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Depressão de fim de ano

Conteúdo original Marisa Psicóloga
As festas de fim de ano não representam necessariamente apenas alegria, para muitas pessoas torna-se um período de muita angustia e muita ansiedade, pois pode ser o momento quando estas pessoas sentem que tem a “obrigação” de serem felizes quando na ralidade não consideram que tem motivos para isso. Inunda um sentimento de que se ela não estiver com a mesma alegria das outras pessoas então ele interpreta como sinal de que há algo muito errado com ela.
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Muitas pessoas não entram no famoso “espírito natalino”, não sentem a mesma a alegria que percebem nas outras pessoas. Este sentimento de falta de entrosamento com o que seria esperado seria mais ou menos o mesmo sentimento que aparece em algumas pessoas na sexta feira à noite, “Vou pra casa sozinho quando tem tanta gente se divertindo, eu estou aqui sozinho!”.
O mesmo pode acontecer na época do natal, parece que existe um “complexo de período perfeito” onde se é obrigado a ser feliz. Mas qualquer obrigação pode oprimir. É por isso que no período de natal, ano novo, festas em geral pode ser ao mesmo tempo um período no qual as pessoas esperam ansiosamente e ao mesmo tempo temem, sentem depressão, alguns passam por um verdadeiro terror fazendo contagem regressiva esperando a hora disso tudo acabar e poder voltar a rotina normal.
Tudo devido à ansiedade e medo sobre o que vai acontecer, ou o que não vai acontecer, pois este é o ponto principal, a frustração de não acontecer nada, não receber amigos, não receber presentes, não se perceber importante para ninguém.
Esta depressão de fim de ano pode ser canalizada de forma positiva e utilizada para que se reveja o que esta pessoa está fazendo de sua vida. Será que ela não passou o ano todo desperdiçando oportunidades para criar laços de amizade que valerão a pena ser comemorados no natal? Não será este o grande momento para aprender a lidar de forma diferente com a própria vida?
Entrevista cedida  para o Site Vila Mulher

TPN Tensão Pré-Natal

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– O que é a TPN (tensão pré-natal)?

Psicóloga: São pensamentos antecipatórios quanto as exigências que a sociedade impõe sobre esta data.

– Muita gente começa a ver a decoração de Natal nas lojas e já entra no clima, só que ao mesmo tempo vê que o ano está acabando e não conseguiu resolver sua vida, seus projetos, pagar suas contas. Quais são os sentimentos que afloram nessas pessoas devido o período?

Psicóloga: Pode haver muita ansiedade, o que pode até ser boa ansiedade se usa-la para ação, ou seja, finalmente realizar aquilo que precisa mas empurrou com a barriga o ano todo. Mas esta mesma ansiedade pode ser muito ruim se paralisar a pessoa a ponto de se considerar uma total incapaz e alimentar pensamentos de auto boicote.

– O que a pessoa pode fazer para evitar que tais sentimentos surjam?

Psicóloga: Além dos sentimentos de “não realização” pode haver também os sentimentos de saudades das pessoas com as quais ele conviveu em outros natais mas neste a pessoa não está mais por perto, seja por morte ou por termino de relacionamento. De toda forma os sentimentos de fracasso podem surgir de vários lados.
Para evitar estes sentimentos pode ser  interessante que cada um viva sua vida com total consciência do que está fazendo. Se está comprando roupas que a deixará endividada é claro que no final do ano, época típica onde as pessoas fazem os respectivos balanços de suas vidas, esta divida poderá aparecer como um dedo apontando sobre seu nariz.
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– O sentimento de angustia por não ter conseguido cumprir todas as metas até o fim do ano pode ser mais frequente em mulher ou em homens?

Psicóloga: O sentimento sim, mas o fato de não cumprir metas não é típico de mulher, e sim de algumas pessoas.

–  De que maneira as pessoas podem driblar ou controlar a tensão pré-natal?

Psicóloga: Não há receita que posa ser aplicada em todas as pessoas, mas talvez planejar desde o inicio do ano para que não fique nada para trás, trabalhar o outo conhecimento.

–  Além dessa cobrança por não ter atingido as metas, quais são os outros fatores negativos ou preocupações que a  TPN pode trazer para a vida da pessoa?

