Tag: psicológico

Somatização: sintomas físicos podem ter causas emocionais?

Conteúdo original Minha Vida
Por Dr. Ivan Mario Braun
Psiquiatria – CRM 57449/SP

“A ideia de que a mente e o corpo interagem teria começado a ser considerada já na Idade Média pelo médico muçulmano Al-Balkhi. Hoje em dia ninguém duvida que problemas clínicos (“físicos”) possam surgir em resposta ao estresse psicológico – doenças como diabete, problemas cardíacos e reumatólogicos, claramente podem ter seus sintomas piorados, por exemplo, na presença de situações de ansiedade grave.
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Entretanto, o objetivo deste artigo é fazer uma breve discussão de outro aspecto da interação, a da possibilidade de alterações específicas do organismo poderem aparecer como consequência de problemas psicológicos. Este tipo de interação é estudado dentro do escopo da medicina psicossomática, assim como dentro da própria psiquiatria.

Origem

O termo “psicossomático” tem origem as palavras gregas “psyche” – mente – e “soma” – corpo e começa a aparecer, na literatura, na primeira metade do século XIX. Freud e Breuer, no final do século XIX concluíram que problemas psicológicos poderiam levar a graves sintomas físicos, ao descreverem o caso de Anna O., uma paciente que, após a morte do pai, desenvolveu sérios problemas psíquicos e corporais, como alterações na capacidade de falar, dores, paralisia e dificuldades visuais.

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Segundo sua hipótese, estas manifestações seriam resultado de uma conversão da ansiedade resultante de conflitos psíquicos (no caso, desencadeados pela doença e morte do pai) em sintomas físicos. Freud, posteriormente, procurou relacionar estes distúrbios a fenômenos inconscientes.

No extremo da ideia de que problemas psicológicos poderiam causar sintomas físicos, Franz Alexander, no começo do século XX, desenvolveu a teoria de que determinados conflitos psíquicos levariam a manifestações somáticas específicas, diretamente relacionadas ao conflito e Nunberg sugeriu que, ao contrário da abordagem habitual, de se procurar causas físicas das doenças mentais, o paradigma deveria ser invertido e se procurar sempre uma causa mental para uma doença física. Deve-se deixar claro que este tipo de afirmação não possui nenhuma base científica.
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Acredita-se, hoje em dia, muito mais, que uma predisposição geral ao desenvolvimento de sintomas físicos, na vigência de transtornos psicológicos, possa explicar o aparecimento dos transtornos de sintomas somáticos – denominação utilizada, atualmente, pela Associação Psiquiátrica Americana e geralmente usada nas publicações científicas.

Principais “sintomas”

No que se refere àqueles quadros que eram classicamente considerados “psicossomáticos”, são especialmente importantes:

1) O Transtorno de Sintomas Somáticos, caracterizados pela presença de múltiplos sintomas físicos (por exemplo, dor ou fadiga), que causam grande desconforto e interferem negativamente no dia-a-dia do paciente; para se poder fazer o diagnóstico, é necessário que durem por períodos prolongados, de pelo menos seis meses e não tenham causa clínica demonstrável. No entanto, pode haver, simultaneamente, a presença de uma doença clínica comprovada como no caso de uma pessoa que sofreu um infarto mas apresenta, ao mesmo tempo, sintomas de dor sem explicação física.

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2) Os Transtornos de Conversão, nos quais o indivíduo têm sintomas neurológicos (por exemplo, fraqueza, paralisias, movimentos anormais) que não correspondem aos padrões reais do funcionamento do sistema nervoso.

É muito importante que o médico seja muito cuidadoso e não faça estes diagnósticos simplesmente porque os sintomas lhe parecem bizarros, ao mesmo tempo que não parta do princípio de que são simples fingimentos (o que, entretanto, também pode ocorrer).

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Apesar de que não se conhece a causa destes transtornos e de que as explicações mais antigas não são cientificamente embasadas, acredita-se que situações como maior sensibilidade a dor, exposição a traumas como agressões físicas e privação de necessidades, assim como aspectos culturais podem predispor aos sintomas somáticos.

Tratamento

Em relação ao tratamento, ainda não há evidências suficientes quanto à eficácia do uso de antidepressivos, antipsicóticos e remédios naturais – o que não significa que não sejam úteis, porém que esta utilidade ainda deve ser pesquisada e, assim, de modo geral, ainda não se justifica seu uso.

