“Eu era sedentária até os 35 anos, quando virei o jogo”

Conteúdo original Women’s Health Brasil

Foto: arquivo pessoal

“Não é preciso ser atleta desde criança para competir e ganhar troféus. É só perguntar para Gabriela Giamoniano. Depois de seguir uma vida sedentária por 35 anos, a designer têxtil de São Paulo largou o sofá e passou a se dedicar ao duathlon (modalidade que une corrida e ciclismo). A mudança de hábito gerou tantos comentários das amigas que ela decidiu criar uma página no Facebook para postar suas conquistas, tirar dúvidas e estimular outras mulheres a fazerem o mesmo. “A ‘Atleta Depois dos 35’ é a forma que encontrei de incentivar as outras a, mesmo com a vida agitada do trabalho, encontrar tempo para treinar e se dedicar a um esporte”, diz ela.

Jovem e acomodada

Antes de conhecer o duathlon, Gabi não fazia qualquer tipo de exercício. “Eu era completamente sedentária até os 35 anos – quando virei o jogo! Eu acordava e dormia tarde e me alimentava de qualquer maneira”, relembra. Quem fez ela conhecer o esporte foi seu namorado, Fábio, que usava a bicicleta para se movimentar pela cidade. “Ele foi me ensinando a pedalar – eu não sabia nem trocar as marchas – e fui me arriscando mais, perdendo o medo de andar na rua. Até que passei a usar a bike como meio de transporte.”

Dos passeios na rua, Gabi migrou para as provas. “Como sou muito competitiva, comecei a perceber o quanto era legal ultrapassar outras pessoas, mostrar minha força. Mas meu condicionamento físico não ajudava em nada.” A partir daí, ela decidiu iniciar um treinamento com profissionais para melhorar seu fôlego e ter condições de competir.

Na época, ela sentia o questionamento das amigas. “Sempre falavam: ‘Nossa, você é louca, vai começar a treinar agora, com 35 anos?’ ou então ‘Eu não teria coragem nem tempo, minha vida é muito corrida’. Percebi que as minhas dúvidas eram as mesmas de muitas mulheres que levam uma vida sedentária. Às vezes elas nem imaginam que podem começar a treinar, competir, praticar um esporte”.

Foto: arquivo pessoal

Causa e consequência

O que estimulou Gabi a criar o projeto do blog não foi apenas o estilo de vida das amigas. “Quando encontrei uma pesquisa do Diesporte, percebi que minha voz poderia fazer alguma diferença”, afirma. Ela se refere ao estudo que diz que a maior causa para o sedentarismo no Brasil é a falta de tempo e outras prioridades (estudo, trabalho, família).

“De acordo com o IBOPE Repucom, quando as mulheres são questionadas sobre os motivos que as impedem de praticar atividades físicas, elas citam barreiras emocionais, como medo do fracasso e vergonha. Então decidi montar a página para mostrar o meu dia a dia, mesmo sendo tímida – o que também se tornou um desafio diário.”

Além de incentivar a prática esportiva, Gabi ainda quer mostrar que participar de provas também é saudável. “Competir, ganhar e sentir o orgulho de levar para casa um troféu não é um sonho restrito a quem treina desde a infância. Mesmo depois dos 35 anos, a disciplina e a força de vontade podem render boas medalhas e até mesmo melhorar o desempenho profissional”, conta ela. “E isso em conjunto com o trabalho e os estudos.”

Vida nova e ativa

Hoje a paulistana treina corrida e ciclismo três vezes por semana e, a cada 15 dias, faz um treino técnico de mountain bike nas trilhas. A nova vida ativa influenciou muitas de suas amigas a começarem a olhar a bicicleta como meio de transporte, a investirem na corrida ou na caminhada. “Eu achei tudo isso muito incrível. Senti que estava servindo de exemplo e inspiração para alguém”, diz Gabi. “Tenho uma amiga de Guarulhos (SP) que adora ver minhas fotos, porque assim ela tem vontade de treinar também. Nós mal conversamos, mas estou presente nos dias dela de alguma forma.”

“Hoje me sinto muito mais disposta, me preocupo mais com a alimentação e com horas de sono mais definidas. Fora o fato de ter muito mais fôlego e me sentir mais feliz”, conta. Se notou alguma diferença no corpo? “Sou magrela desde sempre, mas agora minhas coxas estão mais torneadas e minha gordurinha abdominal desapareceu. Está tudo no lugar.”

