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Porque as pessoas gritam?

Porque as pessoas gritam?

“Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
– Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
– Questionou novamente o pensador.
– Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:
– Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

– Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

– Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.”

Mahatma Gandhi

Foto de Gabriel Matula em Unsplash

A ciência diz que você deve abraçar o abraço

A ciência diz que você deve abraçar o abraço

Quando um ente querido tem um dia difícil, você provavelmente dá um abraço sem pensar duas vezes. E um novo estudo diz que o simples ato pode ter um efeito maior do que você imagina.

Os abraços podem ter um impacto mensurável no humor e no estresse após o conflito social, de acordo com um artigo publicado na revista PLOS One. O gesto pareceu aumentar os sentimentos positivos e reduzir os sentimentos negativos nos dias em que as pessoas tiveram problemas de relacionamento, descobriu o estudo.

“Um comportamento muito simples e direto – abraços – pode ser uma maneira eficaz de apoiar homens e mulheres que estão enfrentando conflitos em seus relacionamentos”, explica o co-autor Michael Murphy, um pesquisador de pós-doutorado no Laboratório para o Estudo da Universidade Carnegie Mellon. de estresse, imunidade e doença.

Para o estudo, Murphy e seus colegas entrevistaram 404 adultos por telefone todas as noites durante duas semanas. Cada pessoa foi questionada sobre o seu humor, se tinham experimentado conflitos e se receberam um abraço naquele dia, entre outras questões. Cada pessoa também passou por um exame físico e preencheu um questionário sobre sua saúde e convívio social no início do estudo.

Os pesquisadores descobriram que os abraços estavam associados a um aumento nos marcadores positivos de humor e a uma redução nos negativos; o oposto era verdadeiro no conflito de relacionamento. E nos dias em que ambos ocorriam, as pessoas tendiam a relatar menos sentimentos negativos e mais positivos do que nos dias em que viviam em conflito, mas sem abraços.

Demonstrações mais implícitas de apoio, como o toque físico ou fazer um favor a alguém, podem ser melhores porque “fazem as pessoas sentirem que são cuidadas, têm alguém que está lá para elas, sem nenhum julgamento”, diz Murphy. E abraços podem ter uma vantagem até nesta categoria: a pesquisa também sugere que o toque físico pode provocar mudanças fisiológicas benéficas, como reduções na atividade cerebral e cardíaca relacionadas ao estresse e a liberação do hormônio oxitocina, que melhora o humor.

Claro, algumas pessoas não gostam de ser abraçadas , e mesmo para pessoas sensíveis, as respostas provavelmente variam dependendo de quem o abraço vem. Mesmo que os resultados atuais sejam preliminares, Murphy diz que eles fornecem uma razão convincente para alcançar, literalmente, os entes queridos que podem estar com dificuldades.

“Abraços, pelo menos entre os próximos, podem ser uma forma simples, direta e eficaz de mostrar apoio a alguém de quem você gosta e que está em conflito com um relacionamento em sua vida”, diz Murphy.

Texto traduzido da revista TIME Health

“Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”

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“Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

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Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

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Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

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Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.”

Dr. Drauzio Varela

“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.

Não deixe um chefe ruim arruinar a sua carreira

Há inúmeras evidências que apontam que chefes tóxicos podem destruir o moral, bloquear o trabalho em equipe e arruinar a carreira de um indivíduo. É possível sobreviver e trabalhar para um patrão assim?

Primeiro, você precisa saber o que é um chefe tóxico. Ele tem aquele perfil no qual:

  • é rápido, e afiado, para criticar e morto para elogiar;
  • remete-se aos colaboradores com a intenção de humilhar, em vez de treinar e orientar;
  • leva todo o crédito por bom trabalho em equipe, mas a culpa quando há qualquer fracasso;
  • mantém alta rotatividade de funcionários;
  • promove a hostilidade dentro da equipe.

Se todas essas características lhe soam familiar, então você pode estar imerso em uma situação tóxica. Casos assim podem acontecer, fazem parte do dinamismo da vida, mas o importante é não permitir que toda essa negatividade arruine sua carreira. Como? Aqui estão algumas dicas:

1 Faça um trabalho excelente

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Certamente você será distraído pelo chefe venenoso e, neste caso, é criticamente importante continuar concentrando-se em fazer o seu trabalho dando o melhor de suas habilidades. Não deixe que um chefe ruim derrube seus padrões. Continue satisfazendo as necessidades da empresa, cumpra prazos, documente ideias e mantenha um bom relacionamento com seus colegas de trabalho e clientes.

Se alguém lhe agradecer pelo seu trabalho, pergunte se ele estaria disposto a documentar a sua satisfação. Procure outras formas para obter feedback positivo, uma vez que você não o receberá de seu gerente. A ideia é fazer com que todos, dentro e fora da empresa, vejam o trabalho excelente que você realiza, fazendo com que a negatividade de seu chefe tenha pouco efeito quando comparada com a experiência positiva de todos os outros.