Psicóloga: Todo resultado negativo que pode aparecer no “balanço do ano”, namoros que não engrenaram, amigos que partiram, conversas que não tiveram, reações que não aconteceram por falta de coragem, etc.
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– O fato de muitas lojas anteciparem as decorações pode agravar a TPN?

Psicóloga: O natal tem o efeito de estimular as emoções, e é claro que o comercio lucra com estas emoções pois creio que 90% de cada compra pode ser mais emocional do que representante de uma verdadeira necessidade. Sendo assim antecipar a decoração poderá antecipar todas as emoções, boas e ruins, referentes ao Natal.

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia  ou psicoterapia  oferecida por um psicólogo.

Vamos falar sobre saúde mental?

Conteúdo original Indiretas do Bem

Tá bem que ultimamente a ~onda~ é ser saudável, e isso é ótimo. As pessoas tão lentamente percebendo que existe hora pra tudo e que uma boa alimentação significa que você pode ter um corpo mais saudável para aproveitar todos os momentos mais importantes da sua vida. E disso se fala sempre.

Pensando nisso, resolvemos (…) falar de um assunto tão importante quanto seu corpinho: sua cabecinha. Que precisa estar alinhada com a sua vontade de melhorar a cada dia, e fazer de todas as suas experiências, experiências com as quais você pode aprender.

É inútil tentar falar sobre todas as doenças mentais aqui, e tudo que você pode fazer para viver bem com elas, então conversei com uma grande amiga, a Larissa, que é dona do blog Falando Sobre Saúde Mental para fazer umas perguntas que podem te ajudar nesse início de batalha –seja sua ou de uma pessoa próxima.

Então vamos lá!

Quando devo procurar ajuda médica?

Lari: Não existe um momento certo. Sugiro procurar ajuda logo no início, quando você perceber que tem algo errado que está te atrapalhando na hora de viver a vida de maneira saudável. Por exemplo, a insônia pode ser um primeiro sintoma que muita gente não leva a sério. Mas também existe aquele medo de ir até um psiquiatra, o não-aceitamento de familiares… Acho que o momento certo é quando você estiver preparado.

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Fui diagnosticada(o), o que muda na minha vida?

Lari: O diagnóstico ajuda no seu tratamento. Ponto. Ele não é uma caixinha que precisa definir toda a sua vida. Quando eu recebi o meu, fiquei com medo porque não era o diagnóstico simples de depressão que eu achava. Acabei lendo muito sobre na interrnet, falando com outras pessoas que tem a mesma coisa… Tente conversar com o seu profissional caso ele te dê um diagnóstico, tire todas as suas dúvidas sobre o que é, como será o tratamento. Você tem sim esse direito.

Se bater o medo (porque bate mesmo), procure associações e grupos e páginas na internet que falem sobre o tema. Mas o diagnóstico não precisa determinar a sua vida, ele não é a sua característica principal. Por exemplo: eu tenho borderline, e o meu diagnóstico me ajudou a entender minhas variações de humor e como eu devo agir nessas situações. Mas eu tento não deixar com que isso defina o resto da minha vida ou que isso tente me controlar.

É sempre bom falar com alguém: mito ou verdade?

Lari:  É meio mito e meio verdade. Depende MUITO da pessoa com quem você fala. Se a pessoa não tem o mínimo de empatia, conversar sobre o que você tem vira tortura. Tente sim falar com as pessoas, mas aquelas que você confie, que tentam te entender. Sou muito a favor de caso você não tenha nenhum amigo ou familiar que te dê essa abertura, existem muitos blogs e grupos no Facebook com pessoas que desabafam e contam o dia-a-dia delas. Conversar com outra pessoa pode te ajudar muito, mas é naquelas né… Nem todo mundo tá a fim de tentar abrir a cabeça.

E se pra isso você precisar de um terapeuta e você sentir que o cara não tá te escutando, não tenha medo de trocar até você se sentir confortável com alguém.

Acho que é uma fase, como faço pra me sentir melhor?

É compreensível que nem todos os dias são bons, existem aqueles dias que colocam todas as nossas ações em questionamento. Nós passamos a duvidar até das pequenas coisas que fazemos, e, mais ainda, daquilo que nos espera no futuro.

