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Vale a pena se exercitar apenas um dia por semana?

Sem dúvida você faz o seu melhor para malhar regularmente. Mas, às vezes, a vida, o trabalho, e o happy hour ficam no caminho. Felizmente, um novo estudo mostra que você não precisa se envergonhar em ser uma “guerreira de final de semana” – ou melhor, alguém que só tem tempo para malhar uma ou duas vezes por semana.

O estudo, publicado no periódico JAMA Internal Medicine, analisou a população com base em uma pesquisa com 64.000 adultos e descobriu que as pessoas tiveram 30% menos risco de morrer durante o estudo quando fizeram pelo menos o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa – independentemente se esses minutos fossem separados em um, dois, ou seis treinos por semana.

Enquanto os pesquisadores dizem que mais estudos precisam ser feitos futuramente, isso basicamente significa que, sim, você pode encontrar sua meta fitness semanal em torturantes 150 minutos por semana, se isso satisfaz suas necessidades. Albert Matheny, especialista certificado em força e condicionamento do SoHo Strength Lab and Promix Nutrition, nos EUA, aponta que o estudo comparou pessoas que se exercitaram em algum grau contra aquelas que não fizeram exercício nenhum. Ou seja: não é tão chocante esperar que aqueles que fizeram  exercício de alguma forma se saíram melhor. “Mover-se é melhor do que não se mover”, diz ele.

E Doug Sklar, um personal trainer certificado e fundador do estúdio de treinamento baseado em Nova York PhilanthroFIT, concorda. “Isso simplesmente reforça o que muitos sabiam ou já suspeitavam há anos – a atividade física regular – em uma intensidade apropriada – pode ser benéfica para sua saúde a longo prazo”, diz ele.

Entretanto, Sklar nota que enquanto se exercitar duas vezes por semana é suficiente para os iniciantes, é realmente melhor tentar fazer mais. “Para pessoas mais experientes, eu recomendaria de três a cinco vezes por semana”, diz ele.

Matheny diz que se exercitar regularmente muito provavelmente fará você ser ainda mais saudável do que aqueles que malham aqui e ali. “Quão saudável você quer ser?”, ele pergunta. “Todo mundo pode se mover por pelo menos 22 minutos todo dia – e isso dá mais que 150 minutos por semana.”

Entretanto, se você está presa ao tempo e sabe que só pode se exercitar uma ou duas vezes por semana, Sklar recomenda um treino que mexa com o corpo todo junto a algum HIIT (treino intervalado de alta intensidade). “O componente da força vai ajudá-la a desenvolver e manter massa magra e densidade óssea, enquanto o HIIT vai elevar sua frequência cardíaca e desafiar seu sistema cardiovascular”, explica ele.

Matheny diz que você deveria manter sua frequência cardíaca elevada durante todo o exercício, que também deveria consistir em exercícios de mobilidade e movimentos em diferentes planos (não apenas se movendo para frente ou para um lado). Isso pode incluir um aquecimento com seu próprio peso corporal, treino de força e intervalados, e corrida ou natação, segundo ele.

Por mais que seja possível se exercitar intensamente uma ou duas vezes por semana, Matheny diz que é muito melhor ser consistente, se você puder. “Você não precisa ir com intensidade todo dia, e inclusive seria melhor se você não fizesse isso, mas você deveria se mover todo dia de alguma forma”, diz ele.

As 10 músicas mais ouvidas para treinar

Conteúdo original Women’s Health Brasil 

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Nada como começar o ano com uma boa playlist para animar os treinos, certo? Pensando nisso, o Spotify, serviço de música digital via streaming, revelou o ranking de músicas preferidas dos usuários na hora do treino. E os resultados foram surpreendentes.

Parece que a galera gosta de fazer exercício ao som de hip hop, tanto no Brasil quanto no mundo. Artistas como Drake, Eminem, Kanye West e Rihanna estão no topo das listas. Por aqui, “One Dance”, de Drake, é a mais ouvida nas playlists para malhar.

Veja abaixo os rankings das músicas mais escutadas para praticar exercícios e inspire-se para montar a sua playlist.

