Use a técnica do disco riscado, que consiste em repetir muitas vezes, com o mesmo tom de voz, a mesma frase: “Obrigado, prefiro continuar na dieta”. Não tente se justificar nem convencer os outros. Quando perceberem que você tem ideias claras e não se deixa abater, abandonarão a provocação.

Saboreie a refeição

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Reserve um tempo para comer tranquilo, mesmo que seja só meia hora. Prepare uma salada atraente. A comida nos atrai não só pelo paladar, mas também pela visão.

Adie, não proíba

Quando sentir a necessidade imperiosa de um doce, não se martirize com um debate interno entre “poxa, vai lá, não tem nada de mais” e “o que você vai fazer com tudo o que já conseguiu?; nem pense nisso!”. Tente por conta própria adiar o desejo em lugar de proibir o capricho. O proibido é muito atraente, ao passo que adiar o impulso fará com que você se distancie dele e decida mais tarde se realmente continua com vontade ou se foi apenas um desejo momentâneo. Durante essa espera, acalme sua ansiedade com um chá, uma fruta ou com alguma atividade relaxante.

Pratique o bom humor e faça coisas agradáveis

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Aproveite a vida. Ela é mais do que perder peso. Faça esporte, saia com amigos, leia e procure o prazer em novos hobbies. Se o seu estado de espírito for positivo, não precisará recorrer à comida para se sentir melhor.

Às vezes não são os quilos que pesam, e sim a mochila cheia de frustrações, de obrigações, de submissão ao que vão dizer ou do fato de sermos coadjuvantes no filme da nossa própria existência. Antes de começar a riscar alimentos da lista, elimine o que lhe aperta na vida.”

Tenha um dia-a-dia mais relaxado

Texto de Jessica Moraes, em Mais Equilíbrio

A semana começou tensa? Então pare tudo que está fazendo e confira o que você pode fazer para relaxar e ter uma semana mais calma seja em casa ou no trabalho. Se o estresse faz parte constante da sua rotina, está na hora de reverter esse quadro para que isso não afete a sua saúde e o seu bem estar.

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Recorrer a pequenas pausas ao longo do dia ajuda muito. Caminhe, saia da sua mesa de trabalho para beber um copo d’água, respire fundo, alongue-se, se possível. Diversificar a rotina ajuda a manter a calma e ter boas noites de sono.

Uma alimentação balanceada também é uma alternativa para trazer mais paz e relaxamento no seu dia a dia. Uma pessoa que evita a ingestão de alimentos energéticos, como café, açúcares e gorduras, tem humor mais leve.

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O ideal é tirar proveito dos alimentos e bebidas que agem no sistema nervoso central, melhorando o seu funcionamento e produzindo substâncias calmantes. Itens ricos em vitaminas do complexo B, selênio, magnésio, potássio e zinco agem no sistema nervoso central, estimulando a produção de hormônios que melhoram o humor (serotonina) e o sono (melatonina).

Alguns exemplos: castanhas, banana, grão-de-bico, cereais integrais, aveia e folhas verde-escuras. Chás, como de maracujá, erva-cidreira e valeriana, também são tranquilizantes naturais.

Evite: o consumo exagerado de cafeína (café, chocolate, bebidas energéticas, refrigerantes) e de açúcar, sal e gorduras, que aumentam a produção do hormônio cortisol. “Essa substância libera adrenalina no corpo, que leva ao nervosismo”, explica a nutricionista.

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A prática de atividades físicas que sejam prazerosas, como caminhar, cuidar do jardim ou jogar tênis, por exemplo, alivia a sensação de opressão e relaxa os músculos.

Um exercício para relaxar nesse exato momento: sentada, com as costas retas e os pés no chão, expire soltando a coluna para a frente. Depois inspire, alinhando-a. Após cinco respirações você já vai sentir a diferença. Relaxe!

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10 Técnicas Poderosas de Relaxamento

Texto de Miguel Lucas

“A pedra angular da boa aparência é sentir-se bem. Bem-estar é um conceito individualista e começa com a auto-exploração de aprender e descobrir o que funciona melhor para você. Estamos constantemente recebendo recomendações e informações para a prática do exercício físico como sendo o método mais eficaz para promover e melhorar a nossa saúde.

O relaxamento é uma outra forma bastante eficaz para atingir harmonia, equilíbrio físico e mental. Enquanto há uma verdade fundamentando este fato, a maioria das pessoas ainda não usa o exercício nem o relaxamento como um meio para melhorar as funções corporais e consequentemente as mentais.