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Psicoterapias, de modo geral, parecem melhorar os sintomas. A maior parte dos estudos sobre tratamentos psicológicos envolve a terapia cognitivo-comportamental (TCC), na qual se procura identificar fatores externos e internos (pensamentos, emoções) relacionados aos sintomas apresentados pelo paciente e se objetiva uma atuação sobre estas causas.”

Distorção da autoimagem corporal

Por Thaiana Brotto, psicóloga, em Mais Equilíbrio

Hoje, muito se fala em moda Fitness, e isso envolve um mercado muito abrangente, que é o de roupas para academia, suplementos, tênis, até garrafa de água entra na moda. Muito se fala na busca do corpo perfeito… Mas, o que é o corpo perfeito?

Reprodução Mais Equilíbrio/ Foto: iStock / © hartphotography1

É muito fácil falarmos que estamos buscando o corpo perfeito, mas, muitas vezes, sequer sabemos qual de fato é a nossa busca, o nosso real objetivo. Ideal de corpo perfeito é o daquela pessoa que você segue na rede social, que tem muitos seguidores e uma legião de comentários cheios de elogio? Então, vamos falar de algo muito mais sério: o que você vê quando se olha no espelho?

Já recebi inúmeras perguntas a respeito do tema, pessoas que falam que não conseguem alcançar seus objetivos, que, basicamente, são: peso ideal, corpo ideal, músculos, aparência, dentre tantos outros fatores que envolvem a autoimagem. Poucas vezes me abordam perguntando sobre qual o equilíbrio entre “mente sã e corpo são”, o que isso quer dizer? Que hoje, com a pressão desse novo mundo Fitness, as pessoas estão esquecendo-se de cuidar da parte de dentro.
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Antes de buscar o corpo perfeito, existe um histórico de vida. Dentro deste “histórico” existe uma composição de fatores, como: genética, limitações, biotipo, etc. Ou seja, algumas pessoas ficam incessantemente buscando o corpo que julgam perfeito, ou porque viu numa rede social, ou porque alguém comentou, e esquecem que cada pessoa possui um organismo, uma forma de corresponder às reações de medicamentos, e que não existem corpos e nem pessoas iguais.

Por isso, quando se olham no espelho, nunca estão satisfeitas com o que enxergam ali. E a busca não pára. Porque, na maioria das vezes, não olham para o que alcançaram, olham para o que estão buscando. E isso afeta, inclusive, a saúde. Vale ressaltar que “corpo perfeito” não é sinônimo de saúde!

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O mais importante de todos estes pontos levantados, é que, simplesmente, não existe padrão de beleza. Não existe o cabelo ideal, o formato de unha ideal, o corpo ideal. Simplesmente, não existe. O que existe são “idéias” do que pode ser ideal, mas idéias vagas e infundadas. Afinal, cada pessoa nasceu de uma família com genes completamente diferentes, um bom exemplo são irmãos gêmeos: nem mesmo eles são iguais em termos de organismo e metabolismo. Hoje, com a febre de redes sociais, as pessoas se esqueceram de olhar para dentro. Para o que sentem, para o que de fato querem, perderam até suas próprias opiniões sobre o que de fato considera bonito ou não.

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Para aquelas pessoas que são fissuradas num ideal de corpo, é recomendado que busquem (e até deem prioridade) para um auxílio psicológico. Entender sobre o que de fato querem, recuperar seus próprios ideais e formas de enxergar este mundo, até mesmo de se conhecerem, saberem quais são seus próprios padrões e limites, o que pode ser melhorado – porque, é claro, exercícios físicos e alimentação saudável são fundamentais para qualquer pessoa – mas não deixarem suas essências escaparem pelos dedos. Nossa essência, o que de fato somos, ninguém pode mudar, alterar, e cada um tem sua própria beleza.

Vale lembrar que se a pessoa tem essa fissura por um corpo perfeito, nunca está satisfeito com o que vê quando se olha no espelho, quer sempre mais e mais, não necessariamente esquadra-se numa doença. Isso pode ser ocasionado por uma baixa autoestima, e até mesmo sintomas de inferioridade. O auxílio de um profissional poderá ser fundamental para que este quadro se reverta.

