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Mesmo no frio, excesso de sono pode ser sinal de alerta

Conteúdo original Revista Suplementação

Que o frio do inverno faz um convite irresistível para uma cama quentinha e um filme, todo mundo sabe. No entanto, a vontade permanente de querer dormir ou até mesmo de ficar deitado pode ser um alerta emitido por nosso organismo. Quem dá o aviso é o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo ele, é normal sentir vontade de se jogar na cama depois de um dia todo fora de casa, mas todo o excesso precisa ser bem observado. “Sentir aquela fadiga incompreensível por vários dias consecutivos é sinal de que algo não vai bem com sua saúde. Quando digo saúde, me refiro tanto a saúde física como mental”, afirma.

O especialista elenca que sedentarismo, desequilíbrio hormonal, má alimentação, estresse e sono acumulado são alguns dos problemas que contribuem para o cansaço. “Se não tratado, pode provocar baixa autoestima, enxaquecas e até outras doenças no organismo como psoríase e gastrite,”, revela.

A alimentação bem regulada é, para o médico, a melhor alternativa para despistar e evitar sintomas da fadiga. “O grande segredo de nosso corpo é respeitá-lo e isso começa com uma dieta saudável, que reequilibre nossas funções vitais, valorizando sempre a alimentação rica em frutas e verduras frescas”, lembra.

Além disso, continua, praticar exercícios físicos e relaxar pode não só ajudar como também prevenir o problema. “Em todo caso, sempre é bom procura uma avaliação médica, já que cada corpo é um universo”, ressalva.

Fonte: Theo Webert

Como reconhecer um AVC

 

Aprenda a fazer o autoexame da pele e previna o aparecimento de melanomas

Conteúdo original Revista Suplementação

Maio é o mês do Combate ao melanoma e todos sabem que principalmente no verão os índices de radiação atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho). Mas a verdade é que a radiação também é um fator de preocupação no inverno.

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“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e de se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, orientou a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua. Portanto, morar num país como o nosso e com níveis de radiação tão altos, a realização do autoexame dermatológico está indicada para todos.

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O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, possuem mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras, têm lesões em áreas de atrito, como área da peça intima, soutien, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando. Para a Dra. Claudia Marçal, “podemos realizar este procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”.

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“Este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele muito clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento”, alerta Dra. Claudia.

Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta Dra. Claudia.

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Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

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“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada. “Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda Dra. Claudia.

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Autoexame da pele

  • Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
  • Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
  • Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
  • Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
  • Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
  • De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
  • Sentada (o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
  • Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

Fonte: Dra. Claudia Marçal

Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB e Membro da American Academy of Dermatology cme na Harvard Medical School.

Manchas escuras nas unhas e o que elas significam

Conteúdo original Minha Vida

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As unhas, como diversas outras partes do corpo, podem dar dicas importantes sobre a saúde. As manchas são um bom indicio, já que vários problemas diferentes podem causar manchas nas unhas. De modo geral, as unhas podem ficar manchadas de marrom, preto, roxo, azul, verde ou vermelho.

Manchas comuns

A causa mais comum de manchas nas unhas é o hematoma que surge devido a um trauma, que pode ser muito agudo, como fechar o dedo numa porta, por exemplo; ou crônico: quando usamos sapatos apertados ou praticamos algum esporte de impacto. Essas manchas são arredondadas, acastanhadas, arroxeadas ou enegrecidas, mas tendem a “subir” com o crescimento das unhas, deixando a raiz da unha limpa.

No hematoma, houve um sangramento por lesão do leito da unha (o local onde a placa da unha está apoiada). Pode ser doloroso, no caso do trauma agudo; ou indolor, nos casos crônicos. Esse quadro não tem maior gravidade e o médico deve ser procurado apenas nos casos agudos, acompanhados de dor ou quando existe deformidade da unha.

Sintomas mais graves

No entanto, existem outras manchas que podem significar algo mais grave, como uma infecção e até mesmo um tumor de pele. Quais são os sinais de gravidade?

