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Experimentando a Fitoterapia

Quando entendemos o real significado de ser saudável, a vida toma uma proporção diferente. Passamos a ter consciência de tudo que nos cerca e pode afetar o funcionamento do nosso corpo e, consequentemente, da nossa saúde. Comigo foi assim. Sem neuras. Apenas um despertar.

E, é claro, a partir daí, o cuidado com a preservação do bem estar por completo tornou-se constante. Mantenho-me atenta ao consumo diário de água, a ter uma alimentação mais diversificada o possível, à prática regular de exercícios e também à rotina médica. Ao compreender que o corpo é o meu instrumento para a vida, busco deixar a ‘casa em ordem’.

É engraçado como nós nos acostumamos com o anormal. Já reparou?! De repente, um dia, começamos a ter uma tosse, que se torna nossa e vai ficando – sem porquê. Uma fungadinha, uma coceira, alguma coisinha que foge ao normal, mas que acaba se acomodando e fazendo parte da nossa rotina.

Toda a vida eu sofri com o trato respiratório. Tive bronquite quando criança (decorrente da amamentação – minha ama de leite era fumante), com crises fortíssimas, e  e, neste período, consigo contar nos dedos de duas mãos quantas vezes funguei e/ou espirrei. Poderia chamar de milagre, se não fosse medicina.

O que é fitoterapia?*

“O termo fitoterapia tem origem grega, no qual fito (phyto) significa “vegetal” e terapia (therapeia) quer dizer “tratamento”. A fitoterapia é a utilização das plantas para tratamento de doenças e recuperação da saúde.

Pode-se considerar medicamento fitoterápico toda preparação farmacêutica (extratos, pomadas e cápsulas) utilizando como matéria-prima partes de plantas (folhas, caules, raízes, flores e sementes) com reconhecido efeito farmacológico.

A fitoterapia é considerada uma especialidade médica, que é tratada na área da medicina alopática, ao contrário da homeopatia e da acupuntura, que são terapias alternativas. Diversas pesquisas científicas realizadas comprovam que o “tratamento vegetal” oferece soluções eficazes e mais baratas para o tratamento de doenças.”

A experiência

Essa terapia era desconhecida para mim. Soube por intermédio de uma amiga que conhecia o local que a oferece: uma casa religiosa de beneficência, que atua há mais de 30 anos (aqui na minha cidade e em mais outras da região) na oferta de serviços gratuitos nas diversas áreas, incluindo a cura.

O processo é totalmente sem qualquer custo, do atendimento à medicação. Meu tratamento resume-se a quatro frascos de preparado medicinal, ministrados de duas em duas horas, durante todo o dia, das 8h às 22h, diluídos em água, e uma pomada (a base de eucalipto) para aplicação tópica, nas narinas, duas vezes ao dia.

Além disso, passei pela auriculoacupuntura com a aplicação de sementes de mostarda. É uma espécie de reflexologia na orelha. Não é utilizado qualquer tipo de agulha ou procedimento invasivo: cada sementinha é direcionada por pinça esterilizada e fixada no ponto exato por fita microporosa. Não senti dor, apenas um leve incômodo e um pouco de coceira em alguns dos pontos, esporadicamente. 

A experiência me surpreendeu muito. O resultado tem sido super positivo. Jamais imaginaria, se ouvisse falar, que seria um tratamento tão eficaz, ainda mais em um problema crônico – com tendência a agravar com as temperaturas mais baixas. Eu estava em um nível no qual apenas uma dose de antialérgico já não me surtia efeito. Não podia passar perfume sem crise de espirro e qualquer odor diferente desencadeava em crise. Durmo muito melhor e acordo sem congestionamento nasal. Quem é do time da rinite sabe bem a magnitude disso! 😥

Não faço o tipo alternativa não, tá?! Porém, acredito em alternativas quando o tradicional já não funciona mais como deveria. E a vantagem é que a fitoterapia não me surtiu qualquer efeito colateral, ao contrário da medicação comum – que me deixa extremamente sonolenta. O conselho é: quem tiver a possibilidade, experimente! Procure saber onde é oferecido o serviço na sua cidade, converse com seu médico. A alopatia tem sido cada vez mais difundida e recomendada pela medicina, tanto como terapia de apoio quanto como tratamento principal, para pacientes com sensibilidade nos órgãos de drenagem (rins e fígado) e que não suportam alta quantidade e/ou concentração de medicação.

