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Como encontrar o equilíbrio? Os caminhos para uma vida saudável

Conteúdo original Revista Suplementação

Não é de hoje que as pessoas procuram por soluções rápidas e fáceis para emagrecer. Seja excluindo algum alimento, comprando o produto do momento ou apostando em dietas milagrosas. Porém, é necessário entender que manter-se saudável depende de diversos fatores.

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“O segredo para obter resultado é permanecer na dieta por mais tempo, então a dica é encontrar maneiras que você goste, experimente novos temperos, novas maneiras de preparar os alimentos, ou então sobremesas que possam matar a sua vontade de comer doces, como essa que eu adoro, que está 100% dentro da dieta” – Carol Saraiva.

Segundo o endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Marcio Mancini é fácil culpar determinados alimentos por problemas de saúde, como é o caso do açúcar e a obesidade.

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Outros mitos sobre o ingrediente e sobre alimentação saudável circulam em diversos canais, porém, é necessário ter em mente a importância do equilíbrio. “Muita gente perdeu o contato com o ato de comer, pois vigora um olhar ‘funcional’ que desumaniza a comida e enxerga os alimentos somente como fonte de nutrientes. A alimentação é muito mais que isso”, explica o médico.

De acordo com o especialista “sem os carboidratos, o corpo fica mais cansado, pois não está recebendo sua principal fonte de energia, a glicose, responsável também pela liberação do neurotransmissor serotonina que traz a sensação de bem-estar. Já a restrição da ingestão de gorduras pode interferir na reserva energética que protege o corpo das alterações de temperatura, na produção hormonal e das membranas celulares”.

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Para manter o corpo e a mente saudáveis o ideal, seja para emagrecer ou manter o peso é a reeducação e o equilíbrio alimentar, junto à prática de exercícios físicos e um sono adequado. Segundo o Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, é possível abarcar tudo dentro de uma dieta saudável, seja um doce, uma batata frita ou uma cerveja.

O importante é não sentir culpa e lembrar de manter o equilíbrio e se exercitar sempre. “As pessoas precisam resgatar o prazer de comer. Mais importante do que seguir dietas da moda é conhecer o próprio corpo e suas necessidades, suprindo-as de maneira adequada e equilibrando sempre as calorias ingeridas e as gastas”, indica o nutrólogo.

“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.