Manchas listradas

 

As manchas listradas castanhas e negras são as mais preocupantes. Principalmente quando se trata de uma listra presente em apenas uma das unhas e que se alarga rapidamente. Também devemos nos preocupar se elas vão ficando mais escuras e mais largas, lentamente, com o passar dos anos. Isso pode ser uma pinta que está presente na fábrica da unha e, assim como as pintas do restante da pele, podem ser benignas ou malignas. Se você tem um sinal desses nas suas unhas é interessante que um dermatologista examine você.

As manchas listradas escuras presentes em várias unhas podem surgir em pessoas orientais e da raça negra e nada mais são que “manchinhas” que surgem por machucadinhos na fábrica da unha. Assim como essas pessoas podem manchar a pele após um ferimento, por possuírem muitas células produtoras de melanina, também pode ocorrer o mesmo fenômeno na fábrica da unha. Isso pode surgir com ou sem inflamação atual das unhas. Também pode ser uma sequela de micose ou indicar uma micose em atividade.

Em resumo: se surgir uma linha ou listra escura em uma única unha é melhor procurar o médico para ser examinado. Esse tipo de problema pode ser o melanoma da unha, um tipo agressivo de câncer de pele. A boa notícia é que quando esse diagnóstico é feito logo no início do quadro, o tratamento é rápido e geralmente leva à cura completa da doença, sem riscos para o paciente.

Manchas azuladas ou vermelhas

Tumores benignos das unhas são muito raros, mas também podem surgir com manchas azuladas e vermelhas. Em geral, isso é acompanhado de dor. Os sinais mais preocupantes, nesse caso, seriam: o surgimento de inflamação e de deformidade na unha, que pode ficar com um aspecto incomum. Neste caso também é importante ser examinado pelo especialista.

Como reconhecer um ataque cardíaco

Conteúdo original Incrível

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Ataque do coração é a principal causa de morte prematura na atualidade. Estresse, obesidade e sedentarismo estão entre seus fatores de risco. Este artigo não tratará da importância de manter um estilo de vida saudável, mas sim, apresentará seis sintomas do infarto.

Os sinais costumam aparecer um mês antes do ataque cardíaco. Portanto, fique atento. Em caso de suspeita, procure urgentemente ajuda médica.

1. Cansaço

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Quando as artérias ficam mais estreitas, graças ao acúmulo de gordura, o coração recebe uma quantidade muito menor de sangue. Isso faz com que o sistema cardiovascular trabalhe mais. Um dos sintomas mais comuns deste tipo de problema é sentir-se sonolento e experimentar um grande cansaço sem causa aparente.

2. Falta de ar

Se não há sangue suficiente no coração, os pulmões também não recebem a quantidade necessária de oxigênio. Estes sistemas são interdependentes. Logo, falta de ar é um sintoma de alerta.

3. Fraqueza

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Fraqueza em todo o corpo significa que há pouco sangue circulando em suas artérias e, consequentemente, os músculos não recebem nem oxigênio, nem a quantidade de alimentos necessários. Se uma pessoa sente muita fraqueza sem motivo aparente e fica inconsciente, deve fazer exames cardíacos.

4. Tonturas e suor frio

Corpo coberto por gotas de suor frio e tonturas frequentes são sintomas que não podem ser ignorados.

5. Aperto no peito

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É um sintoma muito perigoso. Começa com pequenas pontadas.A intensidade vai aumentando gradualmente, até que se torna impossível ignorar. É um alerta importantíssimo e pode significar a proximidade de um infarto.

6. Síndrome de inverno eterno

Indica a proximidade de ataque cardíaco. Muitas pessoas que sobreviveram a esse indício contaram que sentiram um frio inexplicável e tiveram sintomas como os da gripe.

O que fazer?

Quem apresenta dois o mais desses sintomas deve procurar um médico imediatamente. Lembre-se, a melhor maneira de evitar um ataque cardíaco é reconhecer os sinais enquanto há tempo.

Fonte: thespiritscience
Tradução e adaptação: Incrível.club

Somatização: sintomas físicos podem ter causas emocionais?

Conteúdo original Minha Vida
Por Dr. Ivan Mario Braun
Psiquiatria – CRM 57449/SP

“A ideia de que a mente e o corpo interagem teria começado a ser considerada já na Idade Média pelo médico muçulmano Al-Balkhi. Hoje em dia ninguém duvida que problemas clínicos (“físicos”) possam surgir em resposta ao estresse psicológico – doenças como diabete, problemas cardíacos e reumatólogicos, claramente podem ter seus sintomas piorados, por exemplo, na presença de situações de ansiedade grave.
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Entretanto, o objetivo deste artigo é fazer uma breve discussão de outro aspecto da interação, a da possibilidade de alterações específicas do organismo poderem aparecer como consequência de problemas psicológicos. Este tipo de interação é estudado dentro do escopo da medicina psicossomática, assim como dentro da própria psiquiatria.

Origem

O termo “psicossomático” tem origem as palavras gregas “psyche” – mente – e “soma” – corpo e começa a aparecer, na literatura, na primeira metade do século XIX. Freud e Breuer, no final do século XIX concluíram que problemas psicológicos poderiam levar a graves sintomas físicos, ao descreverem o caso de Anna O., uma paciente que, após a morte do pai, desenvolveu sérios problemas psíquicos e corporais, como alterações na capacidade de falar, dores, paralisia e dificuldades visuais.

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Segundo sua hipótese, estas manifestações seriam resultado de uma conversão da ansiedade resultante de conflitos psíquicos (no caso, desencadeados pela doença e morte do pai) em sintomas físicos. Freud, posteriormente, procurou relacionar estes distúrbios a fenômenos inconscientes.

No extremo da ideia de que problemas psicológicos poderiam causar sintomas físicos, Franz Alexander, no começo do século XX, desenvolveu a teoria de que determinados conflitos psíquicos levariam a manifestações somáticas específicas, diretamente relacionadas ao conflito e Nunberg sugeriu que, ao contrário da abordagem habitual, de se procurar causas físicas das doenças mentais, o paradigma deveria ser invertido e se procurar sempre uma causa mental para uma doença física. Deve-se deixar claro que este tipo de afirmação não possui nenhuma base científica.
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Acredita-se, hoje em dia, muito mais, que uma predisposição geral ao desenvolvimento de sintomas físicos, na vigência de transtornos psicológicos, possa explicar o aparecimento dos transtornos de sintomas somáticos – denominação utilizada, atualmente, pela Associação Psiquiátrica Americana e geralmente usada nas publicações científicas.

Principais “sintomas”

No que se refere àqueles quadros que eram classicamente considerados “psicossomáticos”, são especialmente importantes:

1) O Transtorno de Sintomas Somáticos, caracterizados pela presença de múltiplos sintomas físicos (por exemplo, dor ou fadiga), que causam grande desconforto e interferem negativamente no dia-a-dia do paciente; para se poder fazer o diagnóstico, é necessário que durem por períodos prolongados, de pelo menos seis meses e não tenham causa clínica demonstrável. No entanto, pode haver, simultaneamente, a presença de uma doença clínica comprovada como no caso de uma pessoa que sofreu um infarto mas apresenta, ao mesmo tempo, sintomas de dor sem explicação física.

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2) Os Transtornos de Conversão, nos quais o indivíduo têm sintomas neurológicos (por exemplo, fraqueza, paralisias, movimentos anormais) que não correspondem aos padrões reais do funcionamento do sistema nervoso.

É muito importante que o médico seja muito cuidadoso e não faça estes diagnósticos simplesmente porque os sintomas lhe parecem bizarros, ao mesmo tempo que não parta do princípio de que são simples fingimentos (o que, entretanto, também pode ocorrer).

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Apesar de que não se conhece a causa destes transtornos e de que as explicações mais antigas não são cientificamente embasadas, acredita-se que situações como maior sensibilidade a dor, exposição a traumas como agressões físicas e privação de necessidades, assim como aspectos culturais podem predispor aos sintomas somáticos.

Tratamento

Em relação ao tratamento, ainda não há evidências suficientes quanto à eficácia do uso de antidepressivos, antipsicóticos e remédios naturais – o que não significa que não sejam úteis, porém que esta utilidade ainda deve ser pesquisada e, assim, de modo geral, ainda não se justifica seu uso.

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Psicoterapias, de modo geral, parecem melhorar os sintomas. A maior parte dos estudos sobre tratamentos psicológicos envolve a terapia cognitivo-comportamental (TCC), na qual se procura identificar fatores externos e internos (pensamentos, emoções) relacionados aos sintomas apresentados pelo paciente e se objetiva uma atuação sobre estas causas.”