Aqui em Santos, o atendimento é mensal, na Zona Noroeste da cidade, sempre aos sábados, das 9h às 11h. Quem for da região e arredores e tiver interesse, sinta-se a vontade para me contatar e obter todos os dados. 😉

*Fonte: Bem de Saúde

Rinite: conheça os tipos e saiba como tratá-los

Artigo da Dra. Rosane Bleivas Bergwerk, alergologista e imunologista, para Minha Vida.

A rinite vasomotora pode ser definida por um estado de hiperreatividade (reatividade aumentada) a estímulos não específicos, como mudança de temperatura ambiente e umidade, odores fortes – como perfumes, cloro e solventes – ou irritantes, como fumaça de cigarro. Esses fatores funcionam como um gatilho para desestabilizar o sistema nervoso autônomo levando a uma hiperreatividade da mucosa nasal.

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Atualmente a rinite vasomotora é conhecida como rinite idiopática. Descobriu-se posteriormente que o componente vasomotor não era o único mecanismo fisiopatológico deste tipo de rinite. Além do mais, esse componente não está presente unicamente neste tipo de rinite, mas em todos em maior ou menor grau. Ela é classificada como idiopática por não se conhecer a sua causa e os fatores desencadeantes serem inespecíficos. Geralmente acomete adultos entre os 40 e os 60 anos.

A rinite alérgica é definida como inflamação da mucosa nasal com sintomas de obstrução nasal (entupimento nasal), espirros, prurido nasal (coceira no nariz) e/ou rinorreia aquosa (coriza). É uma doença de natureza genética mediada por um anticorpo denominado IgE e os sintomas acontecem após exposição a diversos alérgenos, como ácaros da poeira, fungos, baratas, pólens e epitélios de gatos e cães.

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rinite alérgica pode ser desencadeada ou agravada também pela exposição à mudanças bruscas de clima, inalação de irritantes específicos (odores fortes, gás de cozinha, fumaça de cigarro, ar frio e seco) em indivíduos predispostos. Nos casos de rinite alérgica, há uma história familiar positiva para alergia e os testes alérgicos são positivos, com dosagens de IgE total que podem ser aumentadas e IgE específica positiva.

Na rinite idiopática, tanto a história familiar para alergia como os testes alérgicos são negativos, com IgE total normal e IgE específica negativa. Os fatores desencadeantes são os já citados.

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Na rinite alérgica o paciente pode apresentar qualquer um desses sintomas: obstrução nasal, coriza, espirros e/ou prurido nasal. Na rinite idiopática há obstrução nasal, que é o fator mais importante, gotejamento nasal posterior e rinorreia (coriza) abundante. Geralmente espirros e prurido nasal não estão presentes.

O tratamento da rinite idiopática consiste na aplicação de corticosteroide tópico nasal por determinado período com acompanhamento do especialista alergista ou otorrinolaringologista. O objetivo é de melhorar a obstrução nasal e secundariamente a rinorreia e o gotejamento nasal posterior. Pode-se utilizar em sintomas agudos anti-histamínico oral com descongestionante. Em casos mais graves de obstrução nasal um período curto de corticosteroide oral pode ser necessário.

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No tratamento da rinite alérgica pode-se utilizar corticoesteroides nasais tópicos, anti-histamínicos orais e imunoterapia específica injetável ou sublingual, além de orientação de higiene ambiental.

A doença não tem cura, mas é possível obter o controle com medicamentos tópicos preventivos e tentar evitar, dentro do possível, os fatores desencadeantes.