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Música: para sacudir seus ouvidos, Alabama Shakes

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Se gosta de música country e também tem simpatia por rock, em grandes chances de gostar da mistura e do balanço da banda americana Alabama Shakes. Com dois discos gravados, eles já emplacaram música em novela global e receberam indicações ao Grammy.

O Alabama Shakes, como o próprio nome indica, é uma banda formada no estado do Alabama, sul dos Estados Unidos. Eles são classificados dentro dos estilos blues-rock e southern rock, um ritmo desenvolvido nessa região do país durante as décadas de 50 e 60, que mescla influências do rock e da country music.

O grupo é composto por quatro músicos e o destaque é da vocalista, Brittany Howard, única representante feminina no Alabama Shakes, com sua voz única e potente.

A música mais famosa, que fez a banda ser conhecida no meio musical, é “Hold On”, uma letra desabafo que conta uma história de superação e sobrevivência da vocalista.

“Rise to the sun” foi música tema do fictício casal Marra, da novela global Geração Brasil. Quem assistiu talvez lembre, ouça:

A faixa que mais representa o estilo da banda é animada “Hang Loose” (“Relaxa”):

O amor e o romance estão fortemente representados em “I found you” (“Encontrei você”), uma declaração agradecida aos céus pelo encontro com o grande amor:

Outro hit conhecido é “You ain’t alone” (Você não está sozinho), que fala sobre solidão e introspecção.

Como você pode perceber, o Alabama Shakes tem um trabalho muito conciso e consistente. Muitas faixas, inclusive, parecem ter a mesma base e até podem ser confundidas. O que faz desse grupo aquele tipo especial para quem curte uma música com estilo do começo ao fim.

É possível ser feliz sozinho?   

Uma reflexão para quem está às voltas se lamentando por estar sozinho(a) e deixando de aproveitar a melhor companhia, que é a sua própria. Ame-se, respeite-se e não tenha medo de ser feliz. Sozinho(a) ou acompanhado(a), a responsabilidade da felicidade não muda: continua sendo sua! #reflita

Texto de autoria da psicóloga Cláudia Morais

“Olhe à sua volta. Quem são as pessoas mais felizes que conhece? Como é que elas vivem? São casadas, solteiras, viúvas ou divorciadas? E como é que você sabe que essas pessoas são REALMENTE felizes?

Crescemos inundados de histórias de amor romântico que acabam por moldar a nossa percepção da felicidade. Ao ponto de muitos de nós se convencerem de que só é possível ser feliz a dois. Um dos problemas que decorrem deste pensamento irracional é a busca permanente de um parceiro, como se uma má companhia fosse melhor do que estar sozinho. Algumas pessoas sofrem deste mal – colecionam maus relacionamentos porque têm medo de estarem sozinhas.

Sem iludir ninguém: os estudos mostram que as pessoas mais felizes são aquelas que têm um companheiro. Em rigor, as pessoas mais felizes são as casadas. Mas atenção: isso só é verdade para aquelas que se sentem satisfeitas no casamento. Na prática, o casamento não só não é garantia de felicidade como, se se tratar de um mau casamento, também é garantia de infelicidade.

Se as pessoas insatisfeitas com o seu casamento (ou relação amorosa) são mais INFELIZES do que os solteiros, os viúvos ou os divorciados, por que teimamos em fugir a sete pés da solidão? Por que é que há pessoas que se desesperam perante a ideia de estarem solteiras? Por que é que alguns olham de lado para quem assume que prefere estar só?

A verdade é que é o medo do desconhecido que, muitas vezes, nos impede de fazer as escolhas certas. Até um dia. Até ao dia em que uma ruptura amorosa nos empurra para uma situação nova. E depois da dor surge uma admirável tranquilidade que nos faz apreciar a vida e os outros laços afetivos de uma forma diferente.

Há pessoas que se sentem muito bem sozinhas. Há até quem se sinta incrivelmente feliz nessa condição, por mais que isso seja gerador de incredulidade.

A maior parte dessas pessoas está sozinha a título temporário. É uma questão de tempo até que voltem a amar, a comprometer-se. Mas, às vezes, passam-se anos – 2, 3, 4, 5 anos! – até que isso aconteça. E, nesse período, conseguem ser estupidamente felizes. Precisamente porque reaprenderam a explorar outros laços afetivos, porque usufruem de total controle sobre as suas vidas e, fundamentalmente, porque não estão dispostas a comprometer-se com quem não as mereça. E essa é uma escolha emocionalmente inteligente.

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A maior parte das pessoas é mais feliz se viver uma relação amorosa que seja geradora de satisfação. Mas a resposta à pergunta que dá título a este texto é: SIM! É possível ser feliz sozinho. E, às vezes, estar sozinho é a escolha mais inteligente para que, mais cedo ou mais tarde, se possa voltar a amar.”

Para refletir: Solidão

 Texto de Maria Rocha, psicóloga clínica, autora do blog Papo Gula:

“A solidão é muito mais do que um sentimento de precisar estar com alguém, ou ter uma companhia ou querer alguém para fazer certos programas.

A solidão é um sentimento que te isola completamente do mundo, você pode estar em uma festa ou rodeado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho, completamente perdido, sem base, sem você.

O estar sozinho em um espaço físico te desespera mais ainda por não saber estar em sua própria companhia, não suportar o seus próprios pensamentos e ideias. É ambíguo, pois te desespera estar em volta de várias pessoas que nunca vão preencher aquele vazio que você está sentindo, mas também te desespera pensar em ficar sozinho na sua própria companhia.

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Vivemos em uma sociedade que oprime muito dos nossos pensamentos, das nossas emoções e que não nos permite estar triste. Temos que seguir um padrão que, às vezes, não nos agrada, só agrada às pessoas ao nosso redor. Essa sensação de ter que viver de acordo com a sociedade nos isola mais ainda do que nós somos de fato, nos deixando cada vez mais sozinhos. Na minha opinião o maior antidoto para a solidão é aprender a ficar sozinho, assim você vai poder estar em qualquer que seja a companhia.

Amar a si mesmo, buscar o autoconhecimento, reconhecer suas conquistas e vitorias, seus erros, aprender com eles, se auto analisar vão fazer de você a sua melhor companhia.

Não tenha medo de ser feliz, de dizer que ama, de falar o que pensa, de rir de si mesmo, de falar besteira ou o que não deve, de cometer erros, de comer demais, de fazer o que gosta, pagar mico, falar bobagens, cantar no chuveiro, de dançar como se ninguém tivesse te olhando, de ser sincero, diferente, rir alto, de se achar bonito estando fora do padrão de beleza, de ser brega, bagunçar o cabelo, chorar, borrar a maquiagem e de ir à praia com umas gordurinhas a mais. Não se sinta mal por não estar acompanhado, não se sentir desejado, amado… Tenha medo de não ser feliz, de não demonstrar o que sente e de viver prisioneiro de uma sociedade que dita valores.

A hora de ser feliz é agora, a felicidade não bate na sua porta, quem a cria é você. A felicidade e a vida acontecem sempre no presente.”

Que todos tenhamos uma excelente semana a todos!