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Quanto mais você se familiarizar com o seu corpo e com as suas potencialidades, mais eficaz ele se tornará e mais sabiamente funcionará a seu favor. Apesar de existirem muitas formas de poder promover os ganhos associados à pratica de exercício físico, seja com levantamento de pesos, corrida, natação, caminhadas e outros métodos pelos quais você pode melhorar sua saúde geral, o maior benefício reside na autoconsciência corporal.

Você provavelmente já ouviu o termo “memória muscular “. Toda a atividade feita durante o dia é “registada” na sua memória muscular – tornando-se um comportamento ou hábito. Como James Allen disse uma vez:

“Os homens imaginam que o pensamento pode ser mantido em segredo, mas não pode. Mais rapidamente se cristaliza em hábito e o hábito solidifica-se em circunstâncias.”

É surpreendente que tão poucas pessoas utilizem a arte de relaxar. Relaxar é mais do que livrar-se da tensão de um dia de trabalho, e é mais do que a ausência de “stress”. É algo positivo e agradável. É uma sensação na qual se experimenta a paz de espírito.

Para relaxar de verdade, é necessário tonar-se sensível às próprias necessidades fundamentais de paz, autoconhecimento e reflexão, e estar disposto a reconhecer tais necessidades, ao invés de ignorá-las ou subestimá-las. As pressões constantes da vida cotidiana causam grandes prejuízos ao bem-estar físico e mental de milhões de pessoas todos os anos.

Os segredos para relaxar

Erroneamente algumas pessoas esforçam-se para relaxar, mantendo a mesma preocupação com tempo, produtividade e atividades que demonstram nos seus padrões do dia-a-dia.

O segredo para se conseguir os melhores resultados nas tentativas de relaxar é simples: descubra as atividades que lhe dão prazer e, quando as praticar, empenhe sua energia em obter total bem-estar físico e mental. Se a sua distração resulta em produção artística, habilidades musicais, aprimoramento educacional ou o que quer que seja, é ótimo. Mas, lembre-se: relaxar é o seu principal objetivo.

Algumas sugestões para praticar o relaxamento:

  1. Defina quais as atividades em que você acha que poderia relaxar, e escolha atividades que você realmente goste.
  1. Não tenha medo de tentar algo novo e diferente (o cérebro agradece). Estará a dar oportunidade a si mesmo de descobrir novas formas de se relacionar com o seu corpo e assim usufruir das riquezas intermináveis que ele pode produzir. 
  1. Verifique a existência de atividades de lazer onde vive e provavelmente que pouco frequenta (cinemas, praias, clubes, atividades culturais, parques, etc…)
  1. Um amigo que o acompanhe nas horas de lazer costuma ajudar na descontração e no compromisso de persistir nas atividades de relaxamento.
    Por exemplo: tente perceber quais as principais barreiras na sua vida que o possam impedir de fazer aquilo que gosta e necessita.
  1. Procure praticar exercícios leves como caminhar, andar de bicicleta, dançar, nadar, praticar jardinagem, etc. Por exemplo: sinta o peso do seu corpo ao caminhar, sinta a respiração, sinta a sensação do ar a entrar e a sair dos seus pulmões, o cabelo ao vento, os músculos que usa, a sensação do vestuário…entre muitas outras coisas. 
  1. Para aqueles com uma condição física mais desenvolvida, o exercício mais intenso pode ser mais eficiente. Atividades como correr, jogar ténis, levantar, pesos, basquetebol, vólei, etc… podem produzir um agradável efeito relaxante, após um treino puxado. Por exemplo: podem usar ainda o relaxamento como função recuperadora e restauradora da fadiga.
  1. Caso tenha interesse, procure praticar algumas técnicas de relaxamento mental para criar a sensação de paz e tranquilidade de corpo e mente.
  1. Outras técnicas de relaxamento mental incluem a leitura de um bom livro ou deixar-se envolver na tranquilidade de uma música suave, ou concentrar-se na contemplação. 
  1. Atividades criativas como pintura, desenho, cerâmica, carpintaria, tricô e mesmo arte culinária, por prazer, podem lhe dar também um sentido de realização, paralelamente ao tranquilizante relaxamento de se concentrar em algo que você deseja fazer.
  1. Você também pode aliviar o cansaço do dia-a-dia do trabalho com um banho bem demorado, logo que chegar em casa. Este pode ser considerado um exercício excelente de estimulação dos sentidos. Aprecie a água a cair no seu corpo, o som que faz, a temperatura que sente, o impacto das gotas do chuveiro, o estado de relaxamento que consegue atingir, sinta isso e contemple o prazer que está a presenciar, foque-se nas sensações e perceba o nível de bem-estar que sente.