Top Músicas para treinar (Global)
  1. Eminem – “‘Till I Collapse”
  2. Kanye West – “POWER”
  3. Drake – “Jumpman”
  4. The Chainsmokers – “Closer”
  5. Calvin Harris –  “This is What You Came For”
  6. Rihanna – “Work”
  7. Sia – “Cheap Thrills”
  8. The Weeknd – “Starboy”
  9. Beyoncé – “7/11”
  10. David Guetta – “Hey Mama”
Top Músicas para treinar (Brasil)
  1. Drake – “One Dance”
  2. Calvin Harris – “This Is What You Came For”
  3. Desiigner – “Panda”
  4. Mike Posner – “I Took A Pill In Ibiza – Seeb Remix”
  5. Rihanna – “Work”
  6. Tinashe All – “Hands On Deck – Giraffage Remix”
  7. Jonas Blue – “Fast Car – Radio Edit”
  8. Rihanna – “Bitch – Better Have My Money”
  9. Vigiland – “Shots & Squats”
  10. The Chainsmokers – “Don’t Let Me Down – Hardwell & Sephyx Remix”

Vai correr? Médico tira as dúvidas comuns entre mulheres sobre a corrida

Conteúdo original Vogue

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Esporte com número cada vez maior de adeptos, a corrida tem sido uma das atividades mais procuradas pelas mulheres nos últimos anos. Seja pelo alto gasto calórico, pela diversão, pelos benefícios ao organismo ou pela simples realização pessoal, fato é que, quem corre, se apaixona rapidamente pela modalidade.

Em entrevista à Vogue Brasil, o Dr. Sérgio Maurício, médico ortopedista, maratonista e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e Exercício, esclarece todas as dúvidas mais frequentes entre mulheres sobre a corrida. Run, baby, run!

VOGUE: TODAS AS MULHERE PODEM CORRER? SE NÃO, QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES?
SM: “Toda mulher pode correr, desde que sua saúde esteja em dia. No entanto, mulheres devem dar atenção especial ao metabolismo do cálcio nos ossos, principalmente aquelas acima de 40 anos. A redução dos minerais ósseos, leva à osteopenia e osteoporose, doenças que reduzem a qualidade óssea,  predispondo a fraturas por estresse repetitivo. Na presença dessas doenças, atividades de baixo impacto como bicicleta, natação ou caminhadas estão mais recomendadas. Porém, na ausência delas, a corrida é um grande aliado, aumentando a resistência e mineralização óssea.”

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QUAL A QUANTIDADE DE TREINOS POR SEMANA INDICADA PARA QUEM QUER PERDER PESO?
“A pessoa que quer perder peso tem que respeitar os limites do seu corpo, senão logo, logo terá uma lesão e passará dias de molho, comendo chocolate na frente da TV novamente. A corrida é um dos exercícios que mais queima calorias, por isso é tão tentador sair correndo mais e mais. Em geral recomendo que a pessoa inicie com 3 treinos semanais de 30 minutos, alternando os dias para que a musculatura recupere. Dar pequenas caminhadas durante a corrida também evita que a musculatura entre em fadiga, evitando a lesões. Nos dias de repouso, natação e bicicleta são opções para não ficar parado. De maneira geral, deve-se aumentar 10% do volume semanal a cada 1 ou 2 semanas, porém cada um tem um corpo, uma meta e uma história em diferentes esportes.”

GRÁVIDAS PODEM CORRER?
“Seu obstetra deve ser comunicado do interesse em correr e sua gestação definida como de baixo, médio ou alto risco. Após autorização do obstetra, grávidas de baixo risco são estimuladas à prática esportiva leve e moderada. Dentre os benefícios, estão a redução do inchaço e a prevenção de dores lombares e abdominais. Recomendo que corridas sejam leves, e somente para atletas de longa data, que já tem seus joelhos adaptados e equilíbrio no esporte. O consumo de água deve ter atenção redobrada, bebendo muito líquido, antes, durante e após as corridas. A desidratação pode comprometer o fluxo sanguíneo pro bebê. No segundo trimestre, com o crescimento da barriga, evite terrenos irregulares, tomando maior cuidado para não perder o equilíbrio e cair. No terceiro e último trimestre, recomendo a troca da corrida por alguma atividade de menor impacto como hidroginástica e natação devido ao grande aumento da barriga. Na presença de qualquer sintoma, a atividade deve ser interrompida e o médico contactado.”

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O PERÍODO MENSTRUAL PODE AFETAR A PERFORMANCE DA CORREDORA? 
“A balança hormonal, que rege o ciclo menstrual, vai muito além de variações de humor. No período pré-menstrual, o aumento da progesterona e do estrogênio, também levam a um discreto aumento da temperatura corporal e retenção de líquidos. Apesar de não haver um consenso na literatura, a maioria dos estudos aponta para uma melhor performance no período pós-menstrual, enquanto no pré-menstrual há menor tolerância ao esforço e rendimento nos esportes. Já na fase menstrual, as respostas variam muito de mulher para mulher, não tendo padrão definido. De maneira geral, no período pré-menstrual, recomendam-se treinos mais leves, regenerativos.”

