Nas mãos, uma fonte de vitalidade

Conteúdo original Bons Fluidos Digital

Segundo os Vedas, livros que guardam sabedoria indiana, a natureza é composta de cinco elementos – água, terra, fogo, ar, espaço – que, assim como os planetas, tem influência sobre o funcionamento dos nossos órgãos vitais, representados por cada um dos cinco dedos. Quando esses elementos estão em equilíbrio, gozamos de plena saúde. A doença é resultado da desarmonia.

Os mudras, gestos específicos capazes de reequilibrar os centros energéticos do corpo, ajudam a reequilibrar os elementos e chacras. “Ao tocar a ponta do dedo relacionado a um deles. “Ao tocar a ponta do dedo relacionado a um deles com a ponta do polegar dessa mão, você ativa vários tipos de energia e as harmoniza”, diz a terapeuta Márua Roseni Pacce.

O polegar se relaciona ao elemento fogo, rege o plexo solar (região da boca do estômago e o abdômen). O indicador representa o elemento ar e relaciona-se ao coração. O dedo médio concentra as energias do espaço, que regem a garganta. O anular simboliza o elemento terra, que tem sua energia concentrada na região pélvica. O dedo mínimo rege o elemento água, os rins, os ovários e as gônadas.

Mesmo no frio, excesso de sono pode ser sinal de alerta

Conteúdo original Revista Suplementação

Que o frio do inverno faz um convite irresistível para uma cama quentinha e um filme, todo mundo sabe. No entanto, a vontade permanente de querer dormir ou até mesmo de ficar deitado pode ser um alerta emitido por nosso organismo. Quem dá o aviso é o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo ele, é normal sentir vontade de se jogar na cama depois de um dia todo fora de casa, mas todo o excesso precisa ser bem observado. “Sentir aquela fadiga incompreensível por vários dias consecutivos é sinal de que algo não vai bem com sua saúde. Quando digo saúde, me refiro tanto a saúde física como mental”, afirma.

O especialista elenca que sedentarismo, desequilíbrio hormonal, má alimentação, estresse e sono acumulado são alguns dos problemas que contribuem para o cansaço. “Se não tratado, pode provocar baixa autoestima, enxaquecas e até outras doenças no organismo como psoríase e gastrite,”, revela.

A alimentação bem regulada é, para o médico, a melhor alternativa para despistar e evitar sintomas da fadiga. “O grande segredo de nosso corpo é respeitá-lo e isso começa com uma dieta saudável, que reequilibre nossas funções vitais, valorizando sempre a alimentação rica em frutas e verduras frescas”, lembra.

Além disso, continua, praticar exercícios físicos e relaxar pode não só ajudar como também prevenir o problema. “Em todo caso, sempre é bom procura uma avaliação médica, já que cada corpo é um universo”, ressalva.

Fonte: Theo Webert

Compare cebolinha, alho-poró e salsa

Conteúdo original Saúde Abril

O trio guarda semelhanças que vão além do visual e da utilidade na cozinha. “Esses alimentos possuem magnésio e potássio, importantes para a saúde do coração“, diz a nutricionista Marina Pioltine, da capital paulista. Mas não vá considerá-los grandes fontes dessas substâncias. “Isso porque tendem a ser utilizados como temperos“, nota a profissional. Ora, é difícil comer 50 gramas desses ingredientes de uma só vez – quantidade que poderia ofertar doses interessantes de nutrientes.

De qualquer forma, Marina acredita que o consumo de salsa, cebolinha e alho-poró precisa ser incentivado entre os brasileiros. “Todas as necessidades nutricionais são atingidas quando se tem uma alimentação variada”, ensina. E ressalta que o trio deveria visitar especialmente a mesa de quem tem hipertensão ou se preocupa com ela. “Falamos de temperos que são bons substitutos do sal“, garante. Ou seja, enriquecem o paladar sem cobrar um preço à saúde.