Antes de abrir espaço em sua rotina para os exercícios físicos, a designer também tinha problemas de ansiedade, como síndrome do pânico, e a prática de esportes a ajudou a tomar as rédeas de sua mente. “Preciso seguir um ritmo para aguentar até o final do exercício, esperar um pouco para a ultrapassagem, treinar com afinco para as provas. Tudo isso exige paciência”, conta. E sempre que ela termina o treino, sente-se muito mais competente e forte por ter conseguido se superar mais um dia. “Quando não treino, me sinto irresponsável, porque eu mesma coloquei as metas e me esforço para conseguir finalizá-las.” E agora não existe mais a história de “não ter tempo pra nada”. “Sinto que basta eu querer algo para arrumar tempo e disposição pra fazê-lo. A idade é apenas um número.”

5 dicas de Gabi para quem quer começar um esporte

  • “Escolha um esporte com o qual você realmente se identifique para sentir-se motivada a fazê-lo com frequência”

  • “Leve em consideração o valor que seria necessário investir para iniciar os treinos. Existem bicicletas bem caras, mas comecei com uma baratinha. E também escolhi a corrida, já que o investimento seria apenas em um bom tênis”

  • “Inicie o esporte com a ajuda de um profissional, porque podem ocorrer lesões sérias se você exagerar ou fizer os exercícios de forma incorreta”

  • “Participe de provas para se manter motivada”

  • “Conheça pessoas que pratiquem o mesmo esporte para tirar dúvidas e estimular você a ir aos treinos”

Carregando seu transporte

“Eu utilizo uma bicicleta dobrável, porque ela pode entrar no metrô e também cabe no porta-malas do táxi. Se eu me cansar ou o pneu furar, é fácil voltar pra casa. Na hora de pedalar, prefira os caminhos com ciclovia e use os equipamentos de segurança, como capacete e lanternas. Faça amizade com outros ciclistas que percorrem o mesmo caminho que você – juntos somos mais fortes. Outra dica: sempre leve uma trava para bicicleta para proteger seu meio de transporte.”

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Resiliência: você sabe para que serve?

Conteúdo original Minha Vida

Você já ouviu falar sobre resiliência? A resiliência é considerada um aspecto psicológico que pode ser entendido como sendo a capacidade que o indivíduo tem para:

  • Lidar com problemas
  • Superar obstáculos
  • Responder com equilíbrio a situações adversas
  • Manter-se sereno em momentos de estresse.

Toda ação deve ser feita sem que esses fatores externos negativos desequilibrem o bom andamento da vida. Para que isso aconteça é preciso que o indivíduo tome decisões adequadas sem ser afetado pela tensão externa ou interna. A força emocional individual se mantém. Quem é resiliente se sente capaz de enfrentar as adversidades sem perder o foco nos seus objetivos e bem-estar.

As características são muito positivas e as mais comuns de quem é resiliente são:

  • Rápida tomada de ação
  • Adaptação
  • Criatividade
  • Menor vulnerabilidade ao medo de errar e mais força na certeza que será capaz de lidar com as consequências de suas escolhas

  • Confiança em si próprio
  • Domínio das emoções e da própria vida.

É possível se tornar resiliente?

Algumas pessoas são consideradas naturalmente resilientes. Mas isso não tão simples assim. A grande verdade é que quem tem essa sábia habilidade, foi ao longo dos anos se desenvolvendo para isso, mesmo que de forma inconsciente. Vou dar um exemplo: se uma criança é criada por pais resilientes, aumenta sua chance de desenvolvimento nesse aspecto, por observação, repetição de padrão e aprendizado.

Mas não se preocupe, se seus pais não são resilientes, você ainda tem tempo não só de aprender a ter excelência nisso, como até mesmo, ensiná-los a serem pais resilientes, caso essa seja da vontade de todos envolvidos.

Quem é capaz de administrar as emoções mais facilmente, consegue superar as dificuldades de forma rápida e eficaz, a consequência disso é encontrar harmonia e equilíbrio na vida. Talvez você esteja se perguntando: será que alguém que não consegue administrar as emoções é capaz desenvolver resiliência? Sim, é perfeitamente possível. Segue algumas dicas e orientações:

1) Consiga desenvolver e treinar seu foco de atenção – para onde vai sua energia quando você precisa resolver algo na vida? Observe seus pensamentos. Você está enxergando o problema ou a solução? Habitualmente onde está sua atenção e pensamento? Como exatamente você faz o que faz?

2) Melhore sua capacidade de compreensão do outro – desenvolva empatia, sintonia, criação de aliança com as pessoas a sua volta – saber colocar-se no lugar do outro e com isso, estabelecer vínculos sociais. Você ouve o que as pessoas falam? Você se importa com o próximo? Sabe entender as necessidades alheias? Consegue se colocar no lugar de outra pessoa respeitando o mundo, valores e aprendizados diferentes dos seus? O que é capaz de perceber diferente quando faz essa mudança de perspectiva?

3) Coloque sua energia no controle emocional e no controle dos impulsos – perceba que você é capaz de autocontrole e disciplina. Se esse é um ponto importante para o seu aprendizado, invista em cursos, terapia, sessões de coaching, livros, vídeos, e assuntos que possam agregar diretamente sobre esse tema. Prosperar na vida requer dedicação, planejamento e tempo. Use seu tempo a seu favor.

4) Desenvolva criatividade para responder aos estímulos negativos – que suas escolhas sejam livres de repetições passadas e negativas. Você não precisa ficar eternamente preso no mesmo padrão de resposta que não te agrada.

5) Cultive a positividade – acredite que as coisas vão melhorar e aja nessa direção. Não espere o futuro trazer as respostas. Use o seu presente para construir aquilo que depende de você.

6) Ponha em prática o conceito de 1/3:

  • 1/3 depende de você
  • 1/3 depende do outro
  • 1/3 depende do acaso.

Faça seu 1/3 bem feito. Tenha certeza que sua parte foi executada da melhor forma possível. E que se tem algo que não depende de você, saiba encontrar ajuda e orientação necessária.

7) Explore e aumente sua capacidade de análise – seja da situação como um todo, de pontos específicos, tomada de decisão e ação – ser apto a entender os problemas, sua gravidade, impacto, consequência e possíveis estratégias de solução.

8) Supere-se – se você tem alguma “trava”, crença limitante de sucesso e bem-estar, medo, insegurança, ansiedade, etc, encontre caminhos para amenizar, suavizar e principalmente curar-se para viver em harmonia e bem estar.

Você pode seguir as dicas desse artigo para o seu crescimento pessoal e criar novas formas de superação e desenvolvimento das suas habilidades. Havendo interesse busque ajuda especializada. Você pode se beneficiar através de atendimento individual com sessões de coaching, EMDR, hipnose ericksoniana, programação neurolinguística (PNL), técnica de terapia breve, etc.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

8 atitudes saudáveis que aprendemos com Khloé Kardashian

Quem acompanha reality shows sabe exatamente do que e de quem estamos falando. Quem não,  basta saber que entre os dramas e agitos do programa ‘Keeping up with the Kardashians’, que acompanha o dia-a-dia da família mais famosa da tevê americana, os Kardashian-Jenner, há algumas lições a absorver.

A mais relevante delas é a discussão em torno das pessoas transgêneras, bandeira levantada pelo patriarca da família, Caitlyn Marie Jenner (nascida William Bruce Jenner), campeão olímpico, que, depois de anos vivendo numa luta constante em não se reconhecer no sexo e corpo de nascimento, resolveu fazer a transição de gênero, transformando-se numa mulher. Uma história e tanto!

Outro ponto interessante, e que interessa diretamente ao blog, é a mudança no corpo e na saúde de uma das irmãs da família, Khloé. A vida dela teve altos e baixos, como crises no casamento, o envolvimento do marido com drogas e um processo de divórcio (que parece ter estacionado). Apesar de trabalhar com moda e imagem, a Khloé sempre foi muito gente da gente: comia besteira, não seguia dietas e mantinha uma estrutura mais encorpada e com curvas. Mas, isso mudou completamente após sua separação, com uma rotina equilibrada de exercícios e alimentação saudável e hoje ela é uma referência de saúde e superação. Que tal se inspirar?!

Antes de depois da Khloé

Conteúdo original M de Mulher:

De todas as meninas do clã Kardashian-Jenner, Khloé é uma das que mais frequenta a academia e se dedica para manter um estilo de vida saudável – é só conferir as fotos que a  modelo publica no Instagram.  Em seu novo livro “Khloé – Strong Looks Better Naked”, ainda sem tradução para o português, ela compartilha alguns conselhos fundamentais para você se manter firme na dieta e, acima de tudo, no treino. Confira alguns truques para aumentar a sua motivação:

1. Use o exercício para acabar com o tédio e a ansiedade

Durante o seu casamento com o jogador Lamar Odom, Khloé precisou se mudar para Dallas. Segundo a celebridade, essa foi a primeira vez em que ficou longe da família e amigos. E o remédio para lidar com a solidão? Se exercitar regulamente. “Foi assim que eu comecei a lidar com meu próprio isolamento, visitando a academia do hotel todos os dias e, às vezes, duas vezes por dia. Com o tempo, eu fui me empolgando com os treinos”, revela.

2. Não dê ouvidos aos comentários sobre o seu corpo

Acredite: Khloé sempre gostou de suas curvas – até quando ela era mais cheinha. “Na verdade, eu estava tão confortável com minha aparência que, de alguma maneira, isso acabou moldando a minha personalidade. Eu era uma garota feliz, alegre e otimista. Eu nunca pensei sobre o meu peso, e como resultado, não era estressada – como a maioria das meninas da minha idade”, explica.

3. Encontre um exercício que você ama

Khloé é apaixonada por treino aeróbico e, descobrir isso, fez uma grande diferença no treino. “Se você quer saber o que realmente vai transformar o seu corpo, aqui está a resposta: encontre um exercício que você ama. Do contrário, não vai conseguir manter uma rotina de exercícios”, explica.

4. Determine as comidas que são certas para você

Atualmente, a celebridade segue uma dieta que evita laticínios – apesar de que, segundo ela, diminuir o queijo foi a parte mais difícil! “De certa forma, você é um laboratório. A resposta do seu corpo irá dizer exatamente o que funciona ou não para o seu organismo. Aposte no que te faz bem”, afirma.

5. Estabeleça metas

Quando Khloe se encontrou pela primeira vez com o seu personal Gunnar Peterson, ela precisou estabelecer metas para que ela pudesse seguir um plano de exercícios completo. Você deseja perder 3Kg? Quer conquistar o abdômen da JLo? Não importa o seu objetivo, certifique-se de que você estabeleceu metas para chegar lá. Quando perguntam se ela está treinando para algum evento específico, Khloé responde: “Sim, estou. Estou treinando para a vida”.

6. Sinta os benefícios

O seu abdômen pode demorar um pouco para ficar definido ou talvez você não enxergue os resultados na balança. O importante é que você entenda (e sinta!) os benefícios da atividade física. Assim, você nunca vai faltar o treino ou deixar o exercício de lado.

7. Evite a balança

Como já falamos antes, a modelo nunca se viu como uma pessoa gordinha. “Perder peso foi um efeito colateral agradável, não o objetivo”. Por isso, ela fica longe da balança e, na verdade, nem sequer tem uma casa. Ela enxerga o progresso pelo caimento das roupas, pela forma como ela se sente e pelos músculos visíveis – em seus braços ou barriga.

Toda linda e sarada em ensaio sensual para a revista Complex

8. Beba muita água – em todos os momentos!

No livro, você também encontra algumas receitas. Mas o segredo do corpão, segundo Khloé, é beber muita água. Não à toa ela mantém, pelo menos, quatro jarras de água em seu frigobar. E, para variar, a celeb gosta de incluir diferentes combinações de frutas.

Sobre o luto: como lidar com a morte?

“Talvez a morte seja a temática mais difícil de se lidar porque envolve, justamente, o desconhecido. Não sabemos exatamente o que acontece depois que o corpo pára de funcionar e a alma abandona seu invólucro carnal – costumamos dizer que ninguém nunca voltou para contar o que existe do outro lado. Algumas tradições espirituais são bastante taxativas no que diz respeito à esta passagem e, talvez, o Kardecismo seja a que a aborda mais amplamente. Mas, de qualquer forma e tendo você a religião que tiver, elaborar o luto de um ente querido não é nada simples.

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Não existe uma fórmula mágica sobre como sofrer menos ou sobre como não permitir que seu sofrimento seja prejudicial para a passagem de seu ente querido ou, ainda, uma receitinha caseira de “lidando com a morte em 5 passos”. O que existe é aquilo que você consegue fazer. E isso há de ser bom o suficiente.

Dizem por aí que a morte é um sofrimento para quem fica – e eu particularmente concordo com isso. De acordo com as minhas crenças e de alguns “dogmas” que, para mim, são indiscutíveis, o processo de morte acaba sendo uma libertação muito grande. Eu não tenho uma religião específica e nem sigo uma doutrina ou filosofia estritamente rígida com relação ao processo de passagem, mas acredito em algumas coisas.

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Que sejamos seres espirituais em uma experiência humana mas que, quando esta experiência acaba, uma outra se inicia. Que esta vida é apenas uma das centenas que já tivemos e que ainda teremos, enquanto seres imortais em busca do aprimoramento constante e da reconexão com o divino. Que a morte é sentida, por nós, com grande pesar – mas que, do outro lado, nossas almas sejam recebidas com grande alegria pelos que lá estão. Que recebemos apoio espiritual de nossos irmãos de jornada nestes processos de passagem, principalmente quando eles envolvem, como o caso do seu pai, vícios terrenos. E acredito, piamente, que mesmo acreditando em tudo isso eu sofreria horrores se fosse o meu pai, no lugar do seu.

Eu poderia te passar aqui uma lista de livros, filmes e documentários que poderiam te ajudar a ampliar suas ideias com relação ao tema, poderia te contar de todos os países do mundo em que a morte é celebrada e não lamentada. Eu poderia te contar de como existem tradições milenares em que praticantes bastante evoluídos marcam dia e hora para suas almas abandonarem seus corpos – o que de fato acontece. E poderia te falar também que o seu sofrimento é uma energia e que energia é vibração e tem frequência, o que poderia prejudicar o processo de passagem do seu pai. Mas não vou te dizer nada disso.

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O que eu vou te dizer é: chore. O que vou te dizer é: sofra! Não importa no que você acredita e nem no que quer experimentar, o que você está vivendo neste momento é único e é seu e tem direito de ser como é. Emoções são apenas energia em movimento e energia que é para ser em movimento precisa ser movimentada. Então, permita-se sentir o que está sentido e não ouça ninguém que te diga “faça isso” ou “não faça aquilo”. Faça o que você conseguir fazer. Vão existir dias bons e ruins, dias em que você vai achar que está se sentindo melhor para, no momento seguinte, sentir culpa por estar se sentindo melhor. E dias em que tudo o que você gostaria que acontecesse seria voltar no tempo para dizer coisas que você não disse, ou para dar o apoio que você acha que deveria ter dado e não deu. Dias em que a vida vai parecer completamente sem sentido porque o homem que te deu a vida não existe mais. E dias em que você vai conseguir sorrir quase como se nada tivesse acontecido. E nada disso vai estar errado.

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Cada pessoa é uma e cada processo é um processo. O modo como você vai lidar com a perda do seu pai é seu e ninguém poderá dizer que deveria ser diferente. Acho que nós sofremos com a morte porque ela é a coisa mais definitiva que existe, e não somos bons em lidar com as coisas definitivas – por mais que tenhamos igualmente enorme dificuldade em lidar com as mudanças inevitáveis da vida. Mas a verdade é apenas esta: a morte é a única certeza que temos, desde o momento de nosso nascimento. Tudo o que está vivo um dia não vai mais estar, e isso nos inclui.

Mas, acima de qualquer coisa e independentemente de qualquer que seja a forma de você lidar com o seu processo, se eu pudesse te dar apenas um conselho ele seria: sinta-se grata. Grata por tudo o que você viveu com seu querido pai, por cada lição e aprendizado que você teve com ele. Seja grata por cada célula do seu corpo que, se não fosse por ele, não existiriam. Seja grata pelos bons exemplos, que norteiam as suas escolhas – mas seja grata pelos maus exemplos também, tão importantes quanto os bons na construção de sua identidade. Seja grata e seja grata e seja grata e agradeça por absolutamente tudo – e, um dia, você vai se sentir grata até pela forma com que ele morreu, pois é apenas a consequência inevitável do modo como ele viveu. E quando aprendemos a amar uma moeda, amamos seus dois lados, incondicionalmente.

Se dê o tempo de chegar lá.

Eu te amo, por favor me perdoa, sinto muito, sou grata.
Namastê.”

Texto de Flávia Melissa

“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.

Você pode superar!

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“Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para “dentro de nós”, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos ‘nãos’, quantos momentos difíceis já vencemos.

Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, está a nossa capacidade de vencer.

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Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar.

Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior numero de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem você recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória.

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Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso.

Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória, convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista e lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!!”

Nestor de Almeida, Administradores

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