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Exercício versus Remédios para tratar a hipertensão e reduzir a gordura

Exercício versus Remédios para tratar a hipertensão e reduzir a gordura

O exercício pode reduzir a pressão sanguínea e reduzir a gordura corporal visceral, pelo menos tão eficazmente quanto muitos medicamentos comuns, de acordo com duas importantes novas revisões de pesquisas relevantes sobre os efeitos do exercício em doenças.

Juntos, os novos estudos apoiam a ideia de que o exercício pode ser considerado um remédio e poderoso. Mas eles também levantam questões sobre se sabemos o suficiente sobre os tipos e quantidade de exercícios que podem melhor tratar diferentes problemas de saúde e se realmente queremos começar a pensar em nossos exercícios como remédios.

A possibilidade de prescrever formalmente o exercício como um tratamento para várias condições de saúde, incluindo pressão alta, resistência à insulina, obesidade, osteoartrite e outras, vem ganhando força entre cientistas e médicos. O Colégio Americano de Medicina Esportiva já lidera uma iniciativa global chamada ‘Exercise Is Medicine’ (Exercício é remédio), que visa incentivar os médicos a incluírem prescrições de exercícios como parte dos tratamentos de doenças.

Mas, enquanto os medicamentos enfrentam testes extensivos antes de poderem ser aprovadas e prescritos, os estudos de exercícios, mesmo aqueles que os examinam como tratamento para doenças, tendem a ser relativamente pequenos e de curto prazo. Eles também raramente comparam exercícios, frente a frente, com medicamentos para tratar a mesma condição.

Assim, os autores das duas novas resenhas decidiram, de forma independente, encenar seus próprios ruídos científicos de exercício versus medicamentos e, para cada um deles, usar a mesma abordagem levemente indireta. Os pesquisadores decidiram reunir os melhores estudos recentes sobre a eficácia dos medicamentos para uma condição e os melhores estudos comparáveis ​​usando o exercício para tratar a mesma doença e coletar, analisar e comparar os vários resultados.

Para a primeira das novas revisões, que foi publicada em dezembro no ‘British Journal of Sports Medicine’, pesquisadores da London School of Economics, da Stanford University e de outras instituições, decidiram se concentrar na pressão arterial sistólica (o número mais alto), em grande parte porque a pressão alta tende a ser fortemente devastadora fisicamente, aumentando os riscos de doença cardíaca, doença de Alzheimer e morte prematura. A hipertensão também é tratável com medicamentos que incluem betabloqueadores, diuréticos e outros remédios ou exercícios. Os experimentos incluíram quase 50.000 voluntários, com mais de 10.000 deles nos estudos de exercício.

Os pesquisadores então descobriram que, em conjunto, todas as medicações e qualquer tipo de exercício reduziam a pressão arterial, embora as drogas geralmente alcançassem reduções ligeiramente maiores.

Já na outra nova revisão, que foi publicada em fevereiro na ‘Mayo Clinic Proceedings’, os pesquisadores concentraram-se na gordura e, em particular, na gordura visceral, um tipo particularmente perigoso de gordura que se acumula em torno de nosso organismo e profundamente abaixo da pele, sufocando órgãos internos e aumentando o risco de problemas metabólicos.

Várias medicações atualmente são aprovadas para cortar gordura visceral e outros tipos de gordura. O exercício também demonstrou reduzir a gordura visceral. Mas tem havido pouca ciência comparando essas abordagens.

Assim, os pesquisadores, a maioria deles do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas (UT), em Dallas, reuniram experimentos recentes de remédios relevantes e ensaios similares usando exercícios para combater a gordura visceral. Todos os experimentos tiveram que durar pelo menos seis meses.

Novamente, como na outra revisão, drogas e exercícios foram bem-sucedidos para a maioria dos participantes; Usando qualquer abordagem, a maioria das pessoas perdeu alguma gordura visceral. Mas nesta revisão, o exercício foi ligeiramente superior, pois: para cada quilo que alguém perdia tinha mais redução de gordura visceral quando se exercitavam do que quando usavam remédio.

O resultado da revisão foi que “mudanças no estilo de vida, como exercícios, devem ser o primeiro passo” quando as pessoas começam a reduzir a gordura visceral, diz o Dr. Ian Neeland, professor assistente de medicina interna no Centro Médico Southwestern da UT, que supervisionou a revisão de pesquisa.