Dieta pode reduzir o estresse?

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

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Atualmente, muitas pessoas relatam viver com níveis moderados a elevados de estresse. Como nós sabemos muito bem, chegar ao conforto por doces ou outros alimentos é um mecanismo de enfrentamento típico. E, se isso já não fosse ruim o suficiente, uma nova pesquisa sugere que, quando estamos estressados, as calorias do “conforto” podem levar ao ganho de peso ainda mais rapidamente.

Não seria ótimo se houvesse alimentos ou nutrientes que desativassem a ansiedade e repelissem os efeitos negativos do estresse diário? E não é de admirar que vemos tantas revistas e artigos na web sobre “alimentos de combate ao estresse!” Infelizmente, muitos desses conteúdos são apenas peças soltas com pouca, ou nenhuma, base científica.

Às vezes, porém, os jornalistas entrevistam cientistas sobre suas pesquisas. O problema é que, às vezes, os pesquisadores usam a palavra “estresse” para explicar algo muito diferente do que a população em geral pensa como estresse – o que, muitas vezes, leva à confusão.

Estresse Fisiológico versus Estresse Psicológico

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Quando dizemos que estamos estressados, normalmente quer dizer que nos sentimos sobrecarregados ou ansiosos – muitas exigências, prazos e preocupações e sem tempo suficiente, dinheiro e energia para fazer tudo.

Os pesquisadores, por outro lado, muitas vezes, adequam as respostas aos sintomas fisiológicos do estresse, o que não necessariamente correspondem à nossa experiência psicológica. Então, quando eles relatam que um alimento ou nutriente tem um efeito sobre o “estresse”, não significa, basicamente, que você vai se sentir melhor ou pior quando comê-lo.

Carboidratos não refinados causam estresse?

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Sobre a relação entre dieta e estresse, o pesquisador Robert Ludwig falou recentemente ao Morning Edition, da NPR, a respeito de uma experiência que fez em adolescentes obesos, na qual os rapazes que comiam cereais altamente processados no café da manhã tinham níveis mais elevados de adrenalina (hormônio do estresse) do que aqueles que comiam um pequeno desjejum de alta proteína. Os rapazes que comiam mais proteína também sentiram menos fome e consumiram menos calorias no almoço.

Infelizmente, ninguém perguntou aos meninos sobre o seu estado de espírito ou nível de estresse percebido, por isso, não se sabe se as diferentes refeições tiveram qualquer efeito sobre eles se sentirem mais ou menos estressado. No entanto, lendo por alto, você provavelmente concluiu (como fez o repórter) que comer lotes de carboidratos refinados e açúcar fará você se sentir mais estressado e ansioso.

Carboidratos refinados acalmam?

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Em seu livro The Serotonin Power Diet, a Dr. Judith Wurtman afirma que uma grande dose de carboidratos refinados é exatamente o que você deve comer para se sentir mais relaxado e feliz. Isso porque os carboidratos refinados promover a produção de serotonina, um neurotransmissor para “sentir-se bem”.

Então, como é? Devemos comer carboidratos ou evitá-los para vencer o estresse?

A razão pela qual estes dois cientistas parecem estar em contradição é que estão medindo coisas completamente diferentes. Ludwig olha para o efeito da dieta sobre os hormônios adrenais e Wurtman descreve o efeito da dieta sobre os neurotransmissores. Dos dois, os neurotransmissores provavelmente têm uma relação mais próxima com o nosso humor.

No entanto, as desvantagens da abordagem de Wurtman superam os benefícios. Comer carboidratos refinados pode aumentar temporariamente os níveis de serotonina (afinal de contas, é provavelmente por isso que nós damos vazão quando nos sentimos estressados!). Eles também enviam açúcar para o sangue, a insulina, que dá a energia e o apetite, como em um passeio de montanha russa. Lembrando que a montanha-russa em uma base regular é uma boa maneira de aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Felizmente, em relação à conexão de alimentos e humor, comer carboidratos refinados não é a única maneira de aumentar esses neurotransmissores. Sem os efeitos negativos de uma farra de carboidratos, poucos minutos de exercício aeróbico, exposição à luz do sol, fazer um belo favor a alguém ou mesmo, simplesmente, sorrir, são formas comprovadas de reduzir seus níveis de estresse mental e emocional.