Pratique o relaxamento diariamente

Após descobrir sua técnica favorita de relaxamento, planeje dedicar-lhe alguma atenção diária. A maior parte das pessoas aceita a responsabilidade de prazos e deveres que lhe são impostos por outros, mas é igualmente importante dar atenção à necessidade de períodos de descontração solicitados pelo corpo e pela mente.

Donas de casa “incansáveis” ou executivos “sempre ocupados” devem dar a si mesmo oportunidades de relaxar, se quiserem conservar o seu equilíbrio mental em períodos estressantes ou de agendas preenchidas. O hábito de lembrar que se tem um corpo que necessita de atenção é de extrema importância para quem pretende investir na sua saúde e bem-estar.

Assuma um compromisso pessoal

O último princípio da arte de relaxar é envolver-se em atividades de relaxamento com entusiasmo e compromisso pessoal. Envolva-se completamente na atividade escolhida. Solte-se física e mentalmente. Lembre-se que encontrar técnicas eficazes de relaxamento pessoal não é meramente um passatempo para os mais afortunados e ociosos. É essencial para o bem-estar físico e mental de qualquer um.”

Fonte: Escola Psicologia

Saúde Mental: Perfeccionismo, um hábito tóxico

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Perfeccionismo: a linha de chegada que nunca pode ser cruzada. É complicado! Em uma pequena dose pode ser bom, mas, quando aplicado generosamente, é paralisante e autodestrutivo.

Um conceito muito usado no universo psicológico é o de que muitas coisas existem em um espectro (visão imaginária). Na verdade, um toque de perfeccionismo inclui algo chamado de “esforço positivo”. Positivo, aqui, significa esforçar-se por altos, mas não inatingíveis, padrões. Significa, também, o esforço para sentir-se feliz e satisfeito quando esses objetivos forem atingidos.

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Porém, a medida em que avançamos até o espectro de perfeccionismo, atravessamos uma linha irrealista de altos padrões, uma devoção rígida e implacável com as normas e uma crença de que a autoestima está subordinada aos resultados.

Além disso, você sabia que existem três tipos de perfeccionismo? Dois são prejudiciais e um é verdadeiramente tóxico. Vamos dar uma olhada.

Os Tipos de Perfeccionismo

Perfil Perfeccionista 1: O Auto-orientado

Você é seu próprio capataz mais severo. Como o nome indica, o perfeccionismo é focado em você e em seu próprio desempenho. Metaforicamente falando, perfeccionistas auto-orientados colocam seus troféus em posições muito altas e quando, inevitavelmente, deixam de limpá-lo, punem-se com a autocrítica e a culpa.

Perfil Perfeccionista 2: O orientado por terceiros

O que é orientado pelo resultado dos outros. Pessoas que controlam todas as ações em sua vida, especialmente parceiros e filhos, de quem se espera apenas o melhor em todos os momentos. Assim, se o resultado do trabalho dos outros não é perfeito (o que nunca pode ser), a resposta se dá em argumentos de culpa e desconfiança.

Perfil Perfeccionista 3: O socialmente imposto

Este é o tipo mais tóxico. Com este tipo de perfeccionismo nossas ações são interpretadas como constantemente criticadas por um imaginário (o social), uma audiência que tudo vê e que não espera nada além de um desempenho impecável.

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O perfeccionismo socialmente imposto é o tipo mais provável para desencadear em problemas de depressão, ansiedade e raiva. Por quê? Quando percebemos que os outros estão sempre mexendo com as regras do jogo e ainda esperam que a gente marque o gol, esse movimento vai nos engolindo e nos deixando perdidos até chegarmos ao ponto de acreditar que nossos esforços são inúteis e que não podemos fazer nada sobre isso. Em outras palavras, nos tornamos desamparados e sem esperança, duas marcas da depressão.

Mas, então, como saber se você, ou alguém próximo, está lutando com um desses três tipos de perfeccionismo? Identifique os sinais:

Os 8 Sinais de um Perfeccionista

Sinal 1: O pensamento dicotômico

“Pensamento dicotômico” é o termo técnico, mas também significa a forma tudo-ou-nada de pensar, o pensamento em preto-e-branco. Ou seja, trata-se daquelas pessoas que só acreditam em dois extremos: ou algo é perfeito ou é um completo fracasso. Há pouco espaço para o erro no pensamento dicotômico: se você não atingiu um recorde pessoal, pode muito bem rastejar em sentido contrário à linha de chegada e assumir o último lugar.

Sinal 2: Dúvida

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Gente perfeccionista muitas vezes duvida de sua própria performance. Mesmo quando são ovacionados de pé, eles se preocupam se despencaram em algum momento. E as dúvidas não estão limitadas a grandes performances. Perfeccionistas se preocupam se formularam o e-mail da maneira certa, se todos os convidados realmente tiveram um jantar fabuloso ou se aquele era esse o presente de aniversário perfeito.