Ele e seus colegas também descobriram que o exercício aeróbico eliminava a gordura visceral com mais eficácia do que o treinamento de força, embora a maioria dos testes de exercício fosse de pequena escala e não tivesse controle do efeito placebo.

Em conjunto, as novas revisões indicam que o exercício pode igualar ou exceder os efeitos dos medicamentos sobre a hipertensão arterial e a gordura visceral. Estudos duradouros que comparam diretamente diferentes drogas e vários tipos de exercícios são necessários, diz Neeland, embora sejam logisticamente difíceis e caros.

Artigo traduzido do The New York Times

Como driblar o estresse do fim do ano

Conteúdo original M de Mulher

É hora de fechar as metas no trabalho, organizar a agenda do ano seguinte, arrumar o orçamento da casa e ainda se preparar para as festas. Isso sem falar em quem está prestando vestibular ou terminando o semestre letivo. Ufa! Esta época do ano é um mar em tempestade e costumamos dizer que estamos estressadas. Mas, afinal, você sabe o que é estresse de verdade?

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É a sensação de estar se sentindo sobrecarregada. Isso gera uma resposta física no organismo. O corpo libera hormônios que aceleram o coração, contraem os músculos e fazem você respirar mais rápido. É como se estivessem te preparando para lutar ou mesmo fugir de alguém. Uma pitada de estresse é normal. Muitas vezes, um pequena dose nos ajuda a ficarmos concentradas, a cumprir tarefas, bater metas. O problema é quando em vez de uma pitada, vem uma panela cheinha de estresse.

Dores de cabeça, cansaço crônico sem motivo aparente, sonolência diurna, dores nas costas e queda da imunidade são um dos muitos sintomas que o estresse nos traz. Parece que estamos carregando uma tonelada em cima das costas. Você já se sentiu assim?

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Infelizmente, não existe um exame específico para medir o estresse. Não conseguimos dosar a “estressina” na corrente sanguínea, mas é possível detectá-lo através de exames e da observação durante uma consulta médica. A partir da conversa com o paciente, o médico pode aliar o check-up cardíaco com exames de rotina de laboratório e assim, ajudar a afastar doenças como hipotireoidismo, arritmias, anemias e carências de vitaminas, que talvez possam estar causando os sintomas de cansaço e mal estar, por exemplo.

Uma vez excluídas as possíveis doenças, muitas vezes é preciso consultar também um especialista em psicoterapia para reprogramar alguns comportamentos. Ansiedade, depressão e pânico também podem ser condições associadas ao estresse.

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E há, no entanto, casos em que o estresse pode estar ocorrendo sozinho. Alguns especialistas recomendam 3 passos para lidar com o estresse:

1. Tentar identificar a causa do estresse.
2. Buscar redução das situações causadoras dele.
3. Aprender soluções para lidar com os eventos estressantes e seus efeitos no organismo.

Ok, mas como reduzir o estresse?

Diminua o sal

Menos sal, menos retenção de líquidos e melhor a sensação de bem estar.

Faça exercícios

A fórmula é antiga, mas funciona. Exercícios liberam endorfinas, que aliviam a tensão.

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Cuidado com o comfort food

A comida conforto, aquela cheia de açúcar, pode aliviar a tensão momentaneamente. Porém, depois que estes alimentos agem no sistema de recompensa cerebral, rapidamente a sensação de bem estar termina e o estresse retorna. Evite!

Durma!

Dormir faz bem. O sono repousa a mente e recarrega as baterias.

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Viva o hoje!

O ato de focar no presente, evitando ansiedade desnecessária, é um comportamento defendido por várias áreas e especialistas como uma forma eficaz de reduzir o estresse.

Ansiedade em excesso pode afetar pressão arterial

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Conteúdo original Mais Equilibrio

Estresse no trabalho, problemas familiares e longos períodos de pressão e exigências podem prejudicar o corpo, que é projetado para lidar com períodos breves de estresse. Preocupações em excesso podem gerar ansiedade e desencadear um desequilíbrio emocional que, rapidamente, pode tornar-se um problema físico com a aparição de doenças.