Será que o bom humor começa no intestino?

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E agora está se começando a descobrir uma nova conexão humor-comida surpreendente. Acredite ou não, as bactérias que se desenvolvem em nossas entranhas parecem afetar tanto os nossos hormônios do estresse adrenal quanto os nossos neurotransmissores. Ou seja: alimentos prebióticos e probióticos podem ajudar a reduzir a ansiedade e a depressão e melhorar o nosso estado de espírito.

O que isso significa para você, uma vez que ainda não é capaz de “prescrever” alimentos específicos ou suplementos probióticos para tratar ou prevenir desordens de humor específicos?

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A melhor estratégia é cultivar a diversidade. Quanto mais diferentes tipos de bactérias benéficas no seu intestino, melhor. Então, ao invés de colocar todos os seus ovos na cesta de probióticos com o iogurte, tente ramificar-se com outros tipos de alimentos fermentados e cultivados, tais como produtos de soja fermentados como tempeh, natto e miso; e vegetais lacto-fermentados (que é o novo nome fantasia para pickles à moda antiga). Queijo, cerveja e vinho tinto também são fontes de bactérias probióticas.

No lado prebiótico, você pode incentivar ainda mais a diversidade, fornecendo às suas bactérias intestinais lotes de diferentes tipos de fibra. Assim, em vez de depender de um único suplemento de fibra para cumprir sua cota, tente obter a fibra a partir de uma variedade de diferentes grãos, legumes, nozes, frutas e legumes. Como é frequentemente o caso, comer uma variedade de alimentos integrais oferece mais benefícios do que uma dieta composta de uma pequena lista de superalimentos.

Não deixe um chefe ruim arruinar a sua carreira

Há inúmeras evidências que apontam que chefes tóxicos podem destruir o moral, bloquear o trabalho em equipe e arruinar a carreira de um indivíduo. É possível sobreviver e trabalhar para um patrão assim?

Primeiro, você precisa saber o que é um chefe tóxico. Ele tem aquele perfil no qual:

  • é rápido, e afiado, para criticar e morto para elogiar;
  • remete-se aos colaboradores com a intenção de humilhar, em vez de treinar e orientar;
  • leva todo o crédito por bom trabalho em equipe, mas a culpa quando há qualquer fracasso;
  • mantém alta rotatividade de funcionários;
  • promove a hostilidade dentro da equipe.

Se todas essas características lhe soam familiar, então você pode estar imerso em uma situação tóxica. Casos assim podem acontecer, fazem parte do dinamismo da vida, mas o importante é não permitir que toda essa negatividade arruine sua carreira. Como? Aqui estão algumas dicas:

1 Faça um trabalho excelente

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Certamente você será distraído pelo chefe venenoso e, neste caso, é criticamente importante continuar concentrando-se em fazer o seu trabalho dando o melhor de suas habilidades. Não deixe que um chefe ruim derrube seus padrões. Continue satisfazendo as necessidades da empresa, cumpra prazos, documente ideias e mantenha um bom relacionamento com seus colegas de trabalho e clientes.

Se alguém lhe agradecer pelo seu trabalho, pergunte se ele estaria disposto a documentar a sua satisfação. Procure outras formas para obter feedback positivo, uma vez que você não o receberá de seu gerente. A ideia é fazer com que todos, dentro e fora da empresa, vejam o trabalho excelente que você realiza, fazendo com que a negatividade de seu chefe tenha pouco efeito quando comparada com a experiência positiva de todos os outros.

Em essência, o conselho é ignorar o chefe e marchar com integridade e competência. Se você esperar tempo o suficiente, pode ter sorte e seu chefe tóxico sair do seu pé!

2 Encontre outro emprego

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No entanto, se você esperou tanto tempo quanto pode e não foi capaz de gerir o stress do ambiente de trabalho hostil, pode ser a hora de seguir em frente e tentar algo novo.

Estudos têm mostrado que trabalhar para um chefe ruim pode dobrar o risco de ter um ataque cardíaco. É preciso um pouco de esforço para uma procura ativa de emprego, – especialmente se você está saindo de uma experiência com um chefe tóxico – mas tenha em mente o quanto melhor você estará em uma nova posição.

