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Somatização: sintomas físicos podem ter causas emocionais?

Conteúdo original Minha Vida
Por Dr. Ivan Mario Braun
Psiquiatria – CRM 57449/SP

“A ideia de que a mente e o corpo interagem teria começado a ser considerada já na Idade Média pelo médico muçulmano Al-Balkhi. Hoje em dia ninguém duvida que problemas clínicos (“físicos”) possam surgir em resposta ao estresse psicológico – doenças como diabete, problemas cardíacos e reumatólogicos, claramente podem ter seus sintomas piorados, por exemplo, na presença de situações de ansiedade grave.
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Entretanto, o objetivo deste artigo é fazer uma breve discussão de outro aspecto da interação, a da possibilidade de alterações específicas do organismo poderem aparecer como consequência de problemas psicológicos. Este tipo de interação é estudado dentro do escopo da medicina psicossomática, assim como dentro da própria psiquiatria.

Origem

O termo “psicossomático” tem origem as palavras gregas “psyche” – mente – e “soma” – corpo e começa a aparecer, na literatura, na primeira metade do século XIX. Freud e Breuer, no final do século XIX concluíram que problemas psicológicos poderiam levar a graves sintomas físicos, ao descreverem o caso de Anna O., uma paciente que, após a morte do pai, desenvolveu sérios problemas psíquicos e corporais, como alterações na capacidade de falar, dores, paralisia e dificuldades visuais.

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Segundo sua hipótese, estas manifestações seriam resultado de uma conversão da ansiedade resultante de conflitos psíquicos (no caso, desencadeados pela doença e morte do pai) em sintomas físicos. Freud, posteriormente, procurou relacionar estes distúrbios a fenômenos inconscientes.

No extremo da ideia de que problemas psicológicos poderiam causar sintomas físicos, Franz Alexander, no começo do século XX, desenvolveu a teoria de que determinados conflitos psíquicos levariam a manifestações somáticas específicas, diretamente relacionadas ao conflito e Nunberg sugeriu que, ao contrário da abordagem habitual, de se procurar causas físicas das doenças mentais, o paradigma deveria ser invertido e se procurar sempre uma causa mental para uma doença física. Deve-se deixar claro que este tipo de afirmação não possui nenhuma base científica.
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Acredita-se, hoje em dia, muito mais, que uma predisposição geral ao desenvolvimento de sintomas físicos, na vigência de transtornos psicológicos, possa explicar o aparecimento dos transtornos de sintomas somáticos – denominação utilizada, atualmente, pela Associação Psiquiátrica Americana e geralmente usada nas publicações científicas.

Principais “sintomas”

No que se refere àqueles quadros que eram classicamente considerados “psicossomáticos”, são especialmente importantes:

1) O Transtorno de Sintomas Somáticos, caracterizados pela presença de múltiplos sintomas físicos (por exemplo, dor ou fadiga), que causam grande desconforto e interferem negativamente no dia-a-dia do paciente; para se poder fazer o diagnóstico, é necessário que durem por períodos prolongados, de pelo menos seis meses e não tenham causa clínica demonstrável. No entanto, pode haver, simultaneamente, a presença de uma doença clínica comprovada como no caso de uma pessoa que sofreu um infarto mas apresenta, ao mesmo tempo, sintomas de dor sem explicação física.

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2) Os Transtornos de Conversão, nos quais o indivíduo têm sintomas neurológicos (por exemplo, fraqueza, paralisias, movimentos anormais) que não correspondem aos padrões reais do funcionamento do sistema nervoso.

É muito importante que o médico seja muito cuidadoso e não faça estes diagnósticos simplesmente porque os sintomas lhe parecem bizarros, ao mesmo tempo que não parta do princípio de que são simples fingimentos (o que, entretanto, também pode ocorrer).

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Apesar de que não se conhece a causa destes transtornos e de que as explicações mais antigas não são cientificamente embasadas, acredita-se que situações como maior sensibilidade a dor, exposição a traumas como agressões físicas e privação de necessidades, assim como aspectos culturais podem predispor aos sintomas somáticos.

Tratamento

Em relação ao tratamento, ainda não há evidências suficientes quanto à eficácia do uso de antidepressivos, antipsicóticos e remédios naturais – o que não significa que não sejam úteis, porém que esta utilidade ainda deve ser pesquisada e, assim, de modo geral, ainda não se justifica seu uso.

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Psicoterapias, de modo geral, parecem melhorar os sintomas. A maior parte dos estudos sobre tratamentos psicológicos envolve a terapia cognitivo-comportamental (TCC), na qual se procura identificar fatores externos e internos (pensamentos, emoções) relacionados aos sintomas apresentados pelo paciente e se objetiva uma atuação sobre estas causas.”

Ansiedade em excesso pode afetar pressão arterial

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Conteúdo original Mais Equilibrio

Estresse no trabalho, problemas familiares e longos períodos de pressão e exigências podem prejudicar o corpo, que é projetado para lidar com períodos breves de estresse. Preocupações em excesso podem gerar ansiedade e desencadear um desequilíbrio emocional que, rapidamente, pode tornar-se um problema físico com a aparição de doenças.

E na conturbada vida moderna, picos de estresse e ansiedade são mais do que comuns. No entanto, esta válvula de escape do organismo pode desencadear impactos bastante negativos e até perigosos para a saúde, como o aumento da pressão arterial – já que em momentos de tensão ela é potencializada.

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Médicos especialistas das principais universidades públicas de Minas Gerais realizaram estudo sobre a influência dos fatores emocionais na pressão arterial. O estudo mostrou que em situações de ansiedade o cérebro prepara o corpo para a ação como forma de resposta, elevando a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração, ou seja, existe uma relação entre as emoções e o sistema cardiovascular. Portanto pessoas ansiosas têm maior risco de sofrer com picos da pressão.

Segundo a médica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Dra. Talita Poli Biason, quando a ansiedade é leve e passageira, o ideal é realizar ajustes na rotina, incluindo a prática regular de atividades físicashábitos alimentares adequados e boas noites de sono, por exemplo. “Caso os episódios de ansiedade se tornem crescentes e contínuos, a pressão arterial pode começar a se elevar, o que é bastante perigoso o bom funcionamento do organismo”, alerta.

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Por isso, é necessário se atentar às exposições diárias de estresse e tensão, seja no ambiente profissional ou pessoal, a fim de evitar a evolução da ansiedade para níveis alarmantes. “Nestes casos avançados ou preocupantes, o indicado é buscar ajuda médica e tratamento especializado, mas quando se tratar de um quadro de ansiedade em estágio inicial podem ser utilizados medicamentos fitoterápicos, como os que contêm Passiflora incarnata L., pois são calmantes e ansiolíticos, auxiliando na redução da ansiedade, da irritação e do estresse”, finaliza.

Elimine o mau humor com a alimentação

Conteúdo original por Minha Vida

Nada pior do que ficar mau humorado, principalmente nos momentos de descanso. Hábitos saudáveis como ter uma boa noite de sono e praticar exercícios físicos são amigos conhecidos no combate ao estresse. O que poucos sabem é que também é possível usar a alimentação para diminuir o nervosismo, a ansiedade e o cansaço.

De acordo com a nutricionista Fabiana Borrego, alguns alimentos tem o poder de estimular o funcionamento do sistema nervoso, diminuindo a irritação e espantando a tristeza, entre outros benefícios.  Confira essa lista e veja o que a especialista nos ensina sobre cada alimento:

Alface

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Ótima para amenizar a irritação. O talo da alface possui uma substância chamada lactucina, que funciona como calmante. Além disso, é rica em fosfato, a falta deste mineral pode causar depressão, confusão mental e cansaço.

Banana

Esta fruta diminui a ansiedade e ajuda a garantir um sono bem mais tranquilo. Tudo isso graças à boa quantidade de carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também dá o maior pique, pois possui vitamina B6, um dos responsáveis por produzir energia.

Frutos do mar

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Os alimentos vindos do mar são ricos em zinco e selênio que agem no cérebro, diminuindo ansiedade e cansaço. Também são boas fontes de ômega 3 (gordura que auxilia na diminuição de colesterol ruim, LDL, na corrente sanguínea) e proteínas, ambos essenciais para o bom funcionamento do coração.

Laranja

Ajuda o sistema nervoso a trabalhar adequadamente, isso devido as boas concentrações de vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B. Essa fruta ainda é energética, previne a fadiga e hidrata.

Mel

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Esse alimento tem o poder de estimular a produção da serotonina, neurotransmissor responsável por nos dar uma sensação de bem-estar e prazer.

Uva

A vitamina C e os flavonóides (antioxidantes), retardam o envelhecimento da pele e ajudam a combater o colesterol ruim. Tem boas doses de vitaminas do complexo B, que ajudam o bom funcionamento do sistema nervoso. É rica em glicose, por isso é um bom energético.

Ovos

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As substâncias que garantem o bom humor são a tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. A carência delas pode causar apatia, perda de memória e ansiedade.

Jabuticaba

É rica em carboidratos, que fornecem energia ao nosso organismo. Também é repleta de ferro e vitamina C, que ajuda a aumentar as defesas do organismo e suas vitaminas do complexo B agem como antidepressivos.

Espinafre

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Contém potássio e ácido fólico, que ajudam na prevenção da depressão. E ajuda a estabilizar a pressão arterial, além de garantir um bom funcionamento do sistema nervoso, graças as vitaminas A, C e do complexo B, fosfato e magnésio.