E na conturbada vida moderna, picos de estresse e ansiedade são mais do que comuns. No entanto, esta válvula de escape do organismo pode desencadear impactos bastante negativos e até perigosos para a saúde, como o aumento da pressão arterial – já que em momentos de tensão ela é potencializada.

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Médicos especialistas das principais universidades públicas de Minas Gerais realizaram estudo sobre a influência dos fatores emocionais na pressão arterial. O estudo mostrou que em situações de ansiedade o cérebro prepara o corpo para a ação como forma de resposta, elevando a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração, ou seja, existe uma relação entre as emoções e o sistema cardiovascular. Portanto pessoas ansiosas têm maior risco de sofrer com picos da pressão.

Segundo a médica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Dra. Talita Poli Biason, quando a ansiedade é leve e passageira, o ideal é realizar ajustes na rotina, incluindo a prática regular de atividades físicashábitos alimentares adequados e boas noites de sono, por exemplo. “Caso os episódios de ansiedade se tornem crescentes e contínuos, a pressão arterial pode começar a se elevar, o que é bastante perigoso o bom funcionamento do organismo”, alerta.

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Por isso, é necessário se atentar às exposições diárias de estresse e tensão, seja no ambiente profissional ou pessoal, a fim de evitar a evolução da ansiedade para níveis alarmantes. “Nestes casos avançados ou preocupantes, o indicado é buscar ajuda médica e tratamento especializado, mas quando se tratar de um quadro de ansiedade em estágio inicial podem ser utilizados medicamentos fitoterápicos, como os que contêm Passiflora incarnata L., pois são calmantes e ansiolíticos, auxiliando na redução da ansiedade, da irritação e do estresse”, finaliza.

Comer sem sofrer

Conteúdo original El País

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“Comer de forma compulsiva pode ser um comportamento substitutivo. Nem sempre é algo que se faz pelo próprio prazer de comer, e sim para mascarar emoções como a frustração, a raiva, a tristeza e a ansiedade, provocadas pelo estilo de vida, as circunstâncias de cada um ou a forma de interpretar o ambiente onde se vive.

Comer, além de ser vital para a sobrevivência, também pode ser um prazer. Não apenas o ato em si, mas tudo o que o cerca: a arte de cozinhar, compartilhar uma noitada com alguém, o que se conversa durante e depois da refeição. Mas o ato de comer também pode virar um inimigo; a geladeira, o rival a derrotar; um cálculo matemático contando calorias e desencadeando um sentimento de culpa por consumir o que é proibido, numa verdadeira luta contra você mesmo.

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Por que a ansiedade e a tristeza induzem ao consumo de alimentos calóricos, ricos em gorduras e carboidratos? São muitos os estudos demonstrando que alimentos como o chocolate reduzem a fome, melhoram o estado de espírito e estimulam a atividade. O consumo de carboidratos leva a estados de bem-estar e tranquilidade, e o açúcar influi na liberação de serotonina e endorfinas. Mas nem tudo o que reluz é ouro, pois um artigo da revista British Journal of Clinical Psychology informou que o prazer proporcionado pelo chocolate é de curta duração e costuma vir acompanhado de sentimentos de culpa para quem considera que não deveria consumi-lo.

A serotonina e as endorfinas desempenham um papel fundamental na regulação do bem-estar. As pessoas que não se realizam com o trabalho, que se sentem sozinhas, que se apegam a dietas impossíveis de seguir ou que vivem outras situações frustrantes acabam procurando consolo na comida, em lugar de solucionar o problema de origem. Afogar as mágoas abrindo a porta da geladeira e mantendo uma luta interna entre “quero comer, mas não devo” são atitudes que servem apenas como remendos para as emoções. Se isso realmente fosse eficaz, o sorriso e a tranquilidade ressurgiriam. Mas a verdade é que logo a pessoa volta a estar tão triste e ansiosa como antes de comer o que não foi uma escolha, e sim um impulso de saciar sua ansiedade.