Se você está desatualizado, recomenda-se ativar seus contatos de imediato. No mínimo, tornar público que você está aberto a novas oportunidades, tanto interna quanto externamente. Só tome cuidado para não mencionar que a razão pela qual você quer mudar é livrar-se do seu chefe tóxico. Você deve ser diplomático e não queimar todas as pontes. Basta dizer que está pronto para novos desafios.

3 Converse com seu chefe

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E se você não pode tolerar seu chefe tóxico, mas mudar de emprego também não é uma opção? Digamos que você tenha um trabalho que realmente ama e o único problema seja seu chefe.

Se você quiser salvar o seu trabalho atual, pode querer arriscar e conversar com seu gerente, para que ele ou ela saiba que o seu comportamento é prejudicial e humilhante. Tente ser o mais neutro possível ao descrever a situação.

A ideia não é acusar seu chefe, mas trazer à tona os comportamentos e as possíveis consequências. Nunca se sabe, os chefes podem simplesmente não ter conhecimento do comportamento e do efeito que têm sobre você.

Se seu gerente reagir mal ao confronto ou se o comportamento persistir ou piorar, agende uma reunião com o superior ou com os recursos humanos. Contudo, tenha em mente que você pode não obter o apoio que precisa e deve estar pronto para sair, se necessário. É lamentável, mas pode ser a única opção possível.

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E não importa qual opção você escolha para a sua situação particular, apenas certifique-se de :

Documentar todas as conversas. Sempre que tiver uma conversa difícil no trabalho, documente o que aconteceu. Depois de qualquer reunião com o seu gerente, envie um e-mail em seguida para recapitular a discussão. Mantenha-se profissional.

Em segundo lugar, para seus próprios registros, documente todas as discussões que tiver com o seu gerente, sejam boas ou ruins. Registre a linguagem utilizada. Documente datas, horários e quem mais estava presente durante a interação. Você pode, eventualmente, precisar mostrar essa documentação para os superiores, caso se torne necessário.

Não deixe que um chefe tóxico lhe jogue para escanteio! Se você pode encontrar uma situação melhor, siga em frente. Se optar por ficar, faça o seu melhor trabalho e levante-se para si mesmo. Você pode, sim, ter uma carreira bem sucedida apesar de trabalhar para um chefe ruim.

Por que estou tão cansado?

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“Cansado” é uma palavra escorregadia.
Há o fisicamente cansado: membros pesados ou olhos sonolentos. Mas há também o cansaço emocional: falta de motivação, incapacidade de lidar com as situações e as comparações mais comuns: “Eu não me sinto animado como fulano.”

A fadiga pode ser uma questão médica decorrente de anemia, disfunções da tireoide, gravidez, problemas cardiovasculares ou outras causas. Discutiremos as nove principais causas médicas, psicológicas e passionais da fadiga.

1. Depressão

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A depressão tem reflexos tanto físicos, como emocionais, desgastando não só a energia, mas também a motivação. Tudo representa um esforço, até mesmo sair da cama ou tomar uma ducha.

A depressão é particularmente complicada, porque mesmo que se tenha muito sono, o cansaço não é aliviado. Por outro lado, ela também pode diminuir o sono, provocar dificuldades em adormecer, sono picado ou curto. E, de qualquer forma, a sensação de cansaço e a exaustão são certeiros.

Nesse caso, conte com a ajuda de um médico ou psicólogo assim que suspeitar de depressão. Mostre-se. Pode parecer inútil e vazio no momento, você não vai se sentir em êxtase, mas vai se sentir melhor e, aos poucos, voltará a vida.

2. Ansiedade

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A preocupação é cansativa. A vigilância é extenuante. Preocupar-se com as coisas o tempo todo, drenando constantemente tudo o que fica no caminho de viver a sua vida é chamado de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Os principais sintomas são cansaço, tensão muscular e pressão psicológica e sono perturbado: uma receita para a exaustão.

A ansiedade é uma maneira de a natureza dizer-lhe que alguma coisa pode não ser segura, o que, muitas vezes, é errado. A cura para a ansiedade é fazer aquilo que você tem medo. Não é preciso altar com os dois pés, você pode começar devagar e, então, crescer a partir daí.