Em essência, o conselho é ignorar o chefe e marchar com integridade e competência. Se você esperar tempo o suficiente, pode ter sorte e seu chefe tóxico sair do seu pé!

2 Encontre outro emprego

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No entanto, se você esperou tanto tempo quanto pode e não foi capaz de gerir o stress do ambiente de trabalho hostil, pode ser a hora de seguir em frente e tentar algo novo.

Estudos têm mostrado que trabalhar para um chefe ruim pode dobrar o risco de ter um ataque cardíaco. É preciso um pouco de esforço para uma procura ativa de emprego, – especialmente se você está saindo de uma experiência com um chefe tóxico – mas tenha em mente o quanto melhor você estará em uma nova posição.

Se você está desatualizado, recomenda-se ativar seus contatos de imediato. No mínimo, tornar público que você está aberto a novas oportunidades, tanto interna quanto externamente. Só tome cuidado para não mencionar que a razão pela qual você quer mudar é livrar-se do seu chefe tóxico. Você deve ser diplomático e não queimar todas as pontes. Basta dizer que está pronto para novos desafios.

3 Converse com seu chefe

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E se você não pode tolerar seu chefe tóxico, mas mudar de emprego também não é uma opção? Digamos que você tenha um trabalho que realmente ama e o único problema seja seu chefe.

Se você quiser salvar o seu trabalho atual, pode querer arriscar e conversar com seu gerente, para que ele ou ela saiba que o seu comportamento é prejudicial e humilhante. Tente ser o mais neutro possível ao descrever a situação.

A ideia não é acusar seu chefe, mas trazer à tona os comportamentos e as possíveis consequências. Nunca se sabe, os chefes podem simplesmente não ter conhecimento do comportamento e do efeito que têm sobre você.

Se seu gerente reagir mal ao confronto ou se o comportamento persistir ou piorar, agende uma reunião com o superior ou com os recursos humanos. Contudo, tenha em mente que você pode não obter o apoio que precisa e deve estar pronto para sair, se necessário. É lamentável, mas pode ser a única opção possível.

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E não importa qual opção você escolha para a sua situação particular, apenas certifique-se de :

Documentar todas as conversas. Sempre que tiver uma conversa difícil no trabalho, documente o que aconteceu. Depois de qualquer reunião com o seu gerente, envie um e-mail em seguida para recapitular a discussão. Mantenha-se profissional.

Em segundo lugar, para seus próprios registros, documente todas as discussões que tiver com o seu gerente, sejam boas ou ruins. Registre a linguagem utilizada. Documente datas, horários e quem mais estava presente durante a interação. Você pode, eventualmente, precisar mostrar essa documentação para os superiores, caso se torne necessário.

Não deixe que um chefe tóxico lhe jogue para escanteio! Se você pode encontrar uma situação melhor, siga em frente. Se optar por ficar, faça o seu melhor trabalho e levante-se para si mesmo. Você pode, sim, ter uma carreira bem sucedida apesar de trabalhar para um chefe ruim.

É possível ser feliz sozinho?   

Uma reflexão para quem está às voltas se lamentando por estar sozinho(a) e deixando de aproveitar a melhor companhia, que é a sua própria. Ame-se, respeite-se e não tenha medo de ser feliz. Sozinho(a) ou acompanhado(a), a responsabilidade da felicidade não muda: continua sendo sua! #reflita

Texto de autoria da psicóloga Cláudia Morais

“Olhe à sua volta. Quem são as pessoas mais felizes que conhece? Como é que elas vivem? São casadas, solteiras, viúvas ou divorciadas? E como é que você sabe que essas pessoas são REALMENTE felizes?

Crescemos inundados de histórias de amor romântico que acabam por moldar a nossa percepção da felicidade. Ao ponto de muitos de nós se convencerem de que só é possível ser feliz a dois. Um dos problemas que decorrem deste pensamento irracional é a busca permanente de um parceiro, como se uma má companhia fosse melhor do que estar sozinho. Algumas pessoas sofrem deste mal – colecionam maus relacionamentos porque têm medo de estarem sozinhas.

Sem iludir ninguém: os estudos mostram que as pessoas mais felizes são aquelas que têm um companheiro. Em rigor, as pessoas mais felizes são as casadas. Mas atenção: isso só é verdade para aquelas que se sentem satisfeitas no casamento. Na prática, o casamento não só não é garantia de felicidade como, se se tratar de um mau casamento, também é garantia de infelicidade.

Se as pessoas insatisfeitas com o seu casamento (ou relação amorosa) são mais INFELIZES do que os solteiros, os viúvos ou os divorciados, por que teimamos em fugir a sete pés da solidão? Por que é que há pessoas que se desesperam perante a ideia de estarem solteiras? Por que é que alguns olham de lado para quem assume que prefere estar só?