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A relação entre emoções e alimentação é bidirecional. O que se ingere provoca mudanças na conduta: a cafeína do café excita e desperta, o açúcar e a glicose dão energia, e o consumo de álcool desinibe. Os estados de humor também interferem nos hábitos alimentares. Uma vida equilibrada favorece condutas saudáveis. Se alguém pratica esporte, descansa de forma apropriada, gosta do seu trabalho, aproveita o tempo livre e dispõe de tempo para cozinhar de forma saudável e comer pausadamente, tenderá a se alimentar melhor. Uma pessoa que se esforça em fazer exercícios também se esforçará em escolher alimentos saudáveis.

Outra das variáveis que causam angústia com a comida é a necessidade absurda de responder a um cânone de beleza relacionado à perfeição. Perder peso de forma saudável, como aconselham os nutricionistas, é mais uma questão de bom senso do que de experiências que provocam privações e depois geram um efeito rebote, alterando o seu humor.

Viver em paz para comer com tranquilidade

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Se você é dessas pessoas angustiadas com seu peso e com dietas e se deseja desfrutar da alimentação de forma tranquila e harmoniosa, experimente seguir os seguintes conselhos:

Tenha paciência e consiga um ritmo no qual tudo flua

Perder peso não é algo que se consiga da noite para o dia. Quanto mais exigente você for com seu objetivo, maior será a pressão. Seja sensato: é melhor um objetivo de longo prazo, que permita conciliar sua vida com as relações pessoais e o trabalho.

Não se trata de tudo ou nada

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O que se tenta conseguir de forma imediata pode gerar um efeito rebote. Não faça tolices com a dieta. Consulte um profissional para orientá-lo. Não há milagres na perda de peso.

Não abuse do autocontrole

As pesquisas sobre a força de vontade e o autocontrole indicam que o sucesso depende da sua capacidade de dizer não e de decidir o que é certo. Mas, se você estica a corda e não se permite uma escorregada de vez em quando, isso também poderá levar você a um fracasso maior.

Planeje-se

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Se você não quer comer o que não está nos seus planos, tenha a despensa cheia de coisas que esses planos permitem. Facilite. É muito difícil ter fome e não saber o que comer porque lhe faltam os alimentos permitidos. Não vá ao supermercado quando tiver fome.

Visualize aonde você quer chegar e como será sua vida quando conseguir o objetivo

Imagine o tipo de roupa que poderá vestir ou como se sentirá bem ao caminhar. Poderá começar a praticar esportes que agora cansam demais, e deixará de ter dores em articulações e complicações decorrentes do sobrepeso.

Seja flexível com você mesmo

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Não há por que ser perfeito. Exigir-se demais e não se permitir uma margem de erro elevará seu nível de ansiedade e insatisfação. De vez em quando, e de forma planejada, decida em que vai transgredir a dieta: um almoço com amigos, uns petiscos na noite de sexta-feira ou alguma comemoração. Agora, não use esse “capricho” para comer descontroladamente, valendo-se da mítica frase “amanhã começo outra vez”.

Procure argumentos

As pessoas geralmente não sentem empatia por quem é capaz de controlar uma situação à base de sacrifício e renúncias. Em muitos casos, seu sucesso é o fracasso de outros. Haverá muita gente que ira incitá-lo a fugir da dieta, porque fracassar e cair nas tentações fará de você “um dos nossos”. Use a técnica do disco riscado, que consiste em repetir muitas vezes, com o mesmo tom de voz, a mesma frase: “Obrigado, prefiro continuar na dieta”. Não tente se justificar nem convencer os outros. Quando perceberem que você tem ideias claras e não se deixa abater, abandonarão a provocação.

Saboreie a refeição

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Reserve um tempo para comer tranquilo, mesmo que seja só meia hora. Prepare uma salada atraente. A comida nos atrai não só pelo paladar, mas também pela visão.

Adie, não proíba

Quando sentir a necessidade imperiosa de um doce, não se martirize com um debate interno entre “poxa, vai lá, não tem nada de mais” e “o que você vai fazer com tudo o que já conseguiu?; nem pense nisso!”. Tente por conta própria adiar o desejo em lugar de proibir o capricho. O proibido é muito atraente, ao passo que adiar o impulso fará com que você se distancie dele e decida mais tarde se realmente continua com vontade ou se foi apenas um desejo momentâneo. Durante essa espera, acalme sua ansiedade com um chá, uma fruta ou com alguma atividade relaxante.