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Por isso, você pode tentar uns life hacks pra te ajudar a passar por esses momentos: (1) pratique algum tipo de exercício ou atividade que faça você se sentir bem consigo mesma(o), e aqui vale tudo, desde yôga até dançar pelo quarto sem ninguém olhando; (2) ria de si mesmo. Lembra do primeiro item? Sabe aquela posição de yôga que você não conseguiu fazer ou aquele passo de dança super estranho? Não se frustre, dê risada; (3) saia para esfriar a cabeça, às vezes tudo que você precisa é ver umas pessoas na rua com as quais você talvez nunca converse; (4) sabe aquela playlist de vídeos de gatinhos, cachorrinhos e preguiças? Sabe aquele canal idiota daquele YouTuber engraçado? Agora é a hora!

Minha intenção com esse post era, além de te dar um abracinho e dizer que você não está sozinho, alertar para a importância de identificar um problema e cuidar da sua saúde mental.

Seja numa má fase no seu coração ou algum transtorno maior, cuide-se, afinal de contas um corpo saudável nem sempre representa uma mente saudável, e é sempre bom quando a gente se sente confortável e quentinho dentro da nossa própria casa, né? :)

Não, não, mil vezes não!

Texto original de Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

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Dizer ‘não’ é difícil. Mas, o ‘não’ é o outro lado do sim. Você precisa dizer sim para o que você quer em sua vida e isso significa dizer não para o que você não quer. É brutal. Mas, é necessário.

Às vezes ficamos frustrados por dizer sim para alguém enquanto a vontade real era de dizer não. Nos ressentimos por acabar dizendo sim em primeiro lugar. O ‘não’ é difícil! Porém, existem algumas estratégias que podem nos ajudar a superar essa barreira.

1 Diga SIM a si mesmo

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Quando você quer dizer ‘não’, é porque tem um compromisso com o qual se preocupa mais competindo com a sua vontade de aceitar. É preciso dizer não quando seu chefe lhe pede para trabalhar no fim de semana porque você tem algo importante para fazer com a família ou amigos. O ‘não’ para o trabalho é ‘sim’ para o lazer em família.

Encontrar o seu ‘sim’ é um primeiro passo importante para conseguir dizer ‘não’. Ele conecta você com o que está realmente dirigindo seu ‘eu’ lá no fundo. Depois dessa conexão, você saberá o porquê de estar dizendo ‘não’ e lhe dará um forte senso de determinação.

2 Diga NÃO aos outros

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Encontrando seu sim, você estará pronto para dizer não aos outros. Mas, primeiro, construa a sua base de poder. Pense sobre as motivações da outra pessoa. O que ele(a) quer da situação. Você deve ceder a isso ou não?

Você também deve rever o seu próprio plano B, para que não seja pego por armadilhas emocionais e nem se desespere a dizer ‘sim’ sem pensar. E, para isso, você também precisa saber se a outra pessoa pode forçá-lo a concordar com aquilo que ela deseja.

Se você for dizer não ao seu chefe sobre fins de semana de trabalho, ele(a) pode gritar com você de uma forma que possa ser considerada uma agressão verbal. Ele(a) também pode demiti-lo. E essas são todas possibilidades reais.

Antes de se comprometer, pergunte-se: A par de todas as possibilidades, ainda quero dizer não? Tenho o poder de dizer não? E o direito de dizer não? Afinal de contas, se você assinou um contrato dizendo que iria trabalhar aos finais de semana, não pode ter o direito de recusar agora.

Em seguida, diga ‘não’, em um tom simples e neutro.

3 Diga SIM aos outros

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Claro que você não quer inimizades. E, assim como você está tomando uma posição que pode ter consequências emocionais com o seu ‘não’, fazer uma oferta de um futuro ‘sim’ poderá preservar a relação com as pessoas. Você pode alterar o tempo, oferecer novas alternativas ou mesmo propor algo condicional que seja vantajoso a ambas as partes.

O importante é saber e ter consciência daquilo que quer e evitar a autossabotagem deixando suas próprias vontades de lado a fim de realizar a dos outros.