Energia

Cebolinha – 10 cal
Alho-poró – 16 cal
Salsa – 16,5 cal

Carboidratos

Cebolinha – 1,7 g
Salsa – 2,8 g
Alho-poró – 3,4 g

Fibras

Cebolinha – 1,8 g
Alho-poró – 1,2 g
Salsa – 0,9 g

Magnésio

Cebolinha – 12,5 mg
Salsa – 10,5 mg
Alho-poró – 5,5 mg

Potássio

Salsa – 355 mg
Alho-poró – 112 mg
Cebolinha – 103 mg

Vitamina C

Salsa – 25,8 mg
Cebolinha – 15,9 mg
Alho-poró – 7 mg

(Os valores se referem a 50 gramas do alimento)

Placar Saúde

Cebolinha 4 x Alho-poró 0 x Salsa 2


Fonte: tabela brasileira de composição de alimentos (TACO/UNICAMP)

Como comprar, guardar e consumir castanhas e outras oleaginosas

Conteúdo original Saúde Abril

São muitas as vantagens proporcionadas pelas oleaginosas: prevenção de câncer,  males do coração, mortalidade por diabete e Alzheimer… Veja abaixo as melhores maneiras de colocar as nuts na rotina e garantir todos os benefícios que elas promovem.

Montando o estoque

  • É comum encontrar nuts já salgadas ou com cobertura açucarada. Evite essas versões – priorize sempre os tipos naturais.

  • Preste atenção ao comprar a granel. O produto pode estar exposto há um tempão. Pergunte a validade para o vendedor.

  • Caso aposte na castanha de caju crua, esquente um pouco no forno. Isso reduz a umidade e o risco de contaminação.

  • O mais seguro mesmo é adquirir as oleaginosas que estejam embaladas – se for a vácuo, um tanto melhor.

  • Em casa, guarde as nuts na geladeira. Ali, elas ficam longe de luz e calor, capazes de causar a perda de características boas.

  • Pretende levar um potinho de oleaginosas ao trabalho? Nesse pequeno intervalo não há problema em deixá-lo fora de refrigeração.

Fontes: Bárbara Rita Cardoso, nutricionista da Universidade de São Paulo, e Francisco Paiva, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical

Crie seu mix diário

  • Você pode comer, a cada dia, 30 gramas de alguma variedade específica (exceto a castanha-do-pará). Só tem que variar.

  • Vai de mix? Pois 1 castanha-do-pará, 4 amêndoas, 2 nozes, 10 amendoins e 2 castanhas de caju somam 30 gramas, por exemplo.

  • Em geral, as nuts têm sabor neutro e, por isso, combinam com pratos doces e salgados. Teste na receita do pão e também no iogurte.

  • É possível recorrer a castanhas e nozes para preparar pastinhas. Elas ficam bacanas com torradas e em sanduíches.

  • Outra dica legal é triturar as oleaginosas e usar esse farelo como crosta de carnes. Ou ainda incluir lascas na salada e no arroz.

  • Misture as nuts às frutas secas. Esses itens se completam em termos de nutrientes – e garantem energia por mais tempo. 

Fontes: Aline David, nutricionista do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, e Nadine Marques, nutricionista da RG Nutri Consultoria de Nutrição, em São Paulo

Festa junina saudável? É verdade!

Conteúdo original Saúde Abril

Embora todas as comidas típicas das festas juninas encham os olhos, algumas se sobressaem quando se fala de benefícios nutricionais. Destaque para o milho, que, cozido ou em forma de pipoca ou pamonha, oferece carboidratos — nossa principal fonte de energia —, vitaminas do complexo B, minerais, fibras e antioxidantes.

Mas isso não significa que o exagero está liberado, como reforçou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo em um comunicado à imprensa. “É preciso ter moderação. Se houver possibilidade, vale preparar tais receitas em casa”, disse Etelma Maria Mendes Rosa, nutricionista da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro). Abaixo, o caminho da roça:

Milho verde

Consuma assado ou cozido e economize o sal e a manteiga para não pesar na balança e no coração.

Pipoca

Esqueça a versão industrializada, repleta de sódio e gordura pouco saudáveis — esses nutrientes fazem a pressão decolar e a barriga crescer. Além de utilizar pouco óleo e sal no preparo convencional, experimente colocar a mesma medida em colheres (sopa) de milho e água em um recipiente de vidro. Aí cubra-o com papel filme e, em seguida, faça mais ou menos 20 furinhos com um palito de dentes na superfície. Leve ao micro-ondas por 10 minutos.

Curau e pamonha

Evitar a manteiga, a gordura vegetal e o leite de coco ajuda a reduzir as calorias desses quitutes.

Bolo de milho

Reduza o açúcar da receita pela metade e dê preferência aos óleos vegetais. No fogo, esses extratos demoram mais tempo para gerar compostos nocivos ao organismo, caso do glicerol, em comparação com a manteiga, a margarina e a gordura vegetal.

Arroz doce e canjica

Assim como o milho, esse cereal oferta doses generosas de carboidrato. Tente não pesar a mão no açúcar e dispense o leite condensado dentro do possível. Outra boa dica para dar um sabor especial a essas receitas é adicionar raspas de laranja ou canela.

Cuscuz

Incremente a farinha de milho com legumes, ovos e atum ou sardinha para deixá-la mais nutritiva. Os peixes em questão, por exemplo, contém gorduras que ajudam a estabilizar o colesterol.

Pinhão

A semente da araucária esbanja minerais e fibras, mas é calórica. Cozinhe-a somente em água e tenha cuidado com os excessos – 100 gramas de pinhão representam cerca de 174 calorias.

Batata-doce

Outro bom fornecedor de carboidrato, esse tubérculo pode ser levado ao forno por aproximadamente 50 minutos como alternativa à fritura ou até mesmo ao cozimento na hora de variar o cardápio.

Vinho e quentão

Contêm álcool e, por vezes, adição de açúcar. Aprecie com moderação ou invista em uma versão caseira com suco de uva integral e outras frutas (abacaxi, maçã, maracujá…), gengibre, casca de laranja e especiarias, como canela e cravo-da-índia.

Alimentos que podem substituir o feijão

Conteúdo original Minha Vida

O feijão é um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros. Não é a toa, ele é rico em nutrientes essenciais, como vitaminas ( a maior parte de complexo B ), ferro, cálcio, zinco, magnésio, que estão presentes em quantidades que podem substituir os produtos animais, de acordo com a nutricionista Andréa Marim, especialista em nutrição clínica.

Além disso, a mistura arroz com feijão traz uma combinação que une todos os aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não produzimos em nosso organismo e precisamos obter na alimentação, como lembra a nutróloga Sandra Lúcia Fernandes, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Apesar de ser um alimento muito popular no Brasil e conter muitos nutrientes, é bem verdade que o preço do feijão não está dos mais convidativos. Por isso, selecionamos uma lista de alimentos com alto potencial nutricional para que você tenha outras opções para levar para a casa sem descuidar da saúde.

Alimentos parecidos com o feijão

As leguminosas estão entre as opções de alimentos que podem substituir o feijão. O grão-de-bico é um alimento rico em fibras, triptofano, substância que aumenta a produção de serotonina. Além disso, assim como o feijão o grão-de-bico é rico em ferro.

A lentilha também é uma boa escolha para substituir o feijão entre as leguminosas. ela é composta por carboidratos complexos, fibras, cálcio, ácido fólico, vitamina B6, magnésio, ferro, e triptofano.

No entanto, a nutróloga Sandra Fernandes lembra que misturar essas outras leguminosas com arroz não traz um casamento proteico tão completo como o feijão, mas a substituição ainda é válida.

Alimento com os nutrientes do feijão

Além das leguminosas, existem outras opções de alimentos que podem se assemelhar ao feijão em relação aos nutrientes.

Ferro

O ferro é um dos nutrientes carro-chefe do feijão, e pode ser encontrado em alguns alimentos estratégicos: “gema de ovo, cereais, lentilha, espinafre, carnes, peixes e vegetais verdes”, lista lembra a nutricionista funcional Regina Moraes Teixeira, especialista em reeducação alimentar.

O ferro é muito importante para a formação da hemoglobina, substância que dá a coloração avermelhada às hemácias e ajuda no transporte de células e oxigênio por todo o corpo, fazendo com que todo o organismo funcione corretamente. Sua ausência é a principal causa de anemia.

Proteínas vegetais

As proteínas vegetais não são encontradas apenas na mistura arroz com feijão. A soja e seus derivados, as oleaginosas (como amendoim, gergelim e castanhas), cereais integrais (como quinoa e aveia), vegetais (como brócolis, vegetais verde escuros, abacate, coco, batata), algas e cogumelos são alguns exemplos de alimentos que contém proteínas.

“Os cogumelos possuem quantidade de proteína e nutrientes que podem ser comparadas às da carne e do leite”, ressalta a nutricionista Andréa. Já algumas algas podem ter o dobro de proteínas do que alguns cortes de carne, como a alga nori.

Essas proteínas são importantes para a formação do organismo, já que servem como matéria prima para a construção de todas as estruturas do corpo.

Fibras

Alimentos de origem vegetal são ricos em fibras. “Frutas com bagaço, verduras, legumes, farinhas (como a de linhaça, banana verde, etc), chia, quinoa são os principais exemplos”, enumera Regina Teixeira.

As fibras ajudam a melhorar o trânsito intestinal e também desaceleram a digestão do açúcar e do colesterol nos alimentos, ajudando na prevenção de doenças como o diabetes e colesterol alto. Além disso, elas ajudam a ter mais saciedade.

Zinco

Existem diversos alimentos que contém tanto ou mais zinco do que o feijão: ostras, camarão, carne de vaca, frango e de peixe, fígado são alguns deles. Para quem prefere itens vegetais, o gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos também contém boas quantidades do mineral.

O zinco atua em diversas frentes no corpo humano: “ele colabora para produção dos cabelos e também na defesa do corpo, já que os leucócitos precisam deste mineral”, explica a nutróloga Sandra. 

Magnésio

O magnésio está presente em diversos alimentos, como castanhas, semente de linhaça, banana, abacate, figo seco, milho, grãos integrais, cacau, soja e alcachofra. Mas de acordo com a nutricionista Regina, os mais ricos nesse nutriente e que chegam a superar o feijão são as sementes de abóbora e girassol e as frutas secas.

O magnésio é um nutriente importante para a contração e relaxamento muscular, produção e transporte de energia e produção de proteínas.

Ácido fólico (vitamina B9)
O ácido fólico está presente em diversos alimentos de origem animal e vegetal. Os destaques são as verduras verde escuras, como o espinafre e o brócolis, nozes e a carne do fígado.

A vitamina B9 é muito importante na gravidez, já que previne malformações do tubo neural do feto, principalmente quando consumida no primeiro trimestre. “O ácido fólico também é extremamente importante para formação do DNA e RNA, formação genética que serve como produção de células novas e na formação dos glóbulos vermelhos”, considera Regina.

O alívio pela música

Conteúdo original Isto É

O gerente de sistemas paulista Rodrigo Pereira, 40 anos, é doador assíduo de sangue. Na manhã da quarta-feira 3, quando se preparava para mais uma doação no Banco de Sangue do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, surpreendeu-se com uma oferta singela no gesto, mas intensa no resultado. Foi convidado a ouvir música enquanto passava pelo procedimento. Ao som de “Passarinhos”, de Emicida, o processo foi bem mais gratificante do que costuma ser. A canção é dessas que alegram qualquer alma e, no caso de quem está fazendo uma boa ação, como Rodrigo estava, alegra ainda mais. “Foi um relax”, conta. “Até esqueci que tinha uma agulha no meu braço.”

A iniciativa faz parte de um projeto recém-iniciado na instituição paulista cujo objetivo final é identificar com precisão científica os benefícios que a música traz no cuidado com o corpo. A investigação está alinhada com uma vertente crescente de pesquisas que pretendem aprofundar os efeitos sobre a saúde de métodos complementares, como o uso da música ou das artes plásticas.

Para quem ainda encara abordagens assim com preconceito, a ciência responde com evidências cada vez mais sólidas de que elas têm espaço real no bem-estar das pessoas. Uma das provas recentes foram os resultados de uma revisão de 52 estudos a respeito de câncer e música feita na Drexel University, nos Estados Unidos. A principal conclusão foi a de que ouvir música melhora muito a qualidade de vida dos pacientes. “O bem-estar e o prazer influenciam positivamente a recuperação dos pacientes”, afirma o cirurgião gastrointestinal Sidney Klajner, presidente da instituição paulista.

EFEITO MOZART

Em sua iniciativa, o Albert Einstein criou vinte playlists com base em sugestões dos seus profissionais de saúde, curadores do serviço de streaming de música Spotify e nas certeiras considerações do maestro Walter Lourenção. Aos 87 anos, o músico contribuiu para a seleção das canções eruditas que tocam na sala de Hemodinâmica, onde são realizados procedimentos como a colocação de stents (dispositivos para desobstruir artérias). Foi uma contribuição preciosa.

Era costume da equipe médica ouvir música em som ambiente, e o paciente acabava escutando também. Em uma dessas vezes, o paciente era o maestro. Foi tudo muito bem, ele agradeceu ter podido ouvir também, mas fez uma observação. Na trilha, estava um réquiem, peça feita para homenagear alguém que morreu, para que descanse em paz. Considerando a situação, não seria de fato uma boa escolha.

Hoje na playlist da Hemodinâmica não há mais réquiem. Há preponderância de clássicos que evocam sentimentos positivos, como as em tom maior. Esses causam o chamado efeito Mozart, em referência à obra do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. “E são todas instrumentais. Árias, coros e duetos podem incomodar um pouco”, diz o cardiologista – e guitarrista – Adriano Caixeta.

O outro serviço no qual os pacientes do Einstein são convidados a escutar uma trilha enquanto se submetem aos procedimentos é o do exame de ressonância magnética. Quem já passou por um desses sabe o quanto ele pode ser desconfortável por causa do barulho e da sensação de claustrofobia que provoca em muita gente. O paciente escolhe a playlist e a ouve por meio de um fone especial acoplado ao aparelho. Era a primeira vez da paulista Francisca Lemos, 47 anos, na máquina. Estava lá para investigar a origem de sua dor nas costas. Francisca pôs para tocar Roupa Nova, uma das bandas de maior sucesso nos anos 1980. “Acabei me sentindo bem melhor”, diz.

Por enquanto, os estudos ainda não estão desenhados (precisam, por exemplo, serem submetidos ao Comitê de Ética do hospital). A coordenação dos trabalhos está a cargo de Eliseth Leão, pesquisadora de música e saúde há 21 anos. “Está demonstrado que escutar canções favorece o controle da dor e reduz a ansiedade”, afirma. A terapia também auxilia no tratamento da Doença de Alzheimer, caracterizada pela perda gradual da memória. As lembranças musicais estão entre as últimas a se perderem. Mantê-las vivas é a forma de preservar a conexão que resta do paciente com o mundo, fazendo emergir lá de dentro emoções que contam a história de cada um. Nesta tarefa, a música é mesmo imbatível.

O SOM DO CORPO

A evidência dos benefícios da música para o organismo é sólida. Alguns deles:

  • Reduz a ansiedade
  • Diminui a dor
  • Auxilia no tratamento do Alzheimer. Uma canção é uma das últimas memórias a serem esquecidas

Nas seleções do hospital, a variedade de canções contempla gostos e idades. Algumas delas:

  • My girl (The Temptations)
  • Garota Nacional (Skank)
  • Mulher de Fases (Raimundos)
  • Body and Soul (Billie Holiday)
  • Summertime (Chet Baker)
  • Let it go (tema de Frozen)
  • Perdoa (Paulinho da Viola)
  • 24k Magic (Bruno Mars)
  • Laudate Dominum (Wolfang Amadeus Mozart)
  • Sonata para Piano no. 8 (Ludwig van Beethoven)