Pratique o bom humor e faça coisas agradáveis

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Aproveite a vida. Ela é mais do que perder peso. Faça esporte, saia com amigos, leia e procure o prazer em novos hobbies. Se o seu estado de espírito for positivo, não precisará recorrer à comida para se sentir melhor.

Às vezes não são os quilos que pesam, e sim a mochila cheia de frustrações, de obrigações, de submissão ao que vão dizer ou do fato de sermos coadjuvantes no filme da nossa própria existência. Antes de começar a riscar alimentos da lista, elimine o que lhe aperta na vida.”

Os benefícios da redução do sal

O sódio é um mineral importante, feito para manter o equilíbrio do corpo  e para realçar os sabores das comidas, Porém, esse condimento vem se tornando cada vez mais um problemas à saúde das pessoas. Doenças cardiovasculares como infartos, pressão alta e derrames tem sido mais frequentes e entrou na mira de combate dos profissionais de saúde.

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Uma pesquisa feita na Inglaterra entre 2003 e 2011 analisou o sal e sua estreita relação com as doenças cardiovasculares e constatou que numa redução de 15% do sal na alimentação a morte por doenças cardíacas caíram para 40% e por derrame 42%.

Todos os dias o brasileiro consome, em média, 14 gramas de sal, um valor alarmante, visto que o limite considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não passa de seis gramas – o que corresponde a aproximadamente dois gramas de sódio.

“A longo prazo, o consumo excessivo de sal pode levar ao aumento do volume de sangue, causando pressão sobre os vasos. Com isso, crescem as chances de desenvolver hipertensão arterial”, descreve Carolina Duarte, nutricionista da clínica Nutrício, de Belo Horizonte (MG).

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Esse quadro, caracterizado pela pressão elevada, atrapalha o pleno funcionamento do organismo. Isso porque as artérias (responsáveis pela irrigação de vários órgãos) são lesadas, abrindo caminho para o surgimento de uma série de complicações, tais como derrame, cegueira, insuficiência renal, complicações cardiovasculares, entre outras. “É justamente por esse poder de desencadear o surgimento de várias outras doenças que consideramos a hipertensão tão perigosa”, explica a nutricionista mineira.

Para a nutricionista Tatiane Lima, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), uma das primeiras medidas que se deve tomar a fim de reduzir a quantidade ingerida de sal é dar um sumiço no saleiro. “Quando ele está sobre a mesa a tendência é colocar umas pitadas extras na comida, mesmo que o alimento já esteja temperado”, comenta.

Evitar ao máximo os alimentos empacotados também é uma boa, já que “pesquisas mostram que cerca de 60 a 75% do sal que consumimos é proveniente de itens industrializados”, observa a nutricionista Gertrudes dos Reis Teixeira Ladeira, da Nutrício. Mas se a tentação for maior, é importante prestar atenção nos rótulos, pois eles não registram a quantidade de sal no alimento, e sim de sódio – que não pode ser maior do que dois gramas por dia, segundo a OMS.

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Para quem já tem hipertensão, um aviso: a ingestão deve ser ainda mais controlada. Segundo a nutricionista do Sírio Libanês, muitos pacientes são estimulados a usar dois gramas de sal na comida: um no almoço e outro no jantar. “É preciso lembrar que os alimentos prontos já contêm sal em sua composição”, diz.

Por outro lado, é válido salientar: mesmo quem costuma apresentar pressão baixa não está livre de preocupações. “Quando a pressão está abaixo de 12 por oito, valor considerado normal, não significa que a pessoa pode abusar do sal na comida. Afinal, nada impede que ela apresente hipertensão no futuro”, frisa Botticini.

Quanto devemos comer?

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Um adulto deve consumir 6g de sal, enquanto crianças de 7 a 10 devem comer 5g, de 4 a 6 anos, 3g, de 1 a 3 anos, 2g e bebês, menos de 1g.

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Sal e sódio

Alguns rótulos dos alimentos fornecem informações sobre o conteúdo de sódio, o que não é o mesmo que o teor de sal. O peso de sódio é apenas uma parte do peso do sal. 1g de sódio = 2,5 g de sal Isso significa que a quantidade recomendada de sal por dia, que é de 6 g, é equivalente a 2,4 g de sódio. É preciso, portanto, observar atentamente os rótulos.