É VERDADE QUE A CORRIDA EVITA CÓLICAS MENSTRUAIS?
“Sim, a corrida melhora o metabolismo, vascularização e funcionamento dos órgãos pélvicos, reduzindo significativamente as cólicas menstruais. Além disso o efeito analgésico da endorfina (hormônio do prazer), contribui para a redução das dores e da ansiedade.”

COMO EVITAR QUEDAS DE PRESSÃO DURANTE OS TREINOS NO VERÃO?
“O calor faz com que os vasos sanguíneos se dilatem, podendo levar a quedas da pressão arterial, principalmente naqueles não habituados com as altas temperaturas do verão. Desidratação, jejum prolongado e uso de diuréticos são fatores que podem aumentar as chances. Evite correr no meio do dia, mas se for seu único horário, opte pela esteira, no conforto do ar condicionado. Deixe para encarar aquela corridinha no calçadão pela manhã ou ao fim do dia. Crie o hábito de beber água regularmente, para regular melhor sua temperatura. Na presença de sintomas como fraqueza, suor frio, tontura, taquicardia e sensação de desmaio, interrompa imediatamente suas atividades, deite no chão, de preferência com os pés em cima de um banco e chame por ajuda. Beber pequenos volumes de líquido podem ajudar, e se estiver em jejum, dê preferência para sucos de frutas. Levante bem devagar, entre em contato com seu cardiologista após o ocorrido e procure uma emergência na persistência dos sintomas.”

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É COMUM SENTIR ENJOOS DURANTE OU APÓS A CORRIDA?
“Enjôos devem ser encarados como sinais de alerta do nosso organismo! São mais comuns em atletas iniciantes e em treinos intensos, quando o corpo chega ao seu extremo. Dentre as principais causas na corrida podemos listar:
– Alimentos ricos em fibras, que absorvem muita água e reduzem o transito intestinal;
– Comer imediatamente antes da corrida. Coma 1 a 2h antes da prova, dando preferência aos carboidratos;
– Ansiedade, na véspera daquela prova importante que você treinou por meses;
– Leite e derivados, antes do exercício, também podem retardar o fluxo intestinal;
– Desidratação;
– Treinos muito pesados ou muito longos.”

QUAIS SÃO AS MELHORES MANEIRAS DE EVITAR LESÕES?
“Três dicas para quem quer começar a correr e evitar lesões:
1) Procure um professor experiente no assunto. Na corrida é comum as pessoas calçarem aquele par de tênis novinho em folha e sair correndo por aí, sem freio, sem planejamento e sem os descansos necessários. Os erros de treinos são as principais causas de lesões nesse esporte. O recomendado é que se inicie aos poucos, em dias alternados, com aumentos lentos e graduais do volume semanal de treino.
2) Faça uma dieta adequada. Corredor precisa de carboidrato! Dietas restritivas aumentam em muito as chances de tendinites, lesões musculares e fraturas por estresse.
3) Ouça seu corpo. Se está sentindo dores, não insista, procure seu ortopedista para uma avaliação.”

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COMO EVITAR A FAMOSA “DOR DO LADO”, QUE PODE OCORRER DURANTE O EXERCÍCIO?
“Dor do lado, ou ‘dor em facão’, aquele grande desconforto logo abaixo das costelas durante a corrida, ainda tem sua origem controversa. Uma das teorias mais aceitas é a de fadiga ou irritação (como uma cãibra) do diafragma, músculo mais importante da respiração. Outra teoria, diz que o aumento de ar no estômago, pela respiração oral causaria tal dor. Independente da teoria, sabe-se que a falta de preparo físico é o principal fator envolvido na sua gênese. Uma maneira de evitá-la, é aumentar o ritmo aos poucos, deixando a respiração “encaixar” de maneira confortável. No entanto, quando ela aparece, o melhor a se fazer é reduzir o ritmo, deixando a respiração equilibrar novamente, resolvendo na grande maioria dos casos. Na persistência da dor, não deixe de procurar a emergência.”