Sinal 3: Igualar valores e sucesso

Este é autoexplicativo. Quando um perfeccionista não consegue viver de acordo com seus próprios padrões inatingíveis, ele acha que se torna uma pessoa ruim. “Eu sou péssimo nisso, portanto, eu sou péssimo,” é um jargão comum.

Sinal 4: A procrastinação

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Os perfeccionistas legitimamente se preocupam em nunca poder atender às suas próprias regras. Sem qualquer margem de manobra, qualquer tarefa torna-se difícil e desagradável, o que a faz ser colocada de lado e adiada, adiada, adiada…

Sinal 5: Abandonar projetos

Esse está de mãos dadas com a procrastinação. Às vezes, os perfeccionistas preferem abandonar o navio do que enfrentar a possibilidade de ser insuficiente.

Sinal 6: Sobrecarga

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Os perfeccionistas frequentemente se sentem como um animal de circo sob os holofotes. Particularmente para os perfeccionistas sociais, a perspectiva de ter que realizar algo sob padrões imaginados, além da previsão de que os outros podem ficar insatisfeitos, torna a tarefa totalmente esmagadora.

Sinal 7: Corrigir os outros

Perfeccionistas orientados por terceiros, em particular, muitas vezes tentam rever ou melhorar os outros. Quer seja na gramática, nas escolhas de roupas ou no caminho escolhido pelo condutor do carro, os perfeccionistas têm sempre uma maneira melhor.

Sinal 8: Vício em trabalho (Workaholism)

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O vício em trabalho pode ser resumido a um problema de matemática:

Alto envolvimento / Investimento em trabalho + Pouco prazer = Alta Tensão

Esse caso é muito diferente do que aqueles que trabalham duro, mas amam o que fazem, – os chamados “entusiastas de trabalho.” Nesse caso a equação é: alto envolvimento + alto prazer = Baixa Tensão. Um estudo de 1992, sem surpresa, descobriu que os workaholics são muito mais propensos a serem perfeccionistas do que os entusiastas de trabalho.

Desafios e conclusões…

Muitos desafios de saúde mental têm sido associados ao perfeccionismo. Um deles é o da ansiedade social, um quadro onde as pessoas acreditam que os outros irão julgá-los menos se tiverem um desempenho social perfeito.

Outro é o TOC, onde as pessoas precisam das coisas dispostas exata e corretamente para se sentirem 100% bem. O OCPD, um transtorno de personalidade, tem o perfeccionismo como fonte de existência. Mas, a desordem com o elo mais forte no perfeccionismo é a anorexia.

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Por exemplo, um estudo de 2014 pediu a dois grupos de mulheres, um com anorexia e o outro não, para realizar duas tarefas. Na primeira, elas foram convidadas a copiar uma passagem de texto e uma figura geométrica complexa. Elas receberam papel, lápis, uma borracha, uma régua, um transferidor e uma bússola e foi pedido para que trabalhassem tão bem e precisamente possível.

O que aconteceu? Como um todo, o trabalho das anoréxicas foi considerado significativamente melhor do que o grupo saudável, mas também levou muito mais tempo para ser completado. Além disso, ainda no grupo anoréxico, quanto mais tempo cada pessoa demorou, melhor ficou a cópia geométrica, um fenômeno não observado no outro grupo.

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Na segunda tarefa, foi dado um minuto aos dois grupos para classificarem 40 gotas de 8 cores diferentes em garrafas. Após o minuto encerrado, as participantes tiveram a opção, mas sem obrigação, de checar o seu trabalho. No geral, mais anoréxicas escolheram verificar o seu trabalho e passaram muito mais tempo fazendo isso.

Então, o que nos diz? Como um grupo, as anoréxicas apresentaram maior atenção aos detalhes, foram mais minuciosas e produziram resultados mais impressionantes, todos próximos de um passo a perfeição.

Em suma, embora seja sempre bom ter padrões elevados e trabalhar duro, você não tem que ser perfeito.

Referências Teóricas

1. LLOYD, S., Yiend, J., SCHMIDT, U., & TCHANTURIA, K. (2014). Perfeccionismo na anorexia nervosa: evidências baseadas no desempenho Novel. PLoS ONE, 9, 1-7.
2. SHAFRAN, R. & MANSELL, W. (2001). Perfeccionismo e psicopatologia: Uma revisão de pesquisas e tratamento. Psicologia Clínica Review, 21, 879-906.
3. SPENCE & ROBBINS. (1992). Workaholism: Definição, medição, e os resultados preliminares. Journal of Personality Assessment, 58, 160-178.

Fonte Quick and Dirty Tips.
Tradução livre de autoria do blog.