Trabalho menos, fazer mais por si e tenha uma grande vida!

Como enfrentar e superar seus medos

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Cada um de nós tem um momento imaginário que tememos, de parar o coração. Se você é tímido às câmeras, por exemplo, pode se preocupar em parecer tolo no vídeo. Ou se você tem medo de conflitos, pode imaginar-se desajeitadamente tentando afirmar-se e, em seguida, começar a chorar. O que fazer? Para evitar a ginástica e o esgotamento emocional e ficar longe dos medos, damos 4 dicas para enfrentar essa fraqueza e seguir adiante.

1 Mantenha a “reprodução do filme”

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Seja qual for o seu medo, não aperte o “pause” em sua história de horror imaginando o pior momento possível. Ao invés disso, mantenha o filme rolando até que você se sinta seguro.

Como ponto de partida, sempre que você imaginar seu medo, deixe o pior cenário para trás, para então chegar a uma conclusão segura. Assim, você se sentirá melhor preparado para lidar com o que sair do planejado, o que, talvez, nem venha a acontecer.

2 Encare

Eventualmente, você se cansará de sentir medo. Então, quando estiver cansado de se segurar na zona de conforto, dê um giro de 180 graus e posicione a sua vontade de mudar.

Esteja disposto a ficar no palco, entrar no avião, pedir um aumento ou fazer tudo o que você teme. Sua disposição é mutuamente exclusiva de seu medo – você pode estar apavorado e, ainda assim, estar disposto a superar suas fraquezas.

3 Coloque no papel

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Se você gosta de registrar pensamentos ou mantém um diário, esta dica é para você. Primeiro, anote o que te amedronta. “Eu desperdicei a minha vida.” “Ninguém me ama.” “Todo mundo pensa que eu sou um grande perdedor.” O que quer que seu cérebro grite, coloque para fora e passe para o papel.

Depois de alguns dias, volte a olhar sobre o que você escreveu. À luz do dia, alguns de seus medos podem parecer bastante melodramáticos. Ou talvez você perceba que eles não passam da opinião distorcida de alguém, como um parceiro negativo, um pai frio ou uma “amiga” malvada. É o seu pensamento e a sua visão de mundo, mas quem sabe você tenha internalizado essas críticas e inseguranças ao longo dos anos.

Em seguida, escreva uma resposta ao seu medo. Na primeira vez em que tentar fazer isso, provavelmente você não será capaz de pensar em nada, mas continue tentando. Escreva imaginando o que o seu maior fã diria. Deixe o seu advogado de defesa interno construir um argumento. Anote todas as provas que minam o seu medo, mesmo aqueles que acha que não deveria escrever. Crie um arsenal de contrapensamentos que você possa usar da próxima vez em que o botão do medo for empurrado.

No entanto, se você não puder suportar o enfrentamento dos seus medos ou não consegue pensar em qualquer prova contrária, procure um terapeuta que você goste e confie. Esse profissional irá ajudá-lo a enxergar uma luz maior do que esses medos e te ajudar a descobrir que eles não são tão fortes quanto você pensa.

4 Enfrente sem pressa

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Você não tem que saltar com os dois pés. Pelo contrário, enfrentar medos significa começar pequeno. Diante à pressão, você pode se sentir insignificante e enxergar a tarefa muito maior do que ela realmente é. Reduza a ansiedade, deixe que o nó no estômago seja desfeito e faça o que tem que ser feito.

Então, depois de realizar seu objetivo pequeno, siga adiante em busca de um desafio um pouco maior. Progrida lentamente. O objetivo de enfrentar o seu medo não serve para mudar sua personalidade, mas para ajudá-lo a ser mais flexível e confortável sendo você mesmo. Com prática e tempo, você terá uma ligação equivalente entre a vontade e o comando do seu cérebro.

Enfrentar seus medos, especialmente no início, fará você se sentir mal. Esse não é uma viagem confortável. Mas, pouco a pouco, você trocará seus medos pela confiança.

No momento em que acontecer, você não vai perceber que a mudança está acontecendo. Em vez disso, vai olhar para trás e perceber o quão longe chegou. Você vai se pegar fazendo tudo o que tinha medo sem pensar.

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog.