Os 10 desafios da nutrição no Brasil

Nunca se falou tanto em alimentação saudável. Ainda assim, nossa população segue ganhando peso, apresentando déficit de micronutrientes e sofrendo com doenças crônicas. Para virar o jogo e colocar a dieta a nosso favor, é preciso investir nas medidas abaixo:

1. Aumentar o consumo de vegetais

Frutas, verduras e legumes são um poço de virtudes nutricionais. Reúnem vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras. Um combo que está em falta por aqui.

2. Elevar a ingestão de água

Tem uma porção de gente recorrendo a sucos, refris e afins para se hidratar. Mas esse papel é da água mineral. Sem ela, o corpo sofre. Adultos deveriam tomar de 1,5 a 2 litros por dia.

3. Incrementar a luta contra a obesidade

Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em nosso país cresceu 60% nos últimos dez anos. E o peso extra está associado a um monte de doenças sérias.

4. Diminuir o uso de sal

Enquanto a indicação é consumir, no máximo, 5 gramas do tempero por dia, o brasileiro passa do dobro disso. Resultado: a pressão decola e, muitas vezes, nem dá sintoma.

5. Frear o exagero no açúcar

Esse é outro ingrediente que, desde a infância, aparece demais na dieta — até porque altas doses estão em itens industrializados. O perigo é que ele patrocina a obesidade.

6. Melhorar os rótulos dos produtos

Grande parte das pessoas não sabe que exagera em sal, açúcar e gorduras simplesmente porque não compreende direito as informações da embalagem.

7. Contestar radicalismos

A exclusão desnecessária de certas substâncias, como glúten e lactose, pode ser prejudicial. Sem falar que os efeitos das dietas da moda dificilmente se sustentam.

8. Dar destaque aos alimentos regionais

Eles deixam a dieta mais diversificada e nutritiva. Sem falar que os pratos típicos estimulam a memória afetiva. E comer com prazer é fundamental para comer direito.

9. Evitar o desperdício de comida

Cascas, talos, sementes e folhas costumam parar no lixo. Ocorre que essas partes são ricas e rendem receitas saborosas. É hora de aprender a usá-las.

10. Combater a desnutrição hospitalar

Eis um problema que atinge muita gente que está ou esteve no hospital. E cobra medidas urgentes, inclusive porque torna a recuperação mais rápida.

Conteúdo Saúde Abril

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Conheça os diferentes tipos de gordura e faça a escolha certa

Conteúdo original Obesidade Infantil Não

As gorduras costumam ser apontadas como vilãs da saúde. Uma reputação infundada. Na verdade, elas são excelentes geradoras de energia, cumprem funções essenciais às células e o nosso corpo só consegue boa parte delas por meio de alimentos. Portanto, elas são necessárias ao desenvolvimento saudável do seu filho; desde que você faça as escolhas certas. O pediatra Hélio Rocha, chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do IPPMG-UFRJ, nos ajuda a decifrar o caminho mais saudável.

Quem são?

As gorduras ou lipídios (assim como os carboidratos/açúcares) são fontes de energia das células. Até mesmo o cérebro – que não usa gordura para obter energia – precisa dela, principalmente nos cinco primeiros anos de vida. Uma curiosidade: o cérebro é o nosso órgão mais gordo; quase 50% do seu peso (seco). A gordura que nos dá força muscular (inclusive para bater o coração) e gera energia para o fígado, os rins e vários outros órgãos é depositada sob a pele (nos tecidos subcutâneos), e, quando em excesso, caracteriza a obesidade, podendo se acumular internamente no abdômen e no fígado, e levar a outros problemas mais sérios.

São gorduras também as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) que se armazenam e têm funções importantíssimas, em especial na fase de crescimento nas membranas celulares. Estas vitaminas podem, como todas as gorduras, serem prejudiciais à saúde quando consumidas em excesso, diz Hélio. As fontes vegetais de gorduras são, na maioria óleos e insaturadas, e as de origem animal são, principalmente, sólidas e, portanto, saturadas. Isto é, mais completas em qualidade, mas com maior capacidade de causar doenças cardiovasculares, como a aterosclerose.

Alta fonte de calorias

“1g de gordura produz de 8 a 9 kcal (quilocaloria)”, explica o pediatra. Calorias indispensáveis para realizar atividades que exigem muita energia, como crescer, exercitar-se e desenvolver-se. Energia também para criar depósitos de reserva, se faltar um dia. Isto fez diferença quando o ser humano dependia de coletar e de caçar para sobreviver. As gorduras acumuladas o mantinha ativo, mesmo sem comer bem por dias. O problema é que essa nossa capacidade continuou em funcionamento e continuamos comendo bastante, porém sem gastar o excesso de energia (a gordura). Resultado: obesidade, fígado gorduroso, aterosclerose, hipertensão, diabetes, câncer e até doenças mentais.

Diferentes tipos

As gorduras são diferentes. Contudo, a base de quase todas é o chamado ácido graxo (uma exceção é o colesterol, por exemplo), que forma os triglicerídeos e as substâncias (fosfolipídios) que constituem as membranas celulares. E os ácidos graxos podem ser saturados ou insaturados. Os saturados dão origem a gorduras sólidas, enquanto os insaturados, a óleos.

As principais fontes de saturados

São as gorduras animais, mas podem ser encontrados em vegetais, como, por exemplo, nas gorduras do coco. Os insaturados podem vir de fontes animais, no entanto, são mais abundantes em vegetais (soja, milho, azeitona, algodão, amendoim, linhaça, colza, entre outros). As gorduras saturadas, quando não solúveis em água, são sólidas em temperatura ambiente. Outra curiosidade. A manteiga já foi fonte de medida de temperatura na velha Inglaterra, e em excesso na alimentação eleva o risco de doenças cardiovasculares.

O Ministério da Saúde recomenda que o total de energia da alimentação diária fornecido pelas gorduras saturadas seja menor do que 10%. As gorduras insaturadas (líquidas em temperatura ambiente) têm menor potencial de causar aterosclerose e são classificadas como funcionais (em especial os carbonos numerados como ômegas 3 e 6).

Não essencial, com somente uma insaturação (time das monoinsaturadas), temos o ácido oleico, presente no azeite de oliva, no abacate e nas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e na colza (couve-nabiça), que é transformado no óleo de canola.

No time das poli-insaturadas estão os óleos vegetais e óleo de peixes “gordos” caçadores de águas profundas (salmão, atum, por exemplo) e de águas rasas (cavalinha e sardinha), ricos em ômega 3. Estes têm efeito protetor contra doenças cardiovasculares e doenças inflamatórias, como artrite e obesidade. E também são constituintes de membranas cerebrais na forma fosfolipídio (essenciais para o funcionamento do córtex – uma área rica em neurônios – e da retina, responsável pelo processamento de imagens, a visão). Nesse time do ômega 3 está a “gordura da inteligência” (ácido docosaexaenoico DHA), que não pode faltar na gravidez e no crescimento cerebral até os cinco anos, sob pena de não se alcançar o total desenvolvimento do córtex e da retina.

Tão importante quanto o ômega 3, temos os poli-insaturados ômega 6. Estão presentes em todos os óleos vegetais, são essenciais e fazem parte das membranas, como fosfolipídios de função pró-inflamatórios. São verdadeiros alarmes, disparando as inflamações, que são mecanismos fundamentais de defesa do corpo. Todavia, em excesso podem desencadear inflamações, como acontece na obesidade. Como o ômega 3, o ômega 6 é indispensável desde a gravidez até os cinco anos de vida para a composição das membranas celulares de todo o corpo em crescimento, incluindo aí o sistema nervoso.

A quantidade recomendada de gorduras desses tipos é de 6% a 10% do total da energia diária, adverte o Ministério da Saúde. Já a gordura trans ou hidrogenada é obtida no processamento de alimentos a partir de óleos vegetais. É tão prejudicial quanto à saturada, pois não se comportam como óleo, mas como gordura dura e com potencial de formar placas e trombos nas artérias. Já o colesterol é uma gordura presente apenas em alimentos de origem animal e também é fabricada no fígado, sendo fundamental para o crescimento, vitamina D – produzida na pele a partir do colesterol – e formação dos principais hormônios do nosso corpo. Em excesso faz mal às artérias.

Algumas formas na prática

Óleo de Palma (dendê)

Contém ácidos graxos saturados, insaturados e poli-insaturados. Estudos indicam que ajuda a manter os níveis normais de colesterol total, além de elevar o colesterol bom, o HDL. Mas também deve ser consumido com moderação, alerta Hélio, lembrando ainda que o óleo de coco tem ácido láurico e, apesar de melhorar o HDL, também eleva o colesterol ruim, conhecido como LDL, quando consumido em excesso.

Palma, que dá origem ao óleo de dendê
Manteiga e margarina

A manteiga apresenta ácidos graxos saturados e colesterol. E a margarina, quanto mais dura, mais ácidos graxos trans ela tem. A margarina é apenas um óleo vegetal hidrogenado, isto é, era insaturado e ficou saturado de hidrogênio, perdendo parte de seus efeitos benéficos. Quanto mais macia, melhor é a qualidade da margarina. Para as duas vale a regra: coma com moderação.

Quantidade diária de gorduras

A recomendação é de 25% a 30% do valor energético total diário de cada indivíduo. Porém, como vimos, a gordura está em diferentes alimentos. Assim devemos adicionar pouco óleo ou azeite aos pratos. Estudo recente apontou o alto consumo de óleos, como o de soja, como o grande vilão da epidemia global de obesidade. Vale lembrar que até os anos 1960, o óleo de cozinha ainda era um produto para poucos e usado com economia. O óleo vegetal é um dos alimentos responsável por 85% das calorias consumidas mundialmente.

O quê fazer?

Não deixar faltar as gorduras essenciais durante a gravidez e o crescimento até os cinco anos. A partir daí, procurar usar até 30% do total de energia vindo das gorduras e fazer uso de diversas fontes. Assim como frutas, legumes, hortaliças, sementes e carnes devem ser variadas, as gorduras cumprem seus melhores desempenhos quando consumidas de fontes variadas e com moderação.

Fontes: Pediatra Hélio Rocha, chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do IPPMG-UFRJ, “Guia alimentar para a população brasileira – promovendo a alimentação saudável” (Ministério da Saúde); “Guia alimentar para a população brasileira – 2ª edição (Ministério da Saúde). Link: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf

Feno grego: saiba tudo sobre esta semente multifuncional

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Você já ouviu falar no feno grego ou alfarva? Esta planta medicinal com nome exótico nada mais é do que uma especiaria repleta de propriedades benéficas para o seu corpo. Extremamente antioxidante e cheio de vantagens para a saúde, o feno grego é considerado anticancerígeno, redutor dos níveis de glicose para diabéticos e inibidor do apetite. Ótimo para quem procura uma ajudinha na hora de controlar a alimentação, não acha?

Se você é mulher, deve prestar ainda mais atenção nos privilégios da semente. Isto porque ela diminui o desconforto do período menstrual e minimiza os sintomas da menopausa. Achou pouco? Então saiba que as melhoras que o feno grego pode oferecer não param por aí. De acordo com estudos a alfarva aumenta a produção de leite materno em até mais de 500%! Para esses resultados incríveis é preciso consumir pelo menos 3500mg de feno grego por dia e esperar de 24 a 72 horas para ter a produção de leite quintuplicada.

Ele também pode ser utilizado para tratar anemia, anorexia, celulite, problemas de desenvolvimento infantil, gastrite, inflamações, intestino preso, furúnculos, caspa, queda de cabelo entre outros. Mas cuidado, o feno grego é contraindicado para pessoas diabéticas que são dependentes de insulina e para mulheres grávidas, pois suas propriedades podem induzir ao parto.

As sementes da planta podem ser utilizadas moídas e diluídas no leite, em infusão, chás, cápsulas, ou com aplicação em inchaços. Ela também é boa para gargarejos, lavagens ou irrigações vaginais, mas é válido lembrar que todas estas formas deverão ser indicadas e calculadas por um profissional.

Mas onde encontrar feno grego? Para quem não sabe, ele pode ser comprado em muitas lojas de comidas saudáveis e naturais além de algumas farmácias de manipulação (em formato de cápsula). As principais versões vendidas desse produto são o chá, onde o feno grego está em sua forma mais fraca e na forma de sementes, sendo utilizadas para compressas.

12 lanchinhos saudáveis que você pode (e deve) ter no escritório

Conteúdo original M de Mulher

Sabemos que sua vida é um corre-corre danado e que mal consegue planejar o que vai incluir na dieta. Por isso, vamos te dar uma ajudinha para a vida ficar mais prática e, os seus snacks, mais criativos e saudáveis!

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1. Sementes
Ótimas fontes de proteína, as sementinhas de abóbora e de girassol ainda são pouco calóricas e fáceis de guardar na gaveta do escritório. Sugestão: armazenar o snack em tubo de ensaio e carregar na bolsa.

2. Frutas secas
Docinhas e cheias de fibra! Apenas consuma com moderação por causa da quantidade de açúcares. A porção individual tem em torno de 30g, ou 3 damascos, 1 punhado de uva passa, 1 bananinha, ou 1 fatia de abacaxi.

3. Pasta de amendoim
Queridinho das blogueiras fitness, o creme é saboroso, repleto de gordura boa e ainda é versátil. Você pode consumir com frutas, biscoitos de arroz e torradas integrais.

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4. Pipoca
Rica em fibras e fácil de fazer! Para não enjoar, adicione temperos como canela, pimenta vermelha, cominho ou açafrão, que são ótimos termogênicos e ajudam a acelerar o metabolismo. Abuse da criatividade para deixar o lanche mais gostoso.

5. Aveia
Ela não precisa ser consumida só no café da manhã, guarde na gaveta do escritório como opção de lanchinho também! Só tenha cuidado com os pacotinhos que tem sabores, geralmente eles contêm altas quantidades de açúcar.

6. Alga assada
Um snack saudável para substituir as batatinhas ou bolachas. Compre em lojas naturais ou faça em casa com a nossa receita.

7. Nozes
As amêndoas ou castanhas são um ótimo combo de gordura de proteína. Só fique atenta com a quantidade: 30 gramas ou 1/8 de um copo (200ml) é a porção ideal indicada por dia.

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8. Granola
Os cereais com baixo teor de açúcar são ótimas opções de lanchinhos secos. Você também pode adicionar um pouco de leite de sua preferência em uma tigela e usar a granola como acompanhamento.

9. Atum na latinha
Junte torradas integrais e uma latinha pequena de atum e o seu lanche está pronto. O alimento é aliado da dieta por ter ômega-3 e bastante proteína.

10. Chocolate amargo
Não existe nada de errado em comer chocolate no escritório. Aliás, o cacau é grande fonte de magnésio e pode, até, ajudar na dieta. Para não escorregar na balança e ganhar os benefícios da delícia, fique com a versão 70% de cacau.

11. Barrinhas de cereais
O lanchinho ganhou espaço na lancheira de muitas que tentam levar uma vida mais saudável – e não seria diferente com você. Só tenha em mente que nem todas as opções são tão saudáveis, e podem ter altas quantidades de açúcar, sódio e gordura. Para não ter dúvida, te ensinamos como fazer a sua própria barrinha em casa!

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12. Mix
Ainda não consegue escolher o lanche perfeito? Uma mistura dos seus favoritos pode ser uma boa opção. Coloque frutas secas, sementes, nozes, flocos de coco e pedacinhos de chocolate amargo em porções individuais e mantenha na bolsa ou na gaveta.

10 modinhas fitness que valem a pena ser adotadas

Conteúdo original M de Mulher

Mais que moda passageira, comer bem é fundamental para se manter saudável. Mas como separar o joio do trigo (integral), em meio a conselhos que surgem de todo lado? Especialistas ajudam a selecionar as dez manias que merecem, de fato, entrar no seu cardápio.

1. Farinha de banana verde

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Assim como a biomassa da fruta, a farinha ficou famosa por conter uma substância chamada amido resistente – só obtida quando a banana é consumida antes de amadurecer. “Misturada aos alimentos, ela é capaz de tornar a absorção dos nutrientes mais lenta, o que diminui o índice glicêmico das refeições e aumenta a sensação de saciedade”, afirma o nutrólogo Guilherme Giorelli, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, no Rio de Janeiro. Isso significa que os picos de glicemia são evitados e o acúmulo de gordura é menor. A vantagem dessa versão é o sabor mais atraente. Pode ser adicionada a sucos, shakes e sopas.

Quanto consumir: 2 colheres (sopa) por dia.

2. Crepioca

Como o nome sugere o prato é uma espécie de crepe de tapioca – basta misturar o ingrediente com ovos. “A quantidade de tapioca (carboidrato) necessária é menor que na receita original, e o ovo fornece proteína”, diz a nutricionista Patricia Davidson, de São Paulo. A preparação permite vários recheios, como queijo cottage, atum com requeijão e até banana.

Quanto consumir: uma porção por dia.

3. Orgânicos

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“Os agrotóxicos podem desregular nossos hormônios e provocar alterações no funcionamento do intestino”, diz a nutricionista Bianca Innocencio, da Clínica Andréa Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Consumir alimentos orgânicos é, portanto, uma forma de evitar esses problemas. “Mas nem por isso eles estão totalmente liberados, já que são igualmente calóricos”, alerta Giorelli. Escolher essa opção garante, apenas, a abstenção de aditivos químicos.

4. Overnight Oats

Esse café da manhã superprático leva cereais, frutas, iogurte ou leite e é preparado de um dia para o outro (daí o overnight). O contato com os outros ingredientes ajuda a neutralizar o ácido fítico, presente nos cereais, que atrapalha a absorção de nutrientes. “Isso beneficia o sistema digestivo”, explica Guilherme Giorelli.

Quanto consumir: uma porção por dia.

Aprenda a preparar sua overnight oats AQUI

5. Pasta de amendoim

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Mesmo calórico (atenção às quantidades!), esse alimento, comum na dieta dos americanos, ganhou fama por ser uma
rica fonte de proteína e gordura boa, protegendo o coração e favorecendo o ganho de massa magra. Além disso, disfarça a vontade de ingerir doce e garante saciedade por mais tempo.

Quanto consumir: 1 ou 2 duas colheres (chá) por dia da versão sem açúcar.

6. Salada no pote

As múltiplas possibilidades de combinação de verduras, legumes e hortaliças com grãos e proteínas magras possibilitam a criação de refeições completas e saudáveis para qualquer hora e lugar. “O pote de vidro hermético armazena os alimentos e garante que seus nutrientes sejam mantidos”, diz Patricia.

Quanto consumir: até dois potes por dia.

7. Barrinha de proteína

Evolução da barra de cereais, é uma alternativa pobre em carboidratos, sugerida para estimular o ganho de massa muscular em quem pratica exercício. Como a maioria reproduz sabores de chocolate, doce de leite e até de brownie, pode segurar a vontade de comer doce.

Quanto consumir: até duas por dia.

8. Panqueca proteica

A receita leva ovos e whey protein, um prato cheio (trocadilho inescapável) para quem quer aumentar o ganho de massa magra. No lugar da farinha de trigo, os nutricionistas sugerem farelo de aveia, que, rico em fibras, dá mais saciedade e ajuda o intestino a funcionar. Há quem acrescente geleia sem açúcar ou cacau para transformá-la em substituta do doce.

Quanto consumir: até duas por dia.

9. Goji berry

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Essa frutinha vermelha, consumida seca, ficou conhecida por ajudar a rejuvenescer e acelerar o gasto calórico. “O maior benefício é seu poder antioxidante. Ela é capaz de melhorar o funcionamento do organismo todo”, afirma Bianca Innocencio. Adicione ao mix de nuts, à salada de frutas ou ao iogurte para um lanche mais completo.

Quanto consumir: 1 colher (sopa) por dia.

10. Suco prensado

Não é à toa que as versões detox ou multivitamínicas fazem tanto sucesso: um único copo pode fornecer a quantidade de nutrientes e vitaminas de uma refeição inteira. “Se as frutas forem prensadas a frio, os benefícios são ainda maiores e conservados por mais tempo”, diz Guilherme Giorelli. Segundo ele, quanto mais variadas as cores das frutas escolhidas, mais nutritivo é o suco.

Quanto consumir: até dois copos por dia.

Receita: Granola Salgada

Não, você não leu errado. É granola salgada mesmo! Uma misturinha que vai animar e dar um diferencial nos seus pratos. Pode ser usada em saladas, sopas, caldos, fondues, para acompanhar a refeição trivial e onde mais sua criatividade permitir.

Essa receita diferente é uma criação do restaurante Wraps, do empresário paulistano Marcelo Ferraz. A granola salgada é servida nas saladas do cardápio e fez tanto sucesso entre os clientes que passou a ser comercializada no varejo.

Foto Reprodução Cozinha da Ceci

Daí para cair no conhecimento dos criativos que adoram reproduzir receitas em casa foi um pulo. E é em nome da democracia e da acessibilidade àquilo que é gostoso e faz bem para saúde que compartilhamos o passo-a-passo com você.

A base é uma só, mas vamos mostrar duas sugestões com ingredientes variáveis, que você adaptar de acordo com suas necessidades ou poder aquisitivo, ok? Olha só:

Granola Salgada – Dedo de Moça

Foto Reprodução Dedo de Moça
Foto Reprodução Dedo de Moça

Rende 4 porções

  • ½ xícara (chá) de castanha de caju crua, cortada em pedaços médios
  • ½ xícara (chá) de amêndoa crua, cortada em pedaços médios
  • 2 xícaras (chá) de flocos de milho (sem açúcar)
  • 2 colheres (sopa) de gergelim preto
  • 2 colheres (sopa) de gergelim branco
  • 2 ramos de alecrim fresco
  • 1 pitada de sal

Pré-aqueça o forno a 180°C. Coloque todos os ingredientes em uma assadeira e misture. Leve ao forno pré-aquecido por 15 minutos ou até que todos os ingredientes estejam crocantes.

Granola Salgada – Cozinha da Ceci

  • 2 xícaras de cereal de milho
  • 1/2 xícara de aveia em flocos
  • 1/4 xícara de quinoa em grãos
  • 3 colheres (sopa) de semente de linhaça
  • 2 colheres (sopa) de gergelim branco
  • 2 colheres (sopa) de gergelim preto
  • 1/2 colher (café) de sal
  • 50 ml de azeite (usei azeite aromatizado)
  • Especiarias (usei uma mistura de ervas finas)

Coloque as 2 xícaras de cereal de milho em um saquinho e amasse bem até ele ficar esmigalhado. Misture com os outros ingredientes. Despeje o azeite por cima e misture bem. Leve ao forno brando por 30 minutos, mexendo algumas vezes. Deixe esfriar e guarde em um pote bem tampado. A medida de 1 xícara corresponde a 250 ml.

Receita DIY: Overnight Oats, uma delícia em camadinhas

Tem sensação melhor do que comer algo bem gostoso tendo certeza de todos os benefícios embutidos? E ter a possibilidade de produzir comidinhas saudáveis com ingredientes simples e caseiros, mas sem abrir do sabor, não tem preço! Nesse embalo, o assunto de hoje são os Overnight Oats, uma espécie de pavê do bem, que dorme na geladeira e acorda maravilhoso, todo trabalhado na delícia.

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Eu já tinha visto por aí na rede, já que ele conquistou muitos adeptos que registram e postam foto desses potinhos tão caprichados e coloridos, mas nunca havia me arriscado a fazer. Nesse fim de semana, tendo algumas opções de fruta e os ingredientes bases disponíveis, resolvi me arriscar. E amei o resultado! Consumi no café da manhã de domingo e achei muito muito bom!

O bacana é que ele representa uma mistura de elementos importantes para a alimentação, como derivados lácteos, sementes e frutas, que se combinam num resultado surpreendente, que pode substituir qualquer sobremesa gordinha sem nenhum prejuízo, tanto na beleza, como no paladar.

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Você pode montar o seu personalizado de inúmeras formas e arranjos. A minha foi feita com iogurte natural zero, meia pera, meia maçã, creme de alfarroba, chia, aveia e um toque de doce de leite, pra dar um charme (e calorias extras). Fui intercalando iogurte, chia e aveia com as frutas, o creme e uma ponta da colher de sopa de doce de leite em cada camada, finalizei com iogurte, aveia e uma colherinha de chá de linhaça. Ma-ra-vi-lho-so! Tente você também! Há diversas possibilidades e é surpreendente. Não deixe de provar!

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Aqui vão algumas sugestões postadas pela musa querida Paulinha Boque:

Monte camadas, sugestão básica:

  • Use 2 colheres de aveia ou farelo de aveia como base, umedeça com 6 colheres de sopa de leite desnatado ou o suco de meia laranja
  • Fruta picada
  • 1/2 Iogurte zero gordura
  • Fruta picada
  • 1/2 Iogurte zero gordura
    Você também pode usar chia, sementes de girassol ou gergelim.

Overnight Oats, opção 1:

  • 2 colheres de sopa de farelo de aveia ou aveia com o caldo de 1/2 laranja (a outra metade da laranja esprema em uma colher de sopa de chia e deixe hidratando, depois misture com 1 grego light)
  • 1/2 banana prata em rodelas
  • 1/2 grego com a chia
  • A outra metade da banana
  • 1 colher de sopa de granola
  • A outra metade do iogurte com chia

Overnight Oats, opção 2:

  • Mingau de: 2 colheres de aveia + água + cacau em pó + adoçante deixa esfriar
  • 3 morangos picados
  • 1/2 iogurte light de coco
  • 1 colher de sopa de granola
  • 3 morangos
  • A outra metade do iogurte

Overnight Oats, opção 3:

  • 2 colheres de sopa de aveia com leite
  • 3 uvas roxas grandes cortadas ao meio e sem sementes
  • 1/2 grego zero misturado com chia
  • 1/2 colher de sopa de manteiga de amendoim
  • A outra metade do grego com chia
  • 1/2 banana em rodelas

Há diversas possibilidades e é surpreendente. Use gelatina, pudim light, cremes… Só não deixe de provar!