Sal com teor reduzido de sódio

Estes sais contêm cloreto de potássio em vez de cloreto de sódio, consumindo, assim, menos sódio, o que impacta positivamente sobre os riscos associados a uma dieta rica em sal. Mas nem todas as notícias são boas. Excesso de potássio é perigoso para as pessoas que sofrem de alguns problemas de coração e rim.

O sal marinho

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O sal marinho e o sal de mesa são o mesmo tipo de sal, cloreto de sódio. Logo, o valor recomendado é o mesmo: até 6g/dia. Como o sal do mar vem em grãos maiores, uma pitada de sal contém provavelmente menos sal, em peso, do que o sal de mesa.

Como reduzir o consumo de sal na alimentação?

1. Verifique a embalagem

Fique atento às informações nutricionais da embalagem de um produto: elas podem fazer uma grande diferença. Troque os produtos que você usa todo dia por versões com menos sal. Leia antes de comprar!

2. Molho de tomate e ketchup

Algumas marcas têm cinco vezes mais sal do que outras. Três colheres de sopa da marca mais salgada podem ter toda a quantidade de sal recomendada para uma criança de 3 anos.

3. Pizza

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Uma única pizza pode ter até 6g de sal, a quantidade que você deve comer por um dia inteiro.

4. Cozinhe mais

É fácil fazer em casa molhos para massa, sopas e até pizzas. Prepare grandes quantidades e congele para ter pratos saudáveis sempre em mãos.

5. Esconda o sal

Parece óbvio, mas funciona. É uma maneira de você se habituar a usar menos.

Fontes: Biodinâmica Academia e BBC Brasil

Aprenda técnica de respiração e equilibre suas emoções

Texto de Emilce Shrividya Starling

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“Você pratica a conscientização da respiração? Sente como lhe tranquiliza e energiza ao mesmo tempo? Tem percebido como esse treinamento diminui sua inquietação e estresse? Se você ainda não tem praticado essa consciência da respiração, comece a praticar agora. É uma maneira eficiente de equilibrar as emoções e a mente.

Aprenda que apenas respirando você pode dissolver o estresse e a ansiedade e pode alcançar o equilíbrio das emoções. Você precisa do doce autoesforço, da disciplina com motivação para praticar e ter benefícios.

Para diminuir as fobias, a insegurança, inquietude, não podemos apenas ler textos, ou querer que alguém nos cure. Para conquistar a paz da mente, precisamos da prática constante e não apenas da teoria.

Ao respirar de maneira consciente, profunda, ritmada, você está praticando Yoga. Como diz o texto do Hatha Yoga Pradipika: “Yoga é acalmar as flutuações da respiração”.

Entenda bem isso: a mente flutua em muitas direções em uma fração de segundo. Porém, a respiração só tem um percurso: inspiração e expiração. Você pode fazer uma pausa na respiração, deixar pulmões vazios ou cheios, mas a respiração não tem incontáveis direções como a mente.

Assim, segundo o texto de Hatha Yoga Pradipika: controlar a respiração e observar seus ritmos aquieta a mente. Hoje vamos praticar a respiração completa, que acontece na parte diafragmática, na parte média e na parte alta dos pulmões.

Ao fazer esse pranayama, esse exercício respiratório, ao controlar a respiração, você tem controle sobre a mente e as emoções. Você acalma corpo e mente.

Prática da respiração completa

1. Deite, em um local tranquilo, de pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, ou no chão, mãos abaixo do umbigo, com ponta dos dedos médios se tocando. (Se quiser pode unir seus joelhos) Feche os olhos e relaxe seu rosto. Observe o ar entrando e saindo do corpo. Agora, inspire pelo nariz (sem puxar o ar, silenciosamente), contando até 4, sentindo a expansão lateral dos músculos do abdômen.Sinta que os dedos médios se separam. Expire pelo nariz até murchar completamente seu abdômen. (Perceba que as pontas dos dedos médios se tocam novamente, sem você fazer nada com as mãos).