COMO PODE OCORRER O OVERTRAINING? COMO EVITAR?
Overtraining é quando o excesso de exercício faz mal. Essa síndrome, ainda pouco conhecida, pode levar a danos físicos e mentais em atletas profissionais e amadores, principalmente naqueles com alta intensidade de treinos. Na síndrome, o corpo reclama desde o aquecimento até o final da atividade, diferente de um treino forte, em que apesar do cansaço, consegue-se voltar e treinar mais. Dentre as causas, temos a falta de descanso, não cicatrizando microtraumas e distúrbios hormonais.Não existem exames específicos, devendo nos atentar aos sintomas como perda de rendimento (um dos primeiros sintomas), dor muscular persistente, contusões musculares, tendinites, fraturas por estresse, resfriados freqüentes, aumento da freqüência cardíaca no repouso, insônia, perda do apetite, irritabilidade, ansiedade e depressão O tratamento é a redução drástica do treino, ou interrupção nos casos mais graves, mas sua prevenção é sempre importante, respeitando as planilhas e descansos, além de alimentação equilibrada. Dieta restritiva e corrida não combinam!!!”

Treinos lentos podem ser a melhor maneira de malhar

Conteúdo original Women’s Health Brasil 

E então o instrutor da academia alegremente grita “mais rápido!”, enquanto aumenta a velocidade da sua esteira ou bicicleta ergométrica. Você até tenta esconder o olhar de ódio, mas, sinceramente, precisava disso? Não nos entenda mal, amamos treinos pesados, nosso tempo é precioso e queremos resultados o quanto antes. Mas, depois de um dia estressante no escritório e um trânsito frenético para chegar à academia, ser ofuscada por luzes de discoteca e ensurdecida por músicas animadas enquanto me forço até o limite é realmente a melhor coisa para o meu corpo?

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Desde que o Hiit, o famoso treino intervalado de alta intensidade, e o CrossFit foram adotados nas academias, a mentalidade “treine forte ou vá para casa!” se tornou o mandamento fitness de muita gente. Porém, eles foram criados exatamente para estressar e dar um choque no organismo — assim, seus músculos são obrigados a se adaptar e seu metabolismo a turbinar –, o que nos leva a questionar: o quanto é realmente bom todo esse estresse quando você já está vivendo a mil por hora nos outros aspectos da sua vida?

Em defesa das apaixonadas pelo Hiit, ele realmente produz menos picos de cortisol do que uma corrida de longa distância, mas também não é exatamente um SPA para os hormônios do estresse. “Um treino que exige velocidade e fúria acaba forçando tanto corpo quanto mente”, diz o nutricionista e fisiologista do exercício Wellington Pinheiro, de São Bernardo (SP). Além disso, exercícios de execuções rápidas e intensas aumentam os riscos de lesão, o que prejudicaria sua forma física, caso precise se afastar por algum tempo até se recuperar.

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Revezar é a solução

Você não precisa abandonar de vez o treino de alta carga, mas trocar por um mais leve nos dias em que você teve uma apresentação no trabalho, uma briga com o parceiro ou uma reunião nada animadora na escolinha dos filhos pode ser mais benéfico para sua mente e corpo. Um relatório do Conselho Americano de Exercícios verificou que o Hiit queima apenas um pouco mais de calorias do que as atividades mais lentas. No entanto, um estudo norueguês mostrou que as mulheres que limitaram o treino a três dias da semana ganharam mais condicionamento físico do que aquelas que praticaram com maior frequência.

Escolher um ritmo mais lento não é sinônimo de resultados mais demorados. “As pessoas associam treino e carga pesados com resultados. No entanto, a série também pode ser intensa ao aumentar o tempo de exposição do músculo a cada posição”, explica o educador físico Guilherme Leme, instrutor de musculação da academia Bio Ritmo, em São Paulo.

Um exemplo é o método do personal trainer americano Justin Gelband, responsável pela forma das modelos da Victoria’s Secrets. Os corpos alongados e sequinhos de nomes como Alessandra Ambrósio, Lily Aldridge e Laís Ribeiro foram esculpidos com exercícios isométricos controlados. Não é a toa que os músculos delas parecem tão duros: “Os movimentos bem curtos exigem força e coordenação, o que faz com que corpo e cérebro se conectem. Ao executá-los lentamente, você está criando resistência o tempo todo, recrutando mais fibras do que se usasse um impulso”, explica o professor de educação física com especialização em reabilitação musculoesquelética Carlos Carvalho, de Santo André (SP).

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Por serem bem pausados, poucos minutos de treino podem parecer uma eternidade, mas, para muitos, é a melhor maneira de malhar. “A pessoa ganha mais força e consciência corporal, pois o movimento é feito de maneira lenta e sem descanso”, explica Carlos.

Mas não é para todas. A atividade pode ser bem desafiadora, fazendo com que iniciantes tenham que suportar a dor pós-treino por vários dias. No entanto, os fãs da técnica apreciam tanto o desafio mental quanto o físico. “Os alunos ficam muito empolgados quando veem os resultados. E também relatam aumento de concentração e controle da ansiedade nas demais tarefas do dia, já que o treino exige domínio do próprio corpo e da respiração”, comenta Carlos.

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Os fisiculturistas já usam repetições lentas desde a década de 40. “Elas ajudam até mesmo na hora da apresentação deles, uma vez que dão maior consciência da contração dos músculos”, diz Carlos. E os benefícios não se limitam apenas à aparência. O norte-americano Ken Hutchins, que aperfeiçoou a técnica para esses atletas em 1982, notou que os movimentos lentos ajudam também mulheres com osteoporose a desenvolverem músculos e aumentarem a densidade óssea de forma segura.

Mesmo assim, se você ainda prefere treinos extremos para suar muito, tudo bem! Afinal, o que vale mesmo é misturar os estilos para ter melhores resultados. “Cada pessoa é diferente e única, mas, no geral, mudar os estímulos de treino é a melhor maneira de garantir bons resultados”, avisa Guilherme.

Caldo de Cana para turbinar o treino

Conteúdo original Mais Equilíbrio

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O caldo de cana já foi considerado um vilão para os praticantes de atividade física e hoje, depois de uma série de pesquisas sobre o tema, se tornou um dos melhores alimentos para ser consumido antes ou depois do exercício. Isso se deve ao fato dele ser rico em glicogênio, por isso fornece bastante energia ao organismo e principalmente ao músculos, potencializando o treino.

Além disso, é fonte das vitaminas A, B e C, bem como dos minerais ferro, cálcio, potássio e magnésio. A garapa, nome popular da bebida é recomendada no pré-treino para dar energia, e no pós treino, para ajudar a recuperar os músculos, evitando a fadiga, além de hidratar o corpo rapidamente e repor as vitaminas e minerais perdidos durante a prática de atividade física.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acompanhou a rotina dos jogadores de um time de futebol, a fim de avaliar como o corpo deles reagia diante de tantos exercícios. O principal marcador mensurado foi a ureia, que ajuda a verificar se há ou não perda muscular.

Os suplementos energéticos industrializados comumente ingeridos ao final dos treinos foram substituídos pelo caldo de cana, que possibilitou a diminuição dos índices de ureia no sangue, significando menor queima de massa muscular durante o exercício. Além disso, melhoraram a performance dos treinos, conseguindo correr mais.

Natural e por isso bastante saudável, a bebida, ao contrário do que muitos pensam, possui poucas calorias. Um copo de 250 ml de caldo de cana possui apenas 124 kcal (a mesma medida de suco de laranja possui 173 kcal).

E quando comprada no famoso carrinho de rua, você pode adicionar outros ingredientes, como limão, gengibre e água de coco, aumentando a oferta de nutrientes, ajudando até a combater doenças renais.

Adapte a sua dieta ao horário de treino

Conteúdo original Minha Vida

Quem começa só quer saber de resultados e, quanto mais rápidos eles vierem, melhor. O problema é que, nessa pressa toda, muita gente se esquece de um ponto fundamental nessa história: a importância da dieta para eliminar gordura e tonificar os músculos. O corpo pede nutrientes específicos e em quantidades certas – tanto antes quanto depois do treino.

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“Treinar com o estômago cheio demais ou com falta de carboidratos e proteínas, por exemplo, pode prejudicar o seu desempenho e a própria recuperação do organismo, atrapalhando os resultados desejados”, afirma a nutricionista funcional Camila Borduqui, do Centro de Estética da Clínica Alan Landecker. Para ajustar o cardápio, há alguns cuidados que variam de acordo com o período do dia escolhido para a atividade física.

Treino de manhã, logo ao acordar

Deixe o café da manhã reforçado para depois do treino. Antes do exercício, prefira alimentos ricos em amido: pães, barra de cereal, bolo, biscoito simples e frutas pobres em fibras, como pêssego e melão. “Eles são fontes de carboidratos simples, que tem absorção rápida e energia imediata para o treino, poupando a reserva de proteína que alimenta os músculos”, afirma a nutricionista Graça Albuquerque, especialista em nutrição esportiva.

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Evite o consumo de opções ricas em açúcar, como mel e doces, ou alimentos com alto índice glicêmico, como melancia e açúcar refinado. “Esses alimentos podem gerar um aumento rápido da glicose no sangue, o que provoca descarga imediata de insulina no sangue e, como consequência, uma possível hipoglicemia ou sensação de fraqueza durante o treino”, diz a nutricionista Camila Borduqui.

Exercício no meio da manhã

Três horas antes de treinar, tome um café da manhã completo, com alimentos fontes de fibras – cereais, pão integral, entre outros. Quando faltar meia hora para a atividade física, faça outra refeição mais leve, mas sem opções integrais dessa vez. “O alimento integral é digerido lentamente, ou seja, não promove um esvaziamento gástrico rápido, o que pode causar desconforto no meio do exercício”, afirma Graça Albuquerque. Além disso, Camila Borduqui conta que as fibras reduzem a absorção de glicose do alimento, diminuindo o fornecimento de energia para o músculo.

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Prática na hora do almoço

Prefira os alimentos de baixo índice glicêmico para manter os níveis de glicose no sangue durante o treino. Biscoitos de água e sal, ameixa, pera, kiwi, pêssego, maçã, banana, oleaginosas e passas são algumas opções recomendadas pelas especialistas. “É melhor deixar o almoço para depois do treino, já que é uma refeição que apresenta uma grande variedade de alimentos e pode sobrecarregar o estômago durante a atividade física”, afirma Camila Borduqui. Depois de almoçar, é preciso esperar de uma a duas horas para fazer exercícios, dependendo do tipo de comida que foi consumida – quanto mais gordura ou difícil de digerir, maior o tempo de repouso.

Treino no final da tarde

 

Antes de se exercitar, consuma carboidratos simples: torradas ou pão branco com geléia, castanhas, suco de frutas natural, ameixa seca, entre outras opções. O consumo de leite e derivados deve ser evitado. “Esses alimentos costumam ser de difícil digestão e podem provocar desconfortos gástricos durante o exercício”, afirma Camila. Também não é recomendável ingerir alimentos fontes de fibras, já que elas possuem um índice glicêmico menor, ou seja, demoram a fornecer energia necessária para o treino.

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Exercício à noite

Nada de jantar antes da atividade física. A lógica é a mesma de quem treina na hora do almoço: uma refeição pesada pode sobrecarregar demais o organismo e prejudicar o desempenho. “Em casos de treinamento mais leve, o ideal é consumir uma fruta como maçã, pera, pêssego, maçã ou laranja ou alimentos fonte de energia (principalmente carboidratos), para preservar as reservas de energia e aproveitar o aumento do fluxo sanguíneo no tecido muscular”, afirma Camila Borduqui. Se seu o treino costuma durar mais de uma hora, é melhor aprimorar ainda mais o estoque de energia: faça um sanduíche de pão com queijo branco e peito de peru.

Cuidados durante o treino

Além de muita hidratação, as nutricionistas aconselham repor carboidratos se o treino passar de uma hora. A proporção é de 30 a 60 gramas por hora – um profissional poderá indicar a quantidade ideal ao seu organismo. “Isso é necessário para evitar a fadiga e o cansaço, já que as reservas nos músculos (glicogênio) e a glicose do sangue começam a ficar muito escassas”, justifica Camila Borduqui. Barra de cereais, isotônicos (suplementos à base de maltodextrina), carboidrato em gel dissolvido em água, banana e água de coco são opções práticas que podem ser consumidas durante a atividade física.

Depois do treino, não esqueça!

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Independentemente do período do dia escolhido, é preciso reforçar a alimentação após os exercícios. “Os melhores alimentos são os ricos em carboidratos complexos e proteínas, como peixe, carne, frango, ovos, queijo, pão integral e batata doce”, recomenda Graça. Antioxidantes também são importantes, pois bloqueiam a ação dos radicais livres formados durante o exercício. Exemplos: azeite, castanhas, frutas, verduras e legumes.

A ingestão de alimentos deve ser feita logo após o término do treino: entre 30 minutos e duas horas depois. “É importante respeitar essa urgência para garantir uma boa recuperação do organismo, evitando o catabolismo, ou seja, o uso de proteínas do músculo para gerar energia”, explica Camila.