Site reúne fotos de mulheres reais para desmistificar padrões

Conteúdo original Boa Forma

Quantas vezes você já se pegou comparando seu peso com o de suas amigas ou o de alguma famosa? É fato: não adianta o quanto promovemos o desapego do número da balança — já que tudo é relativo à estrutura do seu corpo —, a neura na cabeça das maioria das mulheres continua.

Pensando nisso, a fotógrafa Odessa Cozzolino, dos Estados Unidos, criou o site MyBodyGallery.com, um acervo de imagens de mulheres reais, enviadas por elas mesmas. Cada fotografia é guardada com o peso, altura, idade, tamanho de calça e blusa e tipo de corpo da pessoa em questão. Assustador? Pelo contrário! A ideia é mostrar as mais variáveis formas que uma mesma medida pode apresentar.

Navegar no site é bem simples: em uma barra superior, você seleciona qual ou quais medidas você quer ver presentes no resultado de busca. Ao clicar em “Search”, todas as imagens de corpos correspondentes aparecerão — mulheres com formas bem diferentes uma das outras!  Isso é um sinal de que você pode respirar tranquila: seu peso (ou manequim, altura…) certamente é compartilhado com todos os tipos de corpo.

Você também pode jogar um quiz em que escolhe uma medida e tenta acertar qual das três fotos corresponde ao número selecionado. De primeira, por exemplo, coloquei minha margem de peso e só acertei uma de três. Isso mostra o quanto temos uma imagem distorcida de nós mesmas! Além dessas ferramentas, há espaço para depoimentos de mulheres que enviaram suas imagens, contando histórias de aceitação e amor-próprio. É muito #girlpower, né?

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Defesa pela diversidade do corpo: priorizar o bem-estar sobre a perda de peso

Uma nova avaliação dos profissionais de saúde, e da forma como eles enfatizam o peso para definir a saúde e o bem-estar, sugere que esse tipo de conduta possa ser prejudicial aos pacientes.

A autora do artigo de revisão, Dra. Rachel Calogero, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Kent, em conjunto com especialistas de outras instituições e organizações, recomenda que esta abordagem, conhecida como “peso-normativo”, seja substituída por profissionais de saúde, autoridades públicas e membros políticos pela condução de “peso-inclusivo”.

Conduções pelo peso-inclusivo, como a iniciativa Health At Every Size (Saudável em todos os tamanhos), enfatizam uma visão da saúde e bem-estar com esforços multifacetados e diretos para a melhoria do acesso a saúde e redução do estigma de peso.

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Baseados em seu estudo, os autores dizem que todos os responsáveis oficiais pela promoção da saúde devem erradicar o estigma de peso, a vergonha da gordura e as prescrições de mantas para perda de peso e defender políticas de facilitação da saúde e bem-estar para todos, independentemente da forma do corpo.

A revisão, publicada na atual edição do Journal of Obesity (Jornal da Obesidade), aponta para o fracasso das intervenções de emagrecimento em sustentar o baixo peso e promover a melhoria da saúde.

O conteúdo destaca os perigos da dieta iô-iô na saúde física e mental, a ligação entre as dietas e os transtornos alimentares e o estigma generalizado do peso como evidências dos custos físicos, mentais, emocionais e éticos de uma abordagem de peso-normativo.

Os autores dizem que a prática do peso-inclusivo abandona o foco na balança e destacar determinantes sociais da saúde, como o racismo e a pobreza. É uma abordagem que aceita e apoia a diversidade humana – incluindo a diversidade de tamanho.

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A revisão sugere ainda que o peso-inclusivo seja capaz de bloquear alguns problemas de saúde já marcados na sociedade, como os de peso, e oferece uma compreensão baseada em pesquisa mais acuradas sobre a saúde positiva e o bem-estar para todas as pessoas.

Fonte: ScienceDaily
Tradução fiel de autoria do blog.