A verdade é que é o medo do desconhecido que, muitas vezes, nos impede de fazer as escolhas certas. Até um dia. Até ao dia em que uma ruptura amorosa nos empurra para uma situação nova. E depois da dor surge uma admirável tranquilidade que nos faz apreciar a vida e os outros laços afetivos de uma forma diferente.

Há pessoas que se sentem muito bem sozinhas. Há até quem se sinta incrivelmente feliz nessa condição, por mais que isso seja gerador de incredulidade.

A maior parte dessas pessoas está sozinha a título temporário. É uma questão de tempo até que voltem a amar, a comprometer-se. Mas, às vezes, passam-se anos – 2, 3, 4, 5 anos! – até que isso aconteça. E, nesse período, conseguem ser estupidamente felizes. Precisamente porque reaprenderam a explorar outros laços afetivos, porque usufruem de total controle sobre as suas vidas e, fundamentalmente, porque não estão dispostas a comprometer-se com quem não as mereça. E essa é uma escolha emocionalmente inteligente.

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A maior parte das pessoas é mais feliz se viver uma relação amorosa que seja geradora de satisfação. Mas a resposta à pergunta que dá título a este texto é: SIM! É possível ser feliz sozinho. E, às vezes, estar sozinho é a escolha mais inteligente para que, mais cedo ou mais tarde, se possa voltar a amar.”

Como ser feliz aplicando a Gratidão

A gratidão é um estado de espírito. E como cada estado de nossa mente, ela pode ser treinada e conscientemente adotada. A gratidão não é sobre o que é verdade numa dada situação; mas, trata-se de como você reage emocionalmente com a situação.

No entanto, sua resposta vai mudar o mundo real. Como regra geral, a raiva, o rancor, a frustração e todas as emoções relacionadas colocam-no em um horrível estado de espírito. E, claro, as decisões tomadas a partir desse lugar são, geralmente, muito ruins.

O copo meio cheio (ou mesmo 10% completo)

Quando você está em um bom estado de espírito, toma as melhores decisões. Isso porque se sente mais criativo, gera melhores opções e escolhe de forma mais racional. A gratidão, em particular, está poderosamente correlacionada com a felicidade, saúde e bem-estar geral.

Dar graças pelo copo 10% cheio (nem precisa ser a metade) vai lhe deixar mais feliz do que com os 90% vazio, que trarão irritação, e você estará em um quadro mental mais poderoso para investir seus esforços em conquistar um copo mais completo do que 10%.

A gratidão é uma habilidade

Você pode aprender a ser grato simplesmente praticando. Pegue um pedaço de papel e liste 10 coisas pelas quais você é grato. As coisas podem ser enormes (como uma herança) ou pequenas (ter alimento à mesa). Encontre coisas que lhe despertem gratidão e passe alguns segundos sentindo-se realmente grato por cada uma delas. Apenas deixe-se absorver pelo sentimento. Pronto! Você acabou de começar a praticar a gratidão.

Repetindo esse processo algumas vezes, você partir para a prática do vidro 10% cheio. Anote algumas coisas que lhe incomodam, frustram ou despertam raiva. Em seguida, reflita sobre cada um deles até que possa encontrar alguma situação para ser grato.

Se você ficou com raiva porque o carro emperrou no meio do caminho para o trabalho, você pode agradecer por ter tido tempo suficiente para pisar no freio e não ferir ninguém. Lembre-se: não se trata de encontrar o que é verdadeiro; trata-se de descobrir no que você pode ser grato, o que vai ajudá-lo a encontrar um estado de espírito com mais recursos positivos.

Use a gratidão com as pessoas que você ama

Se você quer turbinar o seu relacionamento, melhorar como casal, como família ou parceiro, tente praticar a gratidão. Invista 10 minutos antes de ir dormir listando as 10 coisas pelas quais você é grato em relação à outra pessoa.

Faça um exercício: primeiro você diz o motivo da sua gratidão e então o outro conta o seu. Alterne até que tenha declarado essas 10 situações em que você é grato para com o outro. Em pouco tempo, você verá seu relacionamento cada vez melhor. Mantenha essa prática leve e divertida. Pesquisas mostram que você só precisa de 2 ou 3 sessões por semana para obter o efeito completo da gratidão.

A gratidão transforma e tudo é mental. Ao concentrar-se nas coisas pelas quais você deve ser grato, estará colocando-se em um poderoso lugar mental para melhorar as coisas.

Um copo pode ser verdadeiramente 90% vazio, mas ser grato para os outros 10% que estão cheios dá-lhe uma vida mais feliz, mesmo durante o seu árduo trabalho para preencher o resto.

Pratique a gratidão explicitamente, mesmo depois que encontrar motivos para agradecer pelas coisas que lhe incomodam. Faça com o seu parceiro ou membros da família (filhos, pais, irmãos) duas vezes por semana e revolucione sua maneira de seu relacionar.

Trabalhe menos na ideia, faça mais, e tenha uma vida ótima!

Texto original em Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog.