Atividade física regular pode reduzir sintomas de dor crônica

Caminhadas e corridas nunca estiveram tão presentes na vida do brasileiro. Na última década, movimentar-se é considerado um dos pilares determinantes para a manutenção de uma vida saudável. Mas não só isso, ao contrário do senso comum, que acredita no repouso como combate a algumas doenças, o exercício é indicado pelos médicos como tratamento para dores crônicas.

A dor crônica é definida quando acontece de forma contínua ou intermitente, por um período igual ou superior a três meses. “Este é o tempo mínimo para que o sistema nervoso crie uma memória associada à dor intensa e de longa duração, o que a caracteriza como dor crônica”, explica Dr. Thiago Bernardo de Carvalho Almeida, médico do esporte do Hospital IFOR, da Rede D’Or São Luiz.

Ela pode ser combatida com atividade física em diversas ocasiões, como nas dores da região lombar – chamada de lombalgia – que acomete até 85% da população mundial uma vez na vida, segundo dados da literatura médica.

As doenças como a lombalgia, cefaleia, artropatias e osteomusculares relacionadas ao trabalho também podem ser atacadas com a atividade física regular. “São raros os casos de pacientes com artrose em que a atividade física está contraindicada, por exemplo”, explica.

Thiago orienta que no caso da osteoporose, é importante se exercitar tanto na prevenção quanto no tratamento. No caso da fibromialgia, na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso não surte efeito se não estiver associado à atividade física. “O uso terapêutico do exercício vem se provando cada vez mais eficiente”, sugere.

Além da atividade física, os especialistas recomendam que os pacientes mantenham também hábitos alimentares saudáveis e uma boa rotina de descanso, pois são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida.

O tratamento da dor crônica pode variar de acordo com cada pessoa. Ele cita o exemplo da musculação, que pode ter cargas e repetições diferentes para cada etapa. “Nem sempre o tratamento da dor deve ser individualizado, mas orientado de acordo com as necessidades de cada pessoa. Isso inclui uso de medicamentos, mudança do estilo de vida, prática esportiva, entre outras coisas”.

O Dr. Thiago recomenda ainda que os pacientes procurem uma atividade física ao seu agrado, mas sempre acompanhado de um profissional. “É a manutenção do exercício que trará o bem-estar e uma melhor qualidade de vida”.

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Fique longe da tendinite

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Esforço repetitivo, ausência de alongamento muscular, sobrecarga. Tudo isso pode inflamar algum tendão, a conhecida tendinite. Parecidas com uma corda, essas estruturas fibrosas que unem os ossos aos músculos costumam ser mais vulneráveis nas juntas. Por isso, é tão comum o incômodo atingir joelhos, ombros, cotovelos, punhos e tornozelos.

Quem pratica ioga ou pilates está se protegendo do problema. “Quanto mais os músculos forem flexíveis e fortes, menor será a sobrecarga nos tendões e, consequentemente, menos eles estarão propensos a se lesionarem”, afirma a professora de pilates Eliane Coutinho, fundadora da escola de formação Fisiociência, na capital paulista.

Caso o desconforto já esteja instalado, é preciso primeiro tratar a inflamação. Aí, sim, a pessoa pode trabalhar a flexibilidade e a resistência muscular. “Assim há uma reorganização nas fibras de colágeno do tendão e um ganho de força para que o músculo suporte maior sobrecarga, prevenindo novas lesões”, completa a especialista.

A acupuntura, por sua vez, oferece alívio. “Ela ajuda na melhora da dor e da inflamação local, além de relaxar a musculatura adjacente à patologia, favorecendo a mobilidade do membro afetado”, explica Marília Funes, médica anestesiologista e especialista em dor e em acupuntura, de São José do Rio Preto.

Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor o resultado. A intervenção dependerá do grau e do local da tendinite e também do tempo que ela persiste. Paralelamente às sessões com as agulhas, é importante reduzir a atividade ligada ao segmento dolorido. “Depois que a dor abrandar é indispensável alongar e fortalecer a musculatura. O tratamento correto evita o surgimento de novas lesões”, reforça a médica.

Melatonina: para que serve, benefícios para o sono e efeitos colaterais

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Melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano e uma de suas funções básicas é a indução ao sono. Ela está relacionada com a regulação do metabolismo ao longo do dia, o que inclui os períodos em que a pessoa está dormindo ou acordada.

Sua ação de indução do sono fez com que indústrias farmacêuticas lançassem sua versão sintética, amplamente vendida como suplemento em outros países, como Estados Unidos e Europa.

A melatonina não tem sua venda liberada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No entanto, ela pode ser importada se você tiver uma receita médica. Além disso, o produto tópico feito em farmácias de manipulação já foi liberado para comercialização com receita médica.

Para que serve a melatonina produzida no corpo

A melatonina é um hormônio ligado ao ciclo circadiano, ou seja, a forma como o organismo organiza suas funções quando estamos acordados e durante o sono. A substância começa a ser produzida na glândula pineal quando o dia escurece, para ajudar o organismo se preparar para dormir. Ela atinge seu nível máximo quando estamos dormindo. Com o nascer do sol e a volta da claridade, a glândula reduz a produção de melatonina, o que sinaliza que é o momento de acordar.

Por regular as funções do sono em todo o organismo, a maior parte dos órgãos possuem receptores para ela. Portanto, é bem possível que ela atue no organismo de formas variadas, ainda desconhecidas pelos médicos. Acredita-se que ela também tenha funções de regeneração celular e também ajude a combater inflamações no organismo.

Como hoje temos cada vez mais estímulos luminosos mesmo durante a noite, com a televisão, computadores e o uso constante do celular, algumas pessoas podem ter uma produção menor ou mais irregular da melatonina.

Alguns fatores costumam influenciar na produção de melatonina são:

  • Idade
  • Exposição a fontes de luz
  • Alguns medicamentos
  • Cegueira.

Indicações da suplementação de melatonina

Como a melatonina é um hormônio relacionado ao ciclo do sono, hoje essa substância é indicada para quem tem dificuldade de começar a dormir, de manter o sono ou de ter um descanso de qualidade durante a noite. Isso inclui as seguintes pessoas:

  • Idosos, que costumam ter a melatonina mais baixa naturalmente
  • Pessoas que trabalham em turnos noturnos e precisam dormir durante o dia
  • Vespertinos, ou seja, pessoas que só conseguem dormir e acordar mais tarde
  • Viajantes que precisam se recuperar do jet lag ou querem prevenir esse problema com os fusos horários

  • Pessoas com alguns graus de cegueira, que devido à má percepção de luminosidade têm dificuldades em produzir o hormônio.

Probleminhas de beleza que podem ser tratados com acupuntura

Desde o final da década de 70, a acupuntura vem sendo aplicada para fins estéticos no Brasil, época em que os primeiros médicos começaram a estudar e a aplicar a acupuntura no país. A partir de então, a técnica tem sido aprimorada e oferece excelentes resultados no tratamento de diversas queixas estéticas, como problemas de pele. Em geral, a técnica com agulhas é indicada quando não há grande excesso de pele e gordura, nem rugas muito profundas. Veja o uso da acupuntura na estética em cada caso:

Celulite e flacidez

A acupuntura quando aplicada para tratamentos estéticos melhora a saúde do paciente de forma geral, pois atua no equilíbrio energético do paciente. No tratamento da celulite e flacidez, por exemplo, é muito importante contrabalançar a parte hormonal e circulatória do paciente.

Isso não só auxilia no tratamento dos famosos “furinhos” indesejados (pele casca de laranja), mas, também contribui para o fortalecimento de músculos das coxas e dos glúteos pela eletro-acupuntura em pontos motores do corpo.

Rugas

Para combater as rugas e linhas de expressão, além da atuação sobre as rugas propriamente ditas, se faz necessário tratar o desequilíbrio energético relacionado aos cinco órgãos na medicina tradicional chinesa. O tratamento com agulhas ajuda a prevenir o surgimento de novas rugas e flacidez, pois equilibra as forças musculares da face e estimula a produção de colágeno.

Emagrecimento e gordura localizada

Já os pacientes que sofrem com sobrepeso ou desejam emagrecer, a acupuntura ajuda a controlar a ansiedade, a compulsão alimentar, a retenção de líquidos. E a eletro-acupuntura pode agir diretamente sobre a gordura localizada e sobre músculos abdominais e dos membros inferiores, com ótimos resultados.

Acne e pele oleosa

Por fim, para tratar a tão temida acne que tanto aflige os adolescentes e, também alguns adultos, é muito importante obter um diagnóstico tanto da medicina ocidental, que avalia a alteração hormonal, como também do diagnóstico energético, pois o tratamento sistêmico com pontos de acupuntura de regulação geral acaba sendo muito importante. Localmente é realizado o tratamento com eletro-acupuntura de ação anti-inflamatória e regulatória do aspecto oleoso da pele.

Que especialista devo procurar?

Durante uma consulta com o médico acupunturista são levantadas questões relacionadas à problemas de saúde e emocionais que o paciente apresenta ou apresentou desde o nascimento, características de sono, hábitos intestinais, alimentares, menstruais, entre outros. Esse diagnóstico é feito sob o ponto de vista da medicina ocidental e da medicina tradicional chinesa. Tal avaliação torna o diagnóstico e o tratamento mais completos. Um tratamento que vai de dentro para fora e também de fora para dentro.

A acupuntura é uma terapia integrativa, ou seja, ela abrange o ser como um todo levando em consideração todos os aspectos dele, como a alimentação, práticas esportivas, cuidados mente e corpo, a espiritualidade, sendo que a Acupuntura entra no contexto integrativo do corpo como um todo, levando ao paciente saúde, longevidade e beleza. Em geral, os pacientes se tornam mais autoconfiantes, com auto-estima elevada, fazendo o pensar no seu autocuidado.

A prática existe há cinco mil anos na China e, desde 1995, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e, atualmente, é oferecida pela rede pública de saúde e, também, pelos planos de saúde suplementar.

É importante ressaltar que como se trata de uma especialidade médica, somente pode ser realizada por profissionais da medicina, da medicina veterinária e da odontologia – cada um dentro de seu campo de atuação, também definidos por lei. O exercício da Acupuntura, quando realizado por qualquer outro profissional, é ilegal e pode causar sérios danos à saúde do paciente.

Paralisia do sono: como acontece, diagnóstico e tratamento

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Estima-se que até quatro em cada dez pessoas podem ter vivenciado a paralisia do sono alguma vez na vida. O fenômeno acontece no meio da noite, quando a pessoa acorda, mas não consegue mover seu corpo.

Sonhos e alucinações, às vezes envolvendo imagens assustadoras, em geral estão presentes, e a pessoa pode desenvolver um trauma para dormir. Na grande maioria das pessoas, a paralisia é um evento passageiro, relacionado com algum estresse ou mudança de hábito do sono, e não uma doença.

Existem várias crenças populares que tentam explicar a origem do fenômeno, e é importante que a pessoa saiba que há uma explicação científica para o fenômeno e procure ajuda de um profissional da área.

Como a paralisia do sono acontece

A paralisia do sono acontece quando a pessoa acorda durante o estágio REM (rapid eye movement = movimento rápido dos olhos). Esse estágio se caracteriza por atividade cerebral intensa e sonhos bastante vívidos.

Durante o sono REM nós também temos um relaxamento muscular importante. É normal que nosso sonho envolva movimentos, mas nosso corpo não responde a eles, o que evita acidentes com a própria pessoa ou companheiros.

A sensação de paralisia acontece porque o cérebro da pessoa despertou antes do corpo. Neste momento, o cérebro pode ainda estar envolvido com sonhos, numa espécie de confusão mental. A pessoa tem uma sensação terrível de não se mexer, além de estar vivenciando as imagens do sonho recente.

Como é feito o diagnóstico?

Se os episódios de paralisia estiverem repercutindo na vida da pessoa, é importante que procure um profissional na área de Medicina do Sono.

O especialista irá procurar por doenças que possam ser a causa da paralisia do sono, como a narcolepsia e outras doenças neurológicas. Se for necessário, pode ser solicitado o exame de polissonografia, para avaliar todas as fases do sono e outros distúrbios como a apneia do sono, que também pode levar a despertares e sensação de sufocamento no meio da noite, que se confundem com o quadro da paralisia.

Tratamento para paralisia do sono

Se for identificada uma doença como a narcolepsia ou apneia do sono, o tratamento será direcionado para o problema. Na maioria dos casos, não se encontra uma causa específica para a paralisia.

É importante manter a calma durante os episódios e focar em alternativas para evitar o problema. Hábitos do sono mais saudáveis, como ir para cama em horários regulares, fazer atividades mais calmas próximo de dormir e evitar bebidas alcoólicas e medicamentos que relaxam a musculatura, são bastante eficazes. Também é importante respeitar o número de horas de que o corpo de cada um necessita e ter atenção a problemas emocionais, como ansiedade.

Mesmo no frio, excesso de sono pode ser sinal de alerta

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Que o frio do inverno faz um convite irresistível para uma cama quentinha e um filme, todo mundo sabe. No entanto, a vontade permanente de querer dormir ou até mesmo de ficar deitado pode ser um alerta emitido por nosso organismo. Quem dá o aviso é o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo ele, é normal sentir vontade de se jogar na cama depois de um dia todo fora de casa, mas todo o excesso precisa ser bem observado. “Sentir aquela fadiga incompreensível por vários dias consecutivos é sinal de que algo não vai bem com sua saúde. Quando digo saúde, me refiro tanto a saúde física como mental”, afirma.

O especialista elenca que sedentarismo, desequilíbrio hormonal, má alimentação, estresse e sono acumulado são alguns dos problemas que contribuem para o cansaço. “Se não tratado, pode provocar baixa autoestima, enxaquecas e até outras doenças no organismo como psoríase e gastrite,”, revela.

A alimentação bem regulada é, para o médico, a melhor alternativa para despistar e evitar sintomas da fadiga. “O grande segredo de nosso corpo é respeitá-lo e isso começa com uma dieta saudável, que reequilibre nossas funções vitais, valorizando sempre a alimentação rica em frutas e verduras frescas”, lembra.

Além disso, continua, praticar exercícios físicos e relaxar pode não só ajudar como também prevenir o problema. “Em todo caso, sempre é bom procura uma avaliação médica, já que cada corpo é um universo”, ressalva.

Fonte: Theo Webert

SUS passa a oferecer reiki, meditação, musicoterapia e mais

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O Sistema Único de Saúde anunciou que já estão disponíveis para a população tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares, em âmbito federal. Ao todo, serão sete novos tratamentos, que integram a Política Nacional de Práticas Integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS). São eles: arteterapia, meditação, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático, tratamento quiroprático e reiki.

Além das inclusões, também foram renomeados alguns procedimentos que já estavam inclusos na Política. As novas nomenclaturas são terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.
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A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposofica e termalismo.

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das UBS.
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Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.