Às vezes, a ansiedade é mais sobre o “e se…”. Mudar seu foco das infinitas possibilidades terríveis do que poderia ser ao que está acontecendo no momento é uma boa tática. Descreva o que está acontecendo ao seu redor. O que você pode ver, ouvir, sentir e cheirar? Analise o seu corpo e observe como ele se sente. Encontre-se no que é ao invés de deixar que os “ses” puxem o seu tapete.

3. Prestação de cuidados

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Cuidar de um ente querido com doença crônica ou de uma criança com necessidades especiais é desgastante, uma maratona diária esgotante.

Quando você está no auge da prestação de cuidados, precisa de uma rede de segurança. Diga “Sim!”, quando perguntarem se existe alguma coisa que podem fazer por você. Crie seu próprio sistema.

Saiba mais sobre os serviços na sua comunidade, centros de adultos e creches, grupos de jogos integrados, serviços de transporte e entrega de supermercado e farmácia. Permita-se sentir o que sente e perceba os benefícios do apoio.

4. Grandes expectativas em um único objetivo

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Um foco singular pode ser virtuoso: o vício em trabalho, foco inabalável, um relacionamento estável. Se funcionar, é devoção, mas se não acontecer, é um ralo. Muitas vezes, criamos laços muito justos em torno de um resultado. A ascensão e a queda são inevitáveis na vida e mesmo um pequeno contratempo pode ser devastador se você não está amortecido por outros interesses e valores.

Um estudo muito citado de 2011 mostrou que mães que trabalham em tempo parcial têm uma saúde melhor e menor risco de depressão do que as mães que ficam em casa. Isso, certamente, não condena as mães domésticas, mas a mensagem é: vários papéis (gerenciáveis) criam uma espécie de para-choque. Assim, se uma área da vida não está indo bem, você tem expectativa nas demais áreas. A versão tradicional é o trabalho e a família, mas, no mundo de hoje, vale tudo.

5. Desordem

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Sim, esse é um contribuinte surpreendente à fadiga. Coisas são uma faca de dois gumes. Por um lado, a matéria pode fazer você se sentir seguro. Há mulheres que carregam três bolsas e homens que carregam uma mala no carro, para “no caso de…”. Esse cerco nos faz preparados. Mas, às vezes, tantas coisas podem puxá-lo para baixo. Desordem sem local designado e números enlouquecedores de itens perdidos tornam o lar um local desgastante, não um refúgio.

Se você sabe que a desordem está sugando sua energia, mas não busca um descarte ou doação, pergunte-se o que é que você está mantendo. Segurança? Memórias significativas? Registros de informações? Existe outra maneira de encontrar o que você está procurando? Será que a segurança/ memórias/ informação realmente serão perdidos se você não tiver o material em mãos? Teste a ideia de se livrar de alguns itens. E depois, veja se você perdeu tanto o quanto tinha previsto.

6. Sobrecarga

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“Estou muito cansado” pode ser código para “Eu não posso fazer isso”, ou “Eu não sei por onde começar.” Enfrentar uma tarefa imensa, muitas vezes, nos impede de enxergar caminhos. Ficamos cansados ​​demais para lidar.

Dica: Pare de procrastinar e resolva a tarefa.

Comece com um pedaço da tarefa, de um tamanho que não vá sugar sua energia. Assim, limpar um sótão torna-se arrumar uma caixa. Escrever um artigo de 20 páginas torna-se trabalhar em um esboço por 15 minutos. Após concluir um pedaço, pare por algum tempo e, então, recomece pequeno. Pedaço por pedaço, até terminar.

7. Tédio e esforço

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Todo mundo sofre um ataque ocasional de comer brigadeiro, bolo ou tomar um sorvete em frente à tv, ou na internet, sem pensar em nada. Mas, se um dia inteiro de tv a cabo, de pijama, faz você se sentir lento e com a cabeça vazia, isso não é mais uma pausa. Ficar em casa o dia todo, sem nenhuma atividade com propósito é estranhamente mais desgastante do que uma programação agradavelmente completa.

Ele funciona em sentido inverso: aja como se tivesse um pouco de energia, fique um pouco mais alto, coloque uma mola em seu passo e você se sentiár mais fortalecido. Coloque um pouco de maquiagem ou faça a barba, mesmo se estiver em casa. Escove os dentes, mesmo se não estiver falando com ninguém. Aja “como se” e sua energia irá segui-lo.