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2. Com as mãos na altura das costelas, com dedos médios se tocando. Inspire, silenciosamente, contando até 4, sentindo que as costelas e o tórax se expandem lateralmente. (Perceba novamente, como os dedos médios se separam, naturalmente.) Expire pelo nariz, até sentir que o abdômen se contrai todo para dentro. (Perceba que os dedos médios se tocam novamente.)

3. Com as mãos acima do peito, uma do lado da outra, com as pontas dos dedos médios se tocando, inspire pelo nariz, contando até 4, sentindo o abdômen inchar e o ar ir até a parte alta dos pulmões. E segure o ar contando até 4, (ou até 2). Expire pelo nariz até murchar o abdômen completamente. Faça tranquilamente, sem forçar nada.

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Essa prática diária, de 5 minutos faz com que a respiração consciente se torne natural em você, durante seus afazeres; quando estiver sentado ou em pé; trabalhando ou no seu lazer. Ela vai lhe dar apoio interior e lhe acalmar.

Em vez de respirar de maneira superficial, você vai respirar de maneira consciente e profunda. Além de aumentar a entrada de prana, que é a energia vital, você aumenta a entrada de oxigênio em seu corpo, o que faz com que você se sinta mais relaxado e revitalizado.

A respiração e a mente estão intimamente ligadas. Ao controlar a respiração, você controla a mente que, imediatamente, se tranquiliza.

Através da respiração consciente e tranquila, você pode melhorar em todos os aspectos. Sua pele rejuvenesce porque passa a dormir melhor, o sangue circula melhor. Você tem mais disposição física e saúde. Beneficia seu corpo e enriquece seu cérebro.

Basta começar a praticar e a transformação vai acontecendo. O corpo faz essa respiração profunda quando você dorme ou relaxa, mas ele precisa registrar isso quando você está acordado para que essa respiração se torne automática também na sua vida diária.

O corpo aprende com facilidade e agradece. Ele é nosso amigo e vamos sentindo como ele gosta de praticar. É como se ele nos pedisse para fazermos algo por ele. É importante sentir muito prazer ao fazer essa técnica. Fazer gostando do que faz. Praticando de maneira leve, gostosa, mas também persistente, com disciplina e constância.

Você precisa perceber que, através do ritmo da respiração, você começa a dominar, a apaziguar a mente. Você vai descobrindo sua paz interior. Você faz seu próprio milagre. Você vai se libertando de condicionamentos e repressões. Começa a acreditar mais em você mesmo, passa a sentir mais autoconfiança, mais entusiasmo pela vida.

Comece agora mesmo a gostar mais de si. Inicie esse amor por você priorizando um horário para curtir a respiração, para curtir sua própria e boa companhia. Sinta como é bom aquietar a mente, sentir-se sereno e de bem com a vida.

Entenda que você é importante, que seu corpo é importante, que a respiração consciente é equilíbrio e saúde. A sensação de calma e o relaxamento que se obtém pela conscientização da respiração são presentes valiosos para você.

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O que o yoga ensina há mais de 5 milanos, agora está sendo aceito pela medicina. Hoje a ciência comprova que exercícios diários de respiração reduzem os níveis de ansiedade e ajudam no tratamento de uma série de doenças.

Novos estudos conseguiram demonstrar a ação da respiração consciente no sistema nervoso autônomo, que modula as funções vitais involuntárias, como a temperatura do corpo, a pressão arterial e a própria respiração.

Esse sistema está dividido em dois: o simpático, que entra em ação nas situações de alerta, disparando substâncias que estimulam o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, e o parassimpático, que faz justamente o contrário, levando o corpo de volta ao seu estado natural.

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Das funções coordenadas por esse sistema, a única que se pode controlar é a respiração, por isso os médicos já estão ensinando os exercícios respiratórios do yoga para reduzir o estresse, diminuir os sintomas do pânico, amenizar dores crônicas, tratar hipertensão.

Da mesma maneira que a respiração alta e rápida pode desencadear uma crise de pânico, uma respiração consciente e calma pode reduzir a ansiedade e estresse.

Na medida em que você se conscientiza do valor desse treinamento da consciência da respiração, você vai sentir vontade de praticar com regularidade porque percebe como fica mais tranquilo, alegre, animado, saudável, mais corajoso. Boas práticas!

Fique em paz! Namastê!”

Namastê significa “o deus que habita em mim, saúda o deus que habita em você”.