No geral, se você estiver desgastado, esgotado, fadigado ou simplesmente cansado, identifique uma causa, física ou psicológica, e será o primeiro passo na mudança de “eu não me sinto disposto” para “eu estou pronto para qualquer coisa!”

Referências
Centers for Disease Control and Prevention.  (2010).  Current Depression Among Adults—United States, 2006 and 2008.  MMWR, 59, 1229-1235.

Buehler, C. and O’Brien, M.  (2011).  Mothers’ part-time employment: Associations with mother and family well-being.  Journal of Family Psychology, 25, 895-906.

Fonte Quick and Dirty Tips

Atenção: Todo o conteúdo é estritamente para fins informativos. Ele não substitui qualquer conselho, raciocínio ou julgamento médico, seu provedor de saúde pessoal. Por favor, procure sempre um profissional licenciado em sua área em relação a todas as questões de saúde.

A importância da mente sã para a conquista do corpo são

Hoje em dia é muito comum conhecer casos de pessoas que sabem que precisam cuidar mais do corpo e da saúde, perder peso, entrar em forma, mas não fazem nada para que esse plano mental vire realidade e se estabeleça na vida. Você conhece alguém assim? Você é assim? Esse comportamento vem se repetindo e multiplicando por causa de um fator essencial na conquista do equilíbrio: controle psicológico.

E não se trata de loucura ou disparate ocasional não. A saúde psicológica interfere diretamente na saúde física, passando intimamente pelo comportamento alimentar, auto-estima e auto-imagem.

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Uma pessoa que não é feliz com o seu corpo ou com a sua vida, de uma forma geral, tende a descontar suas perdas e insatisfações na comida. Pode ser que isso gere problemas maiores, como a obesidade ou problemas relacionados ao ganho excessivo de peso como colesterol ou diabetes, ou menos graves, mas ainda assim preocupantes, como isolamento social, tristeza profunda e introspecção emocional.

A nossa mente é um ambiente muito peculiar e propício a diversas situações. E essa capacidade enorme de funcionamento pode pesar ao lado positivo, negativo ou ao equilíbrio, que é o estado ideal.

Sempre falamos sobre isso aqui e por aí é o que mais se vê ou ouve: o sucesso do emagrecimento e da saúde física está em aliar uma alimentação saudável à prática de atividade física. No entanto, a peça chave que fica implícita nesse processo é o equilíbrio psicológico.

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A gente começa a emagrecer no cérebro. É a partir daquilo a que você se determina no íntimo que as peças do lado de fora, na vida, começam a se movimentar. Vem da nossa capacidade de planejamento e objetivação dos planos. Você primeiro estrutura suas ações no cérebro e depois as executa. Acontece todos os dias e a todo o momento.

Mas porque quando se trata de emagrecimento, você não consegue levar adiante? Isso acontece pela falta de start. Pela ausência de uma consciência, que é difícil de explicar, mas que se configura no momento em que você realmente se determina a fazer acontecer.

Por isso é tão difícil que certas pessoas comecem e mantenham um plano de reeducação alimentar e de exercícios físicos. Cada um tem seu tempo e suas necessidades. E por isso também é tão surpreendente ver pessoas que conquistam o corpo dos sonhos, e reconquistam a saúde, batalhando diariamente dentro do máximo possível, mesmo sem dinheiro pra pagar academia.

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O seu estado psicológico determina os rumos da sua vida, sim! Pode ser os relacionamentos que não vão pra frente, os planos que não dão certo, o emprego que está ruim, o dinheiro que não rende, desentendimentos familiares etc… Enquanto seu sua mente está mergulhada em problemas e rolos que tomam o tempo e a sugam as energias, todo o resto, que também é importante, fica para depois, num segundo plano que acaba sendo negligenciado e nunca colocado em prática.

Para dar certo, você precisa manter-se bem, em estado de equilíbrio, valorizando suas conquistas, e derrotas (claro! por que não?), e consciente de que você é importante e também merece ocupar o primeiro lugar. Dê-se tempo, todos os dias. Um tempo para cuidar de si e lembrar do que realmente importa. Ninguém precisa perder por isso (nem marido, nem filhos), pois estar bem para si é estar bem para os outros.

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Devemos nos lembrar sempre: a vida